Mikie Sherrill, congressista democrata do estado de Nova York, lançou uma nova iniciativa contra a FIFA, alegando que a entidade esportiva está causando aumentos excessivos nos preços de ingressos e serviços em eventos esportivos nos EUA. A ação ocorre após relatos de cidadãos de Nova York reclamarem de custos elevados durante a Copa do Mundo da FIFA em 2026, que será sediada em várias cidades norte-americanas.
Sherrill Acusa FIFA de Práticas Anticompetitivas
Sherrill, que representa o 11º distrito de Nova York, afirmou que a FIFA está usando sua posição dominante para impor preços inflacionados em eventos esportivos, prejudicando os consumidores. Segundo a congressista, os preços de ingressos para partidas da Copa do Mundo subiram cerca de 40% em comparação com os anos anteriores, enquanto os custos de transporte e hospedagem também aumentaram significativamente.
“A FIFA não pode usar sua influência para explorar os cidadãos dos EUA”, afirmou Sherrill em uma declaração pública. “É hora de que a entidade esportiva seja responsabilizada por práticas que beneficiam apenas os seus interesses, não os dos consumidores.”
Contexto da Copa do Mundo de 2026
A Copa do Mundo da FIFA de 2026 será a primeira a ser sediada por três países: EUA, Canadá e México. Nova York será uma das cidades anfitriãs, com o estádio MetLife Stadium sendo um dos palcos principais. O evento gerou expectativas de crescimento econômico, mas também críticas sobre os impactos nos preços e na qualidade de vida dos moradores locais.
O secretário de Turismo de Nova York, Brian Sozzi, reconheceu os desafios, mas defendeu o evento, destacando que ele trará injeção de capital para a região. “A Copa do Mundo é uma oportunidade única para promover a cidade no cenário internacional”, afirmou. “No entanto, é importante que os preços sejam justos e acessíveis para todos.”
Reação da FIFA e Pressão Política
A FIFA ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações de Sherrill. No entanto, a entidade já enfrenta críticas de vários países por práticas de transparência e gestão financeira. Em 2023, a FIFA foi acusada de corrupção em uma investigação da Procuradoria-Geral dos EUA, o que levou a uma reestruturação interna.
Sherrill disse que planeja apresentar um projeto de lei para regulamentar os preços de ingressos e serviços em eventos internacionais, exigindo transparência e responsabilização da FIFA. “Esse não é apenas um problema de preços, é um problema de justiça”, disse a congressista.
Impacto nos Consumidores e na Economia Local
Consumidores de Nova York já relataram dificuldades em adquirir ingressos para os jogos da Copa do Mundo. Em alguns casos, os preços ultrapassaram os US$ 1.000, o que torna o acesso inacessível para muitos. Além disso, a alta demanda por hospedagem e transporte causou pressão nos mercados locais.
“Estou preocupado com o custo de vida já elevado em Nova York”, afirmou um morador da cidade. “Se a Copa do Mundo fizer com que esses custos subam ainda mais, isso afetará muitas famílias.”
As autoridades locais estão monitorando o impacto econômico do evento. Segundo dados do Instituto de Estudos Econômicos de Nova York, o evento pode gerar até US$ 5 bilhões em receita, mas também pode aumentar os preços em até 15% em setores como turismo e serviços.
Pressão por Transparência e Regulação
Além das críticas sobre preços, há apelos por mais transparência na gestão dos recursos do evento. A FIFA tem sido criticada por não divulgar de forma clara como os fundos são distribuídos entre os países anfitriões e os organizadores locais.
Sherrill destacou que o objetivo é garantir que os recursos sejam usados para beneficiar a comunidade, não apenas para gerar lucro. “É hora de que a FIFA mostre como o dinheiro será investido em infraestrutura e serviços públicos”, disse a congressista.
Como parte do projeto de lei, Sherrill pretende exigir que a FIFA publique relatórios anuais detalhando os gastos e as parcerias com empresas privadas. A medida deve ser submetida ao Congresso nos próximos meses.
Com a Copa do Mundo se aproximando, a pressão por transparência e regulamentação aumenta. A ação de Sherrill pode ser o primeiro passo para uma maior fiscalização sobre os impactos econômicos e sociais de eventos internacionais. O próximo passo será a votação do projeto de lei no Congresso, com previsão de acontecer em julho de 2024.


