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Rússia Lança Ataques Mortais contra Kyiv Após Uma Semana de Ameaças

— Paulo Teixeira 3 min read

As forças russas lançaram esta terça-feira uma série de ataques mortais contra a capital ukrainiana, Kyiv, лишь horas dopo Mosca ter exacerbado as ameaças contra a Ucrânia durante mais de uma semana. Os strikes, que incluíram mísseis de cruzeiro e drones, provocaram destruição significativa em bairros residenciais da zona central da cidade.

Os Ataques e a Escalada Imediata

Os serviços de emergência ukrainianos confirmaram pelo menos 23 mortos e 117 feridos nas primeiras horas após os bombardeamentos. Os projéteis atingiram pelo menos três estações de metro-used como abrigos antiaéreos, além de edifícios de habitação no distrito de Pechersk, no coração da capital.

As autoridades locais declararam estado de emergência parcial em toda a região de Kyiv. O presidente Volodymyr Zelensky convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional ainda durante a madrugada.

O Contexto das Ameaças Russas

Durante os sete dias anteriores ao ataque, o Kremlin tinha Intensificado drasticamente retórica belicosa. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou numa conferência de imprensa em Moscovo que Kiev «cruzou linhas vermelhas» e que «haveria consequências proporcionais».

Analistas militares salientam que as ameaças coincidiram com exercícios navais russos no Mar Negro e com a deslocação de sistemas de defesa aérea S-400 para a Bielorrúsia. As intenções de Moscovo tinham sido interpretadas pelos serviços de情报 ukrainianos como preparação para uma nova vaga de ataques.

A Preparação Ucraniana

Fontes do Estado-Maior ukrainiano revelaram que Kiev tinha conhecimento previo sobre a iminência do ataque. As sirenes antiaéreas soaram em toda a região de Kyiv pelas 3h47 da madrugada, dando tempo aos cidadãos para se shelter nos abrigos subterrâneos.

«Estávamos preparados. Os nossos parceiros internacionais tinham alertado para este cenário nas últimas 48 horas», declarou o general Oleksandr Syrskyi, comandante das forças terrestres ukrainianas, numa declaração à imprensa.

A Resposta Internacional

Vários países condenaram imediatamente os ataques. O Secretary-General da NATO, Mark Rutte, escreveu na rede social X que «esta escalada representa uma ameaça direta à segurança euro-atlantica». O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para esta quarta-feira.

A União Europeia anunciou que acelerará a entrega de mais sistemas de defesa aérea para a Zelensky. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, telefonou ao primeiro-Ministro ukrainiano Denys Shmyhal para coordenar novas medidas de apoio militar.

Impacto na População Civil

Os bairros mais afetados foram Pechersk, Solomyanka e Obolon. Equipas de resgate trabalharam durante mais de 12 horas para extrair sobreviventes dos escombros de um edifício de nove andares na rua Sichovykh Striltsiv.

A câmara municipal de Kyiv abriu 45 abrigos temporários para os residentes deslocados. Estima-se que cerca de 3.400 pessoas tenham ficado sem alojamento nas primeiras 24 horas após os bombardeamentos.

Reação de Moscovo

O Ministério da Defesa russo confirmou ter conduzido «operações de alta precisão contra alvos militares» em Kyiv, alegando que os strikes tinham como objetivo facilities de comando e depósitos de armas. A nota oficial não fazia qualquer referência às baixas civis.

Diplomatas russos na ONU rejeitaram as críticas internacionais, classificando-as como «interferência flagrantemente ilegal nos assuntos internos da Federação Russa». Moscovo insistiu que os alvos foram exclusivamente militares.

Próximos Passos e O Que Observar

A reunião do Conselho de Segurança da ONU determinada para quarta-feira será um teste crucial à capacidade da comunidade internacional responder à escalada. Os Estados Unidos anunciou que vai propor novas sanções contra Moscovo já esta semana.

No terreno, as forças ukrainianas mantêm elevada prontidão defensiva em Kyiv e noutras regiões. Zelensky deverá intervir esta quinta-feira perante o parlamento nacional para detalhar o plano de resposta às novas ameaças russas. A evolução desta crise continua a determinar o ritmo do apoio militar ocidental a Kiev.

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