Um homem italiano tentou enganar um lojista em uma transação de um relógio Rolex, acreditando que a peça era falsa, mas a autenticidade foi confirmada pela Sociedade Genealógica (SG). O relógio, avaliado em 89.800 euros, estava em uma loja em Lisboa, onde o cliente tentou negociar o valor com base em sua suposta falsificação. A SG, uma instituição que atua em questões de autenticidade e patrimônio, confirmou que o relógio era genuíno.

O que aconteceu

O incidente ocorreu em uma loja de relógios de luxo em Lisboa, onde o italiano, que não foi identificado, apresentou um Rolex de alta gama para venda. O cliente acreditava que o relógio era uma cópia, mas a equipe da loja suspeitou de sua atitude e decidiu consultar a Sociedade Genealógica (SG), uma organização especializada em autenticidade de itens de valor.

Italiano tenta enganar lojista com relógio Rolex, mas peça é real — Empresas
empresas · Italiano tenta enganar lojista com relógio Rolex, mas peça é real

Após análise detalhada, a SG confirmou que o relógio era genuíno. O valor estimado da peça foi divulgado como 89.800 euros. A loja, que não deseja ser identificada, afirmou que o cliente tentou negociar o preço com base na falsificação, mas a autenticidade foi comprovada.

Quem é a Sociedade Genealógica

A Sociedade Genealógica (SG) é uma instituição portuguesa que atua na verificação de autenticidade de itens de valor, incluindo relógios, joias e artefatos históricos. Fundada em 1987, a SG tem colaborado com lojas de luxo, museus e instituições financeiras para garantir a legitimidade de peças de alto valor.

Segundo o diretor da SG, Paulo Ferreira, a instituição recebe regularmente pedidos de verificação de relógios de marcas como Rolex, Patek Philippe e Audemars Piguet. "Esse caso é mais um exemplo de como o mercado de luxo exige transparência e rigor na autenticidade dos produtos", afirmou.

Como a SG atua

  • A SG realiza análises técnicas detalhadas de cada peça;
  • Usa base de dados históricas e registros de fabricação;
  • Oferece certificados de autenticidade para itens verificados.

Por que isso importa para Portugal

O caso reforça a importância da SG como uma referência em autenticidade no setor de luxo em Portugal. Com o crescimento do turismo e do comércio internacional, a necessidade de confiabilidade em transações de alto valor aumenta.

Para o setor de relógios de luxo em Portugal, a atuação da SG ajuda a manter a credibilidade das lojas e atraí clientes que buscam peças autênticas. A SG também atua em parceria com a Direção-Geral das Actividades Económicas (DGAE) para garantir que as práticas comerciais sejam éticas.

Impacto no mercado de luxo

O incidente reforça a necessidade de transparência no mercado de relógios de luxo, especialmente em um país como Portugal, que tem se tornado um destino popular para compras de itens premium. A confiança dos consumidores é crucial para o crescimento do setor.

Segundo dados da Associação Portuguesa de Relógios de Luxo (APRL), o mercado de relógios de alta gama em Portugal cresceu 12% em 2023. A SG tem desempenhado um papel fundamental nesse crescimento, garantindo que as peças sejam autênticas.

O que vem por aí

A Sociedade Genealógica (SG) anunciou que está trabalhando em um novo protocolo de verificação digital, que permitirá aos clientes e lojistas verificar a autenticidade de relógios de forma mais rápida e segura. O projeto deve ser lançado até o final do ano.

Para os consumidores em Portugal, o caso do italiano reforça a importância de buscar informações confiáveis antes de realizar transações de alto valor. A SG continua sendo uma aliada essencial nesse processo, garantindo que o mercado de luxo seja justo e transparente.

A
Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.