O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão emitiu um alerta de "grande" terremoto após a levantamento da alerta de tsunamis, causando preocupação entre a população e autoridades. O alerta foi emitido após um forte terremoto de magnitude 7,0 atingir a região de Iwate, no nordeste do país, no início da manhã de terça-feira. O sismo, ocorrido às 8h30 (hora local), foi sentido em várias cidades, incluindo Sendai e Tokyo, e gerou uma onda de preocupação.

O terremoto e as reações iniciais

O terremoto, segundo o Centro de Monitoramento Sísmico do Japão, foi o mais forte desde 2021. A região de Iwate, que já sofreu os efeitos do desastre de 2011, foi uma das mais afetadas. O governo local emitiu um alerta de tsunamis imediatamente após o sismo, mas a situação foi considerada controlada após algumas horas. Apesar disso, as autoridades continuam em alerta máximo, com o risco de um segundo terremoto.

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“Temos que estar preparados para qualquer evento, mesmo que os sinais não sejam claros”, afirmou o ministro da Defesa, Nobuo Kishi, durante uma coletiva de imprensa. O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo reforçou as medidas de segurança em áreas costeiras e pediu que os cidadãos evitem sair de casa, especialmente nas regiões mais afetadas.

Contexto histórico e riscos atuais

O Japão, localizado na "Faixa do Fogo do Pacífico", é frequentemente atingido por terremotos e tsunamis. O terremoto de 2011, com magnitude 9,0, causou mais de 15.000 mortes e levou à crise nuclear de Fukushima. A região de Iwate foi uma das mais afetadas naquele evento, e a memória ainda pesa sobre a população local.

Segundo dados do Centro de Monitoramento Sísmico, a região de Iwate tem uma probabilidade de 70% de sofrer um terremoto de magnitude 7,0 ou superior nos próximos 30 anos. A previsão de um novo evento tem gerado preocupação, especialmente entre os moradores que já passaram por situações semelhantes.

Medidas de prevenção e reação

O governo japonês está reforçando as medidas de prevenção em áreas de risco. A Agência de Segurança Nuclear do Japão (NSA) está revisando os protocolos de emergência em usinas nucleares próximas à região. Além disso, equipes de resgate estão em alerta e prontas para agir, caso necessário.

“A comunidade tem que estar unida e preparada”, disse o prefeito de Iwate, Masayuki Kato. “Estamos trabalhando com os serviços de emergência para garantir a segurança de todos.” A população foi orientada a manter os equipamentos de emergência prontos e a seguir as orientações das autoridades.

Preparação e comunicação

As redes de comunicação estão funcionando normalmente, com notificações sendo enviadas por aplicativos e notificações de rádio. A Agência de Meteorologia do Japão (JMA) está monitorando continuamente os sinais sísmicos e atualizando as informações em tempo real. A JMA também está realizando testes de alerta em várias regiões, para garantir que os sistemas estejam funcionando corretamente.

As escolas e empresas nas áreas de risco estão mantendo os planos de emergência em vigor. Em Sendai, por exemplo, as aulas foram suspensas temporariamente e os funcionários foram orientados a permanecer em locais seguros. A comunidade local está se mobilizando para garantir que ninguém fique sozinho em caso de novos eventos.

O que vem a seguir

As autoridades continuam monitorando a situação e a previsão é de que o alerta permaneça ativo por pelo menos 48 horas. A Agência de Meteorologia do Japão está trabalhando em conjunto com o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo para fornecer atualizações precisas e oportunas.

Os cidadãos são encorajados a acompanhar as notícias oficiais e a seguir as orientações das autoridades. A próxima reunião do Comitê de Gestão de Desastres está marcada para quarta-feira, às 10h, para avaliar a situação e tomar decisões sobre a continuidade das medidas de segurança.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.