Rui Couceiro apresentou esta quarta-feira o seu mais recente livro na Biblioteca Municipal do Porto, perante cerca de 250 pessoas. O evento, que decorreu no Auditório Florbela, lotou completamente e obrigou a organização a abrir uma sala adicional para acomodar os restantes interessados.

O livro que chegou ao Porto

A obra, cujo título ainda não foi revelado publicamente, marca a terceira publicação de Couceiro em cinco anos. O escritor, natural de Braga mas radicado em Lisboa há mais de uma década, escolheu o Porto como palco para a apresentação oficial, algo que considerou significativo.

Rui Couceiro Lança Novo Livro no Porto e Defende: 'Na literatura encontramo-nos a nós próprios' — Desporto
Desporto · Rui Couceiro Lança Novo Livro no Porto e Defende: 'Na literatura encontramo-nos a nós próprios'

"O Porto tem uma relação especial com a literatura. Há qualquer coisa nas ruas desta cidade que convida à introspeção", afirmou Couceiro durante a sessão. O livro explora temas como a identidade, a memória e a relação entre o ser humano e a palavra escrita.

O que disse sobre o processo criativo

Couceiro revelou que escreveu a obra ao longo de dois anos, durante os quais manteve um diário de trabalho com mais de 800 páginas de rascunhos. "Nem tudo chegou ao livro final, mas cada linha foi necessária para chegar lá", explicou.

A apresentação contou com a presença da crítica literária Maria do Céu Santos, que destacou a capacidade do autor para "construir personagens que nos olham de dentro para fora". Santos sublinhou que a obra se distingue pela sua estrutura não-linear, que alterna entre memórias de infância e reflexões adultas.

A frase que conquistou a plateia

Durante o período de perguntas, uma jovem leitora questionou Couceiro sobre o significado da literatura na vida contemporânea. A resposta tornou-se no momento mais aplaudido da noite.

"Na literatura encontramo-nos a nós próprios", disse o escritor, fazendo uma pausa antes de continuar. "Não procuramos respostas nos livros. Procuramos perguntas que não sabíamos que tínhamos. E quando encontramos essas perguntas, percebemos que não estamos sozinhos."

Esta afirmação gerou um silêncio thoughtful na plateia, quebrado apenas por um aplauso de pé que durou mais de um minuto. Vários participantes partilharam depois nas redes sociais excertos da frase, que já acumulou mais de 12 mil partilhas nas primeiras horas após o evento.

Um percurso entre Braga e Lisboa

Rui Couceiro, de 44 anos, publicou o seu primeiro livro em 2015, uma coletânea de contos que recebeu o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores. Desde então, consolidou-se como uma das vozes mais consistentes da literatura portuguesa contemporânea.

A obra anterior, publicada em 2022, vendeu mais de 8.500 exemplares, um número acima da média para autor português sem presença regular nos medios de comunicação social. Couceiro mantém-se avesso às entrevistas Televisivas, preferindo o contacto direto com os leitores em eventos como o desta quarta-feira.

As reações entre os presentes

Entre a assistência estavam dezenas de estudantes universitários de Literaturas Modernas, mas também leitores de outras gerações. António Ferreira, de 67 anos, disse ter ficado particularmente impressionado com a capacidade de Couceiro para "falar de temas universais sem nunca cair no lugar-comum".

A livraria Verso, parceira do evento, anunciou que将在未来几天内开始销售这本新书,尽管库存有限。Couceiro estará ainda presente numa sessão organizada pela FNAC do Chiado, em Lisboa, no próximo sábado, às 18 horas.

O que esperar da sessão de sábado? Segundo fonte próxima do escritor, Couceiro pretende manter o mesmo formato de proximidade com o público, sem leitura formal do texto. "Quem vier, vai ouvir o Rui falar durante uma hora sem qualquer preparação. É isso que o público pede", adiantou a mesma fonte. As inscrições para o evento lisboeta estão abertas desde esta manhã e já superaram as 400 confirmações, superando em larga medida a capacidade inicial de 200 lugares.

Opinião Editorial

E quando encontramos essas perguntas, percebemos que não estamos sozinhos."Esta afirmação gerou um silêncio thoughtful na plateia, quebrado apenas por um aplauso de pé que durou mais de um minuto. Vários participantes partilharam depois nas redes sociais excertos da frase, que já acumulou mais de 12 mil partilhas nas primeiras horas após o evento.Um percurso entre Braga e LisboaRui Couceiro, de 44 anos, publicou o seu primeiro livro em 2015, uma coletânea de contos que recebeu o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores.

— minhodiario.com Equipa Editorial
I
Autor
Correspondente de negócios internacionais com foco na relação entre Portugal e os mercados emergentes, nomeadamente Brasil, Angola e Moçambique. Licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e mestre em Economia Internacional. Inês acompanha os fluxos de investimento luso-africanos, o papel das empresas portuguesas no PALOP e as oportunidades de exportação para mercados da CPLP. Fala português, inglês e espanhol fluentemente.