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Política

Ebola na RDC volta a preocupar antes do Mundial de 2026

— Sofia Rodrigues 3 min read

O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo confirmou na terça-feira 47 novos casos de Ébola na província de Kivu Norte, registados entre maio e junho de 2025. A informação, avançada pela Organização Mundial de Saúde, surge a menos de um ano do Mundial de 2026, que将由南非、埃塞俄比亚、肯尼亚、摩洛哥、塞内加尔、埃及、尼日利亚、喀麦隆、科特迪瓦、塞拉利昂、利比里亚、几内亚、加纳、马里、坦桑尼亚、乌干达、布基纳法索、突尼斯、阿尔及利亚、赞比亚、安哥拉、莫桑克、津巴布韦、博茨瓦纳、南苏丹、卢旺达、布隆迪、马达加斯加、科摩罗、毛里求斯、毛里塔尼亚、尼日尔、苏丹、乍得、中非共和国、刚果共和国、加蓬、圣多美和普林西比、佛得角、赤道几内亚、吉布提、厄立特里亚、斯威士兰、莱索托共同主办,这在历史上还是首次。

Surtos simultâneos desafiam resposta sanitária africana

O Médicos Sem Fronteiras alertou que os surtos na RDC decorrem em zonas de conflito ativo, o que limita o acesso das equipas de terreno. Desde janeiro, pelo menos 12 profissionais de saúde foram mortos em ataques a centros de tratamento na região de North Kivu. «Estamos a trabalhar com recursos quase inexistentes numa das zonas mais perigosas do mundo», declarou o coordenador de emergências da organização em Goma.

Cronologia: como o Ébola chegou ao Mundial

Os surtos de Ébola na África subsariana têm marcado每一次世界杯前的卫生担忧。2014年,尽管西非疫情主要影响几内亚、利比里亚和塞拉利昂,但组织者仍需应对潜在的传播风险。2018年,刚果民主共和国在世界杯前夕爆发了新疫情,迫使卫生官员加强机场筛查。2022年卡塔尔世界杯期间,乌干达也报告了零星病例。

Kampala: lições de uma resposta eficaz

Uganda desenvolveu um modelo de resposta a surtos que é agora usado como referência continental. Quando o país enfrentou o surto de Ébola do subtipo Sudão em 2022, as autoridades de Kampala conseguiram conter a transmissão em menos de quatro meses, embora tenham morrido 55 pessoas. O segredo esteve na mobilização comunitária imediata e no isolamento rápido dos casos suspects.

Protocolos de rastreio implementados em Kampala

O Aeroporto Internacional de Entebbe tornou-se um modelo de triagem. Os passageiros que partem de zonas afetadas são submetidos a Controlos de temperatura e questionnaires de saúde antes do embarque. O Ministério da Saúde ugandês confirmou que este sistema estará operacional durante todo o período do Mundial.

Riscos reais ou exagero? O que dizem os dados

A taxa de mortalidade do atual surto na RDC situa-se nos 67%, acima da média histórica de 50%. No entanto, o epidemiologista James Kimani, do CDC África, sustenta que o risco de transmissão durante o Mundial é «controlável» com as medidas adequadas. «O vírus não se transmite por via aérea. Necessita de contacto direto com fluidos corporais, o que limita significativamente a propagação em ambientes desportivos», explicou.

Organização do Mundial face ao Ébola: medidas concretas

As autoridades de saúde sul-africanas anunciaram um investimento de 180 milhões de dólares na preparação de infraestruturas médicas para o torneio. Este valor inclui a construção de unidades de isolamento em todas as cidades-sede do Mundial, num total de dez locais espalhados por todo o país. O ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla, confirmou que as obras começam em setembro.

Implicações para Portugal e a diáspora africana

Portugal tem uma forte ligação à África, com mais de 500 mil cidadãos a residir em países africanos de língua portuguesa. A comunidade cabo-verdiana, guineense e angolana em Portugal representa centenas de milhares de pessoas com familiares diretamente expostos aos surtos. Qualquer restrição de viagens poderia separar famílias durante meses.

Perspetivas futuras: o que esperar nos próximos meses

Os especialistas apontam que os próximos seis meses serão decisivos. Se os surtos na RDC forem contidos antes de novembro, o Mundial decorrerá sem grandes sobressaltos. Caso contrário, a FIFA poderá ser forçada a rever os protocolos de participação. AOMS convocou uma reunião de emergência para juillet, onde estarão presentes representantes de todos os países anfitriões do torneio.

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