O Ministério da Marinha de Portugal anunciou uma série de medidas de segurança após a temperatura da água atingir 34 graus Celsius na região de Matosinhos, no norte do país. O fenômeno, que ultrapassa o limite histórico para a época do ano, levou à proibição temporária de atividades marítimas em áreas sensíveis, incluindo a plataforma IN, que se torna agora uma área de acesso restrito.

Temperatura Recorde na Costa Norte

A temperatura da água na costa de Matosinhos foi registrada em 34 graus Celsius durante a última semana, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Esse valor supera o recorde anterior de 32 graus, registrado em 2019, e levou ao alerta vermelho para a região. A alta temperatura é atribuída a uma combinação de ventos quentes e correntes oceânicas anormais.

Matti Chega à Plataforma IN Com Temperatura de 34 Graus — Empresas
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O Ministério da Marinha informou que, com a elevação da temperatura, há risco de aumento da poluição e de impactos negativos na vida marinha. As autoridades recomendaram o uso de equipamentos de proteção e a evitação de mergulhos em áreas com correntes fortes. A região de Matosinhos, conhecida por suas praias e atividades náuticas, enfrenta agora uma crise de segurança.

Plataforma IN Restrita por Segurança

A plataforma IN, localizada a cerca de 15 km da costa de Matosinhos, foi temporariamente fechada ao público. A decisão foi tomada após o Ministério da Marinha verificar que a temperatura acima do normal pode afetar a estrutura da plataforma e a segurança dos visitantes. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado da Marinha, José Silva, que destacou a necessidade de prevenção.

“A plataforma IN, que antes era acessível a todos, agora passa a ser uma área de acesso VIP, com controle rigoroso de entrada”, explicou Silva. O novo regime inclui a necessidade de autorização prévia e o uso de roupas de proteção específica. A medida, segundo o ministro, foi tomada para evitar acidentes e preservar a integridade da estrutura.

Impacto na Economia Local

A restrição à plataforma IN afeta diretamente o setor turístico de Matosinhos. O empresário local João Ferreira, que opera um hotel na região, disse que a medida pode reduzir a ocupação em até 30% no mês de julho. “O turismo é a principal fonte de renda, e a proibição de acesso à plataforma IN vai prejudicar muitos negócios”, afirmou.

Além disso, a alta temperatura da água também afeta a pesca. O sindicato dos pescadores de Matosinhos informou que a pesca comercial foi interrompida em 12 embarcações. A falta de peixes em áreas com água quente está causando perdas significativas para os pescadores da região.

Previsão e Medidas de Contingência

O IPMA prevê que a temperatura da água permanecerá acima do normal por pelo menos mais uma semana. As autoridades estão monitorando a situação de perto e planejam reavaliar as restrições na próxima semana. A Secretaria de Estado da Marinha também está estudando a possibilidade de instalar sistemas de refrigeração nas áreas de maior risco.

Para os turistas, a recomendação é evitar atividades aquáticas em áreas sem monitoramento. Além disso, a prefeitura de Matosinhos está organizando uma campanha de conscientização sobre os riscos do calor extremo no mar.

Próximos Passos e Monitoramento

O Ministério da Marinha confirmou que as restrições à plataforma IN serão revisadas no dia 15 de julho. A decisão final dependerá dos dados coletados pelo IPMA e das condições meteorológicas. Até lá, a plataforma permanecerá fechada ao público, com acesso apenas a autoridades e pesquisadores.

Para os moradores e visitantes, a dica é ficar atento às notificações oficiais. A prefeitura de Matosinhos também está criando um canal de atendimento para esclarecer dúvidas sobre as novas regras. O que se espera agora é uma nova avaliação da situação, com possíveis ajustes nas medidas de segurança.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.