RSPB Denuncia Mortes Ilegais de Aves de Rapina na Britânia Despite Legal Protections
A Royal Society for the Protection of Birds (RSPB) revelou esta semana que centenas de aves de rapina protegidas continuam a ser mortas, armadas e envenenadas em território britânico, evidenciando um problema persistente de criminalidade ambiental que as autoridades enfrentam há décadas.
Escala da Perseguição Documentada
Segundo o relatório mais recente da organização, foram identificados pelo menos 312 casos confirmados de perseguição a aves de rapina em Inglaterra, Escócia e País de Gales durante o último ano. Estas mortes incluem águias, falcões, gaviões e até espécies em perigo crítico como a águia-pequena.
Os métodos utilizados pelos criminal são variados: disparos de arma de fogo, armadilhas ilegais e iscos envenenados com pesticidas proibidos. A RSPB sublinha que cada caso representa uma perda irreparável para a biodiversidade britânica.
Metodologia do Crime
Os métodos documentados pela RSPB incluem o uso de armadilhas de laço, ilegais desde 1981, e o recurso a substâncias tóxicas como o carbofurano, um pesticida que foi banido mas continua a ser utilizado clandestinamente. As aves são frequentemente alvejadas perto de explorações agrícolas, onde os proprietários as consideram uma ameaça ao gado ou à caça menor.
Em diversas regiões do norte de Inglaterra e das Terras Altas da Escócia, as forças de segurança recuperaram aves mortas com sinais evidentes de terem sido atingidas por tiros. Alguns exemplares foram encontrados com chinchilas envenenadas utilizadas como isco.
Resposta das Autoridades
A Police Scotland e a Partnership for Action Against Wildlife Crime confirmaram estar a investigar múltiplos casos activos. As autoridades britânicas têm vindo a apertar a legislação, mas a RSPB argumenta que a aplicação das leis permanece insuficiente.
O Wildlife Crime Priorities, grupo de trabalho governamental, reconheceu que a perseguição de aves de rapina continua a ser uma das formas mais prevalentes de criminalidade ambiental no país. Contudo, não foram anunciados novos recursos para as unidades especializadas.
Por Que Esta Questão Importa
A Britânia alberga algumas das populações de aves de rapina mais importantes da Europa Ocidental. Espécies como a águia-real e o tartaranhão-ruivo-dos-pauis dependem de habitats que enfrentam ameaças crescentes. Quando uma ave de rapina é morta, não é apenas um indivíduo que desaparece — é uma pareja reprodutora que pode levar anos a substituir.
Além do impacto ecológico, existe um custo económico. A RSPB estima que cada águia morta representa uma perda de vários milhares de libras em serviços ecossistémicos, incluindo o controlo natural de pragas que beneficiam a agricultura local.
O Que Dizem os Especialistas
A RSPB alertou que, sem uma aplicação mais rigorosa da lei e sem parcerias mais fortes entre agricultores, organizações de conservação e forças de segurança, a tendência deverá continuar. A organização defendeu a criação de zonas de protecção reforçada nos territórios onde a criminalidade é mais frequente.
Também pediu ao governo que invista em tecnologia de rastreamento por satélite para monitorizar aves marcadas e identificar mais rapidamente quando uma ave desaparece suspectosamente.
O Que Acontece a Seguir
O governo britânico deverá apresentar uma nova estratégia de combate ao crime ambiental até ao final do ano. A RSPB anunciou que vai publicar um relatório actualizado no próximo trimestre com dados sobre as mortes registadas desde janeiro. As organizações de conservação prometem pressionar por legislação mais severa se os números não diminuírem.
Os leitores podem acompanhar os desenvolvimentos através do portal da RSPB, onde são actualizados os registos de crimes contra a vida selvagem. A próxima audiência sobre protecção de aves de rapina no Parlamento está marcada para Novembro.
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