O alinhamento da Lua, Vénus e das Plêiades será visível após o pôr do sol na noite de 19 de abril, atraindo astrónomos e entusiastas em todo o país. O fenómeno astronómico, que ocorre raramente, será mais visível em regiões com baixa poluição luminosa, como o Algarve e o interior do país. O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) confirmou o evento, destacando a importância do alinhamento para observações científicas e culturais.

Alinhamento raro e visibilidade em Portugal

O alinhamento ocorre quando a Lua, Vénus e as Plêiades se posicionam em uma linha aparente no céu, algo que só acontece uma vez a cada alguns anos. De acordo com a NASA, o fenómeno será mais evidente a partir das 20h30, quando o Sol já tiver se pôsto. Em Portugal, as melhores zonas para observar o evento são as regiões costeiras e os parques naturais, onde a luz artificial é limitada.

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O astrónomo João Ferreira, do IA, explica que o alinhamento é uma oportunidade para o público apreciar a ordem do sistema solar. “Este tipo de eventos são raros e oferecem uma visão única do céu noturno. O público pode usar telescópios ou até os olhos nuos para observar o fenómeno”, afirma. O IA recomenda que os interessados verifiquem as condições climáticas na região onde pretendem observar, pois nuvens podem dificultar a visibilidade.

Interesse crescente e impacto cultural

O alinhamento da Lua, Vénus e das Plêiades tem gerado interesse em todo o país, com muitos cidadãos compartilhando imagens e informações nas redes sociais. A plataforma de astronomia Starry Night registrou um aumento de 30% nas buscas por "Lua e Vénus" nas últimas semanas. A associação portuguesa de astronomia, Astropont, organiza eventos gratuitos em várias cidades para ajudar os interessados a identificar as estrelas e planetas.

O fenómeno também tem um impacto cultural, pois as Plêiades são mencionadas em mitos antigos e em várias culturas. O historiador Miguel Silva, da Universidade de Lisboa, destaca que “as Plêiades eram vistas como deuses na mitologia grega e como guias para a navegação em civilizações antigas. O alinhamento é uma oportunidade para relembrar essas tradições”.

Como observar o fenómeno

Horário: A partir das 20h30, após o pôr do sol.

Localização ideal: Regiões com baixa poluição luminosa, como o Algarve e o interior do país. Equipamento: Telescópios ou binóculos podem ajudar, mas o fenómeno é visível a olho nu.

Para quem reside em áreas urbanas, o Instituto de Astrofísica recomenda a utilização de aplicativos de navegação astronómica, como o SkyView ou o Stellarium, para localizar o alinhamento com mais precisão. Alguns observatórios também oferecem visitas guiadas durante a noite.

Como o evento afeta o interesse pela astronomia

O alinhamento tem gerado um aumento no número de visitas a observatórios e centros de ciência em Portugal. O Observatório Astronómico de Lisboa, por exemplo, registrou um aumento de 40% de visitantes no mês de abril em comparação com o ano anterior. “A gente percebe que o público está cada vez mais interessado em aprender sobre o universo”, afirma a diretora do observatório, Sofia Costa.

Além disso, escolas e universidades têm aproveitado o momento para promover atividades educativas. A Universidade de Coimbra está organizando uma aula ao ar livre no dia do alinhamento, com palestras sobre a astronomia e o sistema solar. “Este tipo de evento inspira os jovens a se interessarem por ciências”, diz o professor de física, Paulo Mendes.

O que ver depois do alinhamento

Após o alinhamento de 19 de abril, o próximo evento astronómico significativo será a lua cheia de maio, que ocorrerá no dia 12. A NASA e o IA continuam a monitorar outros fenómenos, como eclipses e chuvas de meteoros, que podem ser visíveis no país. Os entusiastas da astronomia são incentivados a seguir os canais oficiais das instituições para mais informações.

Os observadores devem estar atentos às condições climáticas e a eventuais mudanças no horário de visibilidade. O alinhamento da Lua, Vénus e das Plêiades é uma oportunidade única para apreciar a beleza do céu noturno e para relembrar a conexão entre a humanidade e o cosmos.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.