A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que a saúde materna e infantil precisa ser a prioridade mais urgente do mundo. Esta declaração, feita durante o Dia Internacional da Mulher em 2026, destaca a alarmante taxa de mortalidade materna e neonatal em várias regiões da África, que continua a desafiar os objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Dados alarmantes sobre mortalidade materna na África

De acordo com o Grupo Interagencial de Estimativa da Mortalidade Materna da ONU, a África continua a registar algumas das taxas mais elevadas de mortalidade materna e neonatal do mundo. Em 2023, estima-se que cerca de 200.000 mulheres morreram durante a gravidez ou no parto, um número inaceitável que se traduz em 1 em cada 36 mulheres, comparado com 1 em cada 5.400 em países desenvolvidos.

ONU alerta: Saúde Materna e Infantil deve ser prioridade global — o que está em jogo — Politica
politica · ONU alerta: Saúde Materna e Infantil deve ser prioridade global — o que está em jogo

O que a ONU propõe para a saúde materna e infantil?

A ONU está a exigir que governos e organizações aumentem os investimentos em saúde materna e neonatal, propondo que pelo menos 15% dos orçamentos nacionais de saúde sejam alocados para esses serviços. A necessidade de melhorar a infra-estrutura de cuidados de saúde, garantir a formação de profissionais e assegurar o acesso a cuidados pré-natais e pós-natais é mais urgente do que nunca.

Implicações econômicas da saúde materna e infantil

O investimento em saúde materna e infantil não é apenas uma questão humanitária, mas também uma questão económica. Quando as mães e os recém-nascidos recebem os cuidados adequados, a produtividade e o potencial econômico de uma nação aumentam. A força de trabalho saudável resulta em menos ausências no trabalho e menores custos com saúde, beneficiando assim as economias locais e nacionais.

Reações do mercado e de investidores

Os investidores estão a começar a notar a importância da saúde materna e infantil para a estabilidade econômica. Com o aumento da conscientização sobre a mortalidade materna, empresas que investem em tecnologias de saúde, como telemedicina e dispositivos de monitorização da saúde, podem ver um aumento na procura. Além disso, as parcerias público-privadas que se concentram na saúde materna podem abrir novas oportunidades de negócios.

O que esperar no futuro?

À medida que a pressão sobre os governos e organizações internacionais aumenta para priorizar a saúde materna e infantil, os stakeholders devem estar atentos às iniciativas e investimentos que surgem neste setor. O desenvolvimento de políticas que abordem as desigualdades de saúde e promovam o bem-estar das mães e dos recém-nascidos será fundamental para garantir um futuro mais saudável e produtivo, não apenas para a África, mas para o mundo inteiro.