A empresa de tecnologia de pagamentos Adumo sofreu um vazamento de dados sensíveis, segundo informações divulgadas por hackers que oferecem os dados por 7 000 dólares. O incidente, que foi reportado pela primeira vez no dia 15 de setembro, afeta usuários em Portugal, onde a Adumo tem uma forte presença no mercado de pagamentos digitais. A empresa, que opera em Lisboa, ainda não confirmou oficialmente o incidente, mas está a investigar a origem do vazamento.

Detalhes do vazamento e impacto

O vazamento envolve dados de usuários, incluindo informações de cartões de crédito, endereços e números de telefone. Segundo relatos de especialistas em segurança cibernética, os dados foram acessados através de uma vulnerabilidade em um dos servidores da Adumo, que estava exposto na internet. A empresa, que atua em mais de 10 países, tem um grande número de usuários em Portugal, onde é uma das principais plataformas de pagamentos móveis.

Adumo sofre vazamento de dados, hackers oferecem por 7 mil dólares — Empresas
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O Ministério da Economia de Portugal já foi notificado sobre o caso e está a acompanhar de perto a situação. "A segurança dos dados dos cidadãos é uma prioridade", afirmou o secretário de Estado da Inovação, António Ferreira. A Adumo, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente, mas já iniciou uma investigação interna com a ajuda de uma empresa de segurança digital.

Contexto e histórico da Adumo em Portugal

A Adumo é uma empresa de tecnologia fundada em 2015, que se especializou em soluções de pagamento digital para pequenas e médias empresas. Em Portugal, a empresa tem uma forte presença no setor de comércio eletrônico, oferecendo serviços de pagamento em tempo real. Segundo a Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologia, a Adumo é uma das 10 maiores empresas de pagamentos digitais no país.

O vazamento ocorre em um momento delicado para a empresa, que recentemente lançou uma nova versão de seu aplicativo. A falha pode impactar a confiança dos usuários e trazer consequências legais, especialmente se for comprovado que a empresa não tomou as medidas necessárias para proteger os dados.

Resposta da comunidade e reações

A notícia gerou preocupação entre os usuários da Adumo em Portugal, muitos dos quais compartilharam suas preocupações nas redes sociais. "Não sei se posso confiar mais nessa plataforma", escreveu uma usuária em um grupo do Facebook. A associação de consumidores de Lisboa, Consumidores em Ação, já pediu que a Adumo ofereça mais transparência sobre o incidente.

O caso também levantou questões sobre a segurança de outras plataformas de pagamento digital no país. "É essencial que as empresas de tecnologia reforcem suas medidas de proteção", disse a especialista em cibersegurança Maria Silva, que trabalha na Universidade de Lisboa. "A exposição de dados sensíveis pode ter consequências graves, como roubo de identidade e fraudes financeiras."

Passos a serem tomados

As autoridades portuguesas estão a trabalhar com a Adumo para identificar os dados expostos e notificar os usuários afetados. A empresa também deve fornecer um plano de ação para evitar futuros vazamentos. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já iniciou uma investigação preliminar.

O próximo passo será a divulgação de um comunicado oficial da Adumo, que deve incluir detalhes sobre os dados vazados e as medidas que a empresa tomará para reforçar a segurança. Os usuários devem estar atentos às notificações e, se necessário, alterar suas senhas e verificar suas contas bancárias.

O que vem por aí

A Adumo tem até o final do mês para fornecer mais informações sobre o vazamento e apresentar um plano de ação. A ANPD também pode impor sanções se for comprovado que a empresa não cumpriu as normas de proteção de dados. Os usuários devem monitorar as notícias e seguir as orientações das autoridades.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.