As autoridades de saúde francesas confirmaram o primeiro caso de Ébola no território nacional. O paciente, que regressava da República Democrática do Congo, foi identificado num aeroporto parisiense e isolationado de imediato num hospital de referência. O Ministério da Saúde francês informou que o diagnóstico foi confirmado por análises laboratoriais e que decorre agora o rastreio de contactos próximos.

Como decorreu a deteção

O caso foi identificado através dos protocolos de vigilância sanitária activos nos principais pontos de entrada em França. O viajante apresentou sintomas compatíveis com a doença após a chegada ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. As autoridades redireccionaram o paciente para o Hospital Bichat-Claude Bernard, centro de referência para doenças infecciosas na capital francesa.

França Deteta Primeiro Caso de Ébola — Risco na Europa Preocupa Autoridades — Mercados
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Estado do paciente e medidas hospitalares

As autoridades de saúde disseram que o paciente se encontra em estado estável. Os profissionais que prestaram cuidados ao doente seguem os protocolos de protecção recomendados pela OMS. O hospital parизisco de Gaulle, em Paris. As autoridades redirectionaram o doente para o Hospital Bichat-Claude Bernard, centro de referência para doenças infecciosas.

Estado clínico e tratamento

As autoridades de saúde disseram que o paciente se encontra em estado estável. Os profissionais que prestaram cuidados ao doente seguem os protocolos de protecção recomendados pela OMS. O hospital tem capacidade para tratar casos de Ébola e já recebeu formação específica para este tipo de situação.

Rastreio de contactos próximos

As autoridades de saúde pública identificaram já as pessoas que viajaram no mesmo voo que o paciente. Esses passageiros estão agora a ser contactados e acompanhados por equipas médicas. O Ministério da Saúde francês confirmou que está a ser feita uma monitorização diária de todos os contactos identificados. O risco de transmissão durante o voo é considerado muito baixo.

O surto no Congo

A República Democrática do Congo enfrenta um surto de Ébola que já provocou centenas de mortes. A doença espalhou-se principalmente nas províncias do norte do país, onde os serviços de saúde enfrentam enormes dificuldades logísticas. O conflito armado na região tem complicado significativamente os esforços de contenção.

A resposta internacional

A OMS tem trabalhado com as autoridades congolesas para tentar travar a propagação da doença. Vários países aumentaram os controlos nos aeroportos após o agravamento do surto. Francia participa nesses esforços internacionais e mantém agora uma vigilância apertada nas fronteiras.

O que a população deve fazer

As autoridades de saúde disseram que a população não deve entrar em pânico. Quem tiver regressado recentemente de zonas afectadas deve vigiar sintomas durante 21 dias. Febre, dores musculares, fadiga, diarreia e hemorragias são sinais de alerta. Recomenda-se que esses viajantes contactem os serviços de saúde antes de se dirigirem a um hospital.

O que acontece a seguir

As autoridades de saúde vão continuar a monitorizar a situação nas próximas semanas. Está prevista uma reunião europeia para coordenar a resposta entre países. A OMS anunciou que vai enviar mais especialistas para o Congo nas próximas semanas. A situação vai ser acompanhada de perto para avaliar se são necessárias medidas adicionais na Europa.

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Opinião Editorial

O conflito armado na região tem complicado significativamente os esforços de contenção.A resposta internacionalA OMS tem trabalhado com as autoridades congolesas para tentar travar a propagação da doença. O risco de transmissão durante o voo é considerado muito baixo.O surto no CongoA República Democrática do Congo enfrenta um surto de Ébola que já provocou centenas de mortes.

— minhodiario.com Equipa Editorial
Ana Silva
Autor
Ana Silva é jornalista financeira a cobrir os mercados de capitais portugueses, política monetária europeia e o sector bancário nacional. Baseada no Porto, acompanha as decisões do BCE, os resultados das instituições financeiras portuguesas e as tendências dos mercados bolsistas com rigor analítico.

Ana contribui regularmente para plataformas de informação financeira e tem experiência na cobertura de cimeiras europeias de política económica. Licenciou-se em Gestão pelo ISCTE e concluiu um mestrado em Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa.