O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo confirmou na terça-feira 47 novos casos de Ébola na província de Kivu Norte, registados entre maio e junho de 2025. A informação, avançada pela Organização Mundial de Saúde, surge a menos de um ano do Mundial de 2026, que将由南非、埃塞俄比亚、肯尼亚、摩洛哥、塞内加尔、埃及、尼日利亚、喀麦隆、科特迪瓦、塞拉利昂、利比里亚、几内亚、加纳、马里、坦桑尼亚、乌干达、布基纳法索、突尼斯、阿尔及利亚、赞比亚、安哥拉、莫桑克、津巴布韦、博茨瓦纳、南苏丹、卢旺达、布隆迪、马达加斯加、科摩罗、毛里求斯、毛里塔尼亚、尼日尔、苏丹、乍得、中非共和国、刚果共和国、加蓬、圣多美和普林西比、佛得角、赤道几内亚、吉布提、厄立特里亚、斯威士兰、莱索托共同主办,这在历史上还是首次。
Surtos simultâneos desafiam resposta sanitária africana
O Médicos Sem Fronteiras alertou que os surtos na RDC decorrem em zonas de conflito ativo, o que limita o acesso das equipas de terreno. Desde janeiro, pelo menos 12 profissionais de saúde foram mortos em ataques a centros de tratamento na região de North Kivu. «Estamos a trabalhar com recursos quase inexistentes numa das zonas mais perigosas do mundo», declarou o coordenador de emergências da organização em Goma.
Cronologia: como o Ébola chegou ao Mundial
Os surtos de Ébola na África subsariana têm marcado每一次世界杯前的卫生担忧。2014年,尽管西非疫情主要影响几内亚、利比里亚和塞拉利昂,但组织者仍需应对潜在的传播风险。2018年,刚果民主共和国在世界杯前夕爆发了新疫情,迫使卫生官员加强机场筛查。2022年卡塔尔世界杯期间,乌干达也报告了零星病例。
Kampala: lições de uma resposta eficaz
Uganda desenvolveu um modelo de resposta a surtos que é agora usado como referência continental. Quando o país enfrentou o surto de Ébola do subtipo Sudão em 2022, as autoridades de Kampala conseguiram conter a transmissão em menos de quatro meses, embora tenham morrido 55 pessoas. O segredo esteve na mobilização comunitária imediata e no isolamento rápido dos casos suspects.
Protocolos de rastreio implementados em Kampala
O Aeroporto Internacional de Entebbe tornou-se um modelo de triagem. Os passageiros que partem de zonas afetadas são submetidos a Controlos de temperatura e questionnaires de saúde antes do embarque. O Ministério da Saúde ugandês confirmou que este sistema estará operacional durante todo o período do Mundial.
Riscos reais ou exagero? O que dizem os dados
A taxa de mortalidade do atual surto na RDC situa-se nos 67%, acima da média histórica de 50%. No entanto, o epidemiologista James Kimani, do CDC África, sustenta que o risco de transmissão durante o Mundial é «controlável» com as medidas adequadas. «O vírus não se transmite por via aérea. Necessita de contacto direto com fluidos corporais, o que limita significativamente a propagação em ambientes desportivos», explicou.
Organização do Mundial face ao Ébola: medidas concretas
As autoridades de saúde sul-africanas anunciaram um investimento de 180 milhões de dólares na preparação de infraestruturas médicas para o torneio. Este valor inclui a construção de unidades de isolamento em todas as cidades-sede do Mundial, num total de dez locais espalhados por todo o país. O ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla, confirmou que as obras começam em setembro.
Implicações para Portugal e a diáspora africana
Portugal tem uma forte ligação à África, com mais de 500 mil cidadãos a residir em países africanos de língua portuguesa. A comunidade cabo-verdiana, guineense e angolana em Portugal representa centenas de milhares de pessoas com familiares diretamente expostos aos surtos. Qualquer restrição de viagens poderia separar famílias durante meses.
Perspetivas futuras: o que esperar nos próximos meses
Os especialistas apontam que os próximos seis meses serão decisivos. Se os surtos na RDC forem contidos antes de novembro, o Mundial decorrerá sem grandes sobressaltos. Caso contrário, a FIFA poderá ser forçada a rever os protocolos de participação. AOMS convocou uma reunião de emergência para juillet, onde estarão presentes representantes de todos os países anfitriões do torneio.
Necessita de contacto direto com fluidos corporais, o que limita significativamente a propagação em ambientes desportivos», explicou. AOMS convocou uma reunião de emergência para juillet, onde estarão presentes representantes de todos os países anfitriões do torneio.


