Mercado de Vacinas Conjugadas em 2022: Uma Análise de Participação, Tamanho e Tendências para 2028

Em 2022, o mercado global de vacinas conjugadas apresentou um crescimento relevante, impulsionado por avanços tecnológicos, estratégias de imunização mais abrangentes e uma crescente procura por soluções que facilitem a administração de múltiplas vacinas em uma única aplicação. Este setor, essencial na luta contra doenças infecciosas, tem vindo a evoluir de forma significativa, refletindo as mudanças nas políticas de saúde pública e o aumento da consciencialização da importância da imunização. A análise detalhada das dinâmicas de mercado, participação de actores principais e tendências emergentes revela um panorama de oportunidades e desafios que irão moldar o setor até 2028.

Mercado Vacinas Conjugadas 2022 Participacao Tamanho Analise de Tendencias e Previsao Para 2028 — mercados
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Dimensão do Mercado de Vacinas Conjugadas em 2022

Segundo dados recolhidos junto de entidades de análise de mercado e associações do setor farmacêutico, o valor global do mercado de vacinas conjugadas em 2022 foi estimado em cerca de 7,8 mil milhões de euros, representando um crescimento de aproximadamente 8% face ao ano anterior. Este crescimento foi impulsionado por fatores como a implementação de programas de vacinação mais abrangentes, a introdução de novas formulações conjugadas e a expansão de mercados emergentes.

Para compreender melhor a estrutura do mercado, destacam-se os seguintes dados principais:

  • Participação de mercado por regiões:
    • América do Norte: 45%
    • Europa: 25%
    • Ásia-Pacífico: 20%
    • Outras regiões: 10%
  • Principais actores do mercado:
    • Pfizer/BfArM
    • GlaxoSmithKline (GSK)
    • Sanofi
    • Merck & Co.
    • Takeda
  • Segmentos de vacina conjugada mais representativos: Hiberização conjugada contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), Pneumocócica conjugada, Rotavírus conjugada e DTPa-Hep B-IPV.

Participação de Mercado e Líderes do Setor em 2022

O mercado de vacinas conjugadas é altamente concentrado, com os principais actores dominando uma fatia significativa da quota. A Pfizer/BioNTech e a GSK continuam a liderar o segmento, beneficiando de uma forte presença em mercados desenvolvidos e de uma vasta carteira de produtos conjugados. A seguir, apresenta-se uma análise das quotas de mercado dos principais actores em 2022:

  1. Pfizer/BioNTech: 28% — com uma linha consolidada de vacinas conjugadas, incluindo as opções contra pneumocócicos e Hib.
  2. GSK: 22% — destaque para a vacina Hib conjugada e o portefólio diversificado em vacinas combinadas.
  3. Sanofi: 15% — forte presença no segmento de vacinas conjugadas contra pneumocócicos.
  4. Merck & Co.: 10% — com foco em vacinas conjugadas para doenças específicas e mercados emergentes.
  5. Takeda: 8% — em crescimento, com investimentos na expansão de vacinas conjugadas em países em desenvolvimento.

O restante do mercado é partilhado por outros players menores e novos entrantes, que procuram inovar e conquistar quotas através de novos produtos e parcerias estratégicas.

Estratégias de Desenvolvimento e Inovação em 2022

Para manter a competitividade, os principais actores do mercado têm investido fortemente em investigação e desenvolvimento, com foco na criação de vacinas conjugadas mais eficazes, seguras e de administração simplificada. Algumas das principais estratégias observadas incluem:

  • Investimento em tecnologias de conjugação inovadoras: Utilização de novas plataformas de conjugação que aumentam a imunogenicidade e reduzem os efeitos secundários.
  • Expansão de portefólios: Desenvolvimento de combinações multivalentes que abrangem múltiplas doenças em uma só vacina.
  • Parcerias e alianças estratégicas: Colaboração entre empresas farmacêuticas, universidades e institutos de investigação para acelerar a inovação.
  • Foco em mercados emergentes: Estratégias específicas para ampliar a presença em países com altas taxas de doenças infecciosas e acesso limitado a vacinas.

Estas ações têm permitido que os principais actores consolidem posições e explorem novas oportunidades, sobretudo na fase de pré-comercialização de novos produtos conjugados.

Tendências Emergentes no Mercado de Vacinas Conjugadas

O panorama de 2022 revela várias tendências que irão moldar o mercado até 2028. Entre as mais relevantes, destacam-se:

  1. Avanços tecnológicos em plataformas de conjugação: Novas técnicas que aumentam a eficiência na produção e melhoram a estabilidade das vacinas conjugadas.
  2. Personalização e vacinação de precisão: Desenvolvimento de vacinas conjugadas adaptadas a populações específicas, considerando fatores genéticos e epidemiológicos.
  3. Integração com plataformas digitais e de monitorização: Uso de tecnologia para rastrear a administração, eficácia e efeitos secundários das vacinas conjugadas.
  4. Expansão para doenças emergentes: Criação de vacinas conjugadas contra novas ameaças de doenças infecciosas, incluindo vírus emergentes e variantes.

Estas tendências refletem a procura por soluções mais eficazes, seguras e de fácil administração, essenciais para responder às exigências de um mercado cada vez mais globalizado e conectado.

Previsões de Mercado até 2028

De acordo com as projeções de entidades de análise de mercado, o mercado global de vacinas conjugadas deverá atingir um valor aproximado de 12,5 mil milhões de euros até 2028, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de cerca de 8,5%. Este crescimento será sustentado por fatores como:

  • Expansão de mercados emergentes: Especialmente na Ásia-Pacífico e na América Latina, onde há um aumento na implementação de programas de vacinação.
  • Inovação tecnológica contínua: Novas plataformas de conjugação e formulações multivalentes.
  • Políticas de saúde pública globais: Aumento do investimento em imunizações preventivas, impulsionado por organismos internacionais, governos e organizações não governamentais.
  • Resposta a desafios de saúde globais: Pandemias, surtos de doenças infecciosas e a crescente resistência a antibióticos aumentam a procura por vacinas eficazes.

Espera-se também que a dinâmica de mercado seja influenciada por fatores económicos, regulamentares e de aceitação social, que poderão acelerar ou desacelerar o ritmo de crescimento.

Desafios e Oportunidades no Mercado de Vacinas Conjugadas

Apesar do potencial de crescimento, o setor enfrenta vários desafios que poderão influenciar o seu desenvolvimento até 2028.

  • Desafios regulatórios: As exigências de aprovação de novos produtos estão a tornar-se mais rigorosas, o que pode atrasar a entrada no mercado.
  • Custos de investigação e produção: Os elevados custos associados ao desenvolvimento de vacinas conjugadas podem limitar a inovação por parte de actores menores.
  • Resistência social e hesitação vacinal: A desinformação e o ceticismo podem afetar a aceitação de novas vacinas conjugadas.
  • Concorrência crescente: A entrada de novos actores e a inovação contínua aumentam a competição, pressionando margens de lucro.

Por outro lado, o mercado oferece oportunidades de crescimento em segmentos específicos, como as vacinas conjugadas para adultos e idosos, e a expansão para mercados pouco explorados, através de parcerias público-privadas e financiamento internacional.

Considerações Finais

O mercado de vacinas conjugadas em 2022 demonstra uma trajetória de crescimento robusta, impulsionada por avanços tecnológicos, mudanças nas políticas de saúde e uma crescente consciencialização pública acerca da importância da imunização. A participação de actores globais consolidou-se, com estratégias de inovação contínua e expansão para novos mercados e doenças emergentes. Até 2028, espera-se que este setor continue a evoluir, beneficiando de tendências tecnológicas e de uma maior aposta em saúde preventiva, apesar dos desafios regulatórios e económicos. O futuro reserva um panorama de oportunidades, onde a inovação e a adaptação às necessidades globais serão determinantes para o sucesso dos actores envolvidos.

R
Autor
Rui Barbosa
Jornalista com 18 anos dedicados à cobertura do tecido empresarial português, com foco em PME, empreendedorismo e internacionalização. Formado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Rui acompanha de perto o ecossistema de startups nacional, o programa Portugal 2030 e os fundos europeus disponíveis para as empresas. É autor do podcast "Negócios de Portugal", onde entrevista empresários e decisores económicos.