O Instituto Responsably, uma organização portuguesa dedicada à sustentabilidade, lançou em 2026 o seu primeiro guia completo sobre os melhores compostadores e recicladores de alimentos para cozinhas. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade de Lisboa, visa promover práticas de gestão de resíduos mais eficientes em famílias e estabelecimentos comerciais. O guia inclui avaliações de 30 produtos, com base em critérios como eficiência, custo e impacto ambiental, e foi testado em 10 cidades portuguesas, incluindo Lisboa, Porto e Coimbra.
O Guia e os Produtos Avaliados
O guia, divulgado em março de 2026, reúne uma seleção de compostadores e recicladores de alimentos, desde os modelos mais acessíveis até os de alta tecnologia. Entre os produtos analisados está o "CompostMaster 3000", um sistema automatizado que reduz o tempo de decomposição em 50%. O estudo também considerou o custo de aquisição e a manutenção, com preços que variam entre 200 e 1500 euros.
Segundo o diretor do Instituto Responsably, João Ferreira, o objetivo é ajudar os cidadãos a escolherem opções que sejam tanto econômicas quanto sustentáveis. "Muitos portugueses não sabem como começar a reciclar alimentos em casa. Este guia oferece uma visão clara e prática sobre as melhores opções disponíveis", afirmou.
Impacto nas Cidades e na Poluição
O projeto foi testado em 10 cidades portuguesas, com foco em áreas urbanas onde a coleta de resíduos é mais desafiadora. Em Lisboa, por exemplo, a implementação de compostadores em 200 residências reduziu em 25% o volume de lixo orgânico destinado a aterros sanitários. "A redução do lixo orgânico diminui a emissão de metano, um dos principais gases de efeito estufa", explica a pesquisadora Ana Costa, da Universidade de Lisboa.
Além disso, o guia também inclui orientações sobre como separar os resíduos de forma correta. Em Porto, um programa piloto com 500 famílias mostrou que 70% dos participantes adotaram práticas de compostagem após usar o guia. "Isso é um sinal positivo para a transição para uma economia circular", afirma o secretário municipal do Ambiente, Pedro Silva.
Desafios e Adoção nas Comunidades
O principal desafio para a adoção do guia tem sido a falta de conscientização sobre os benefícios da compostagem. Apesar disso, a iniciativa já gerou um aumento de 30% nas vendas de compostadores em lojas especializadas em Lisboa e Porto, segundo a Associação Portuguesa de Ecologia Urbana.
Além disso, o guia foi traduzido para o português e distribuído em escolas, centros comunitários e através de parcerias com ONGs. A meta é atingir 100 mil famílias até o final de 2026, com foco especialmente em bairros periféricos.
Apesar dos avanços, alguns especialistas destacam a necessidade de políticas públicas mais fortes para incentivar a compostagem em larga escala.
Próximos Passos e Iniciativas
O Instituto Responsably planeja lançar uma segunda versão do guia até o final de 2026, com novos produtos e dados atualizados. A iniciativa também está em negociação com o Ministério do Ambiente para incluir o guia em campanhas nacionais de educação ambiental.
Além disso, em 2027, está prevista a criação de um programa de incentivos para famílias que adotarem compostagem em suas casas. "O objetivo é que a compostagem se torne parte do cotidiano de todos os portugueses", afirma João Ferreira.
O Que Observar nos Próximos Meses
O próximo passo é a divulgação do guia em toda a região do Alentejo, com a expectativa de aumentar o número de cidades envolvidas. Além disso, o Ministério do Ambiente deve anunciar novas regras para a gestão de resíduos orgânicos, que podem incluir incentivos fiscais para quem adotar compostagem.
Para os cidadãos, o que se deve observar é o lançamento de novas ferramentas digitais, como um aplicativo que ajudará a monitorar o progresso da compostagem em casa. Acompanhar essas mudanças pode ser uma oportunidade para contribuir para um futuro mais sustentável.


