Análise do Mercado de Saúde e Edições de Tamanho de Visão Geral: Previsões 2019-2023

O mercado de saúde e edição de conteúdo tem vindo a experimentar uma transformação significativa entre 2019 e 2023, impulsionada por avanços tecnológicos, mudanças nas políticas de saúde, e uma crescente procura por informação acessível e de qualidade. Este artigo realiza uma análise aprofundada do tamanho de mercado, escopo de produtos, tendências emergentes, e previsões para o período até 2023, com base em dados de mercado, relatórios setoriais e estudos de mercado realizados até 2020. A partir de Lisboa, Portugal, onde se concentra um importante polo de inovação na área da saúde, este estudo visa fornecer uma visão clara e fundamentada sobre as dinâmicas que moldam o setor neste período de rápida evolução.

Mercado Sade Edi Tamanho Viso Geral e Escopo do Produto Previso 2019 2023 — mercados
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Dimensão e Crescimento do Mercado de Saúde e Edição de Conteúdo (2019-2020)

Nos últimos anos, o mercado de saúde digital e edição de conteúdo tem apresentado um crescimento acelerado. Em 2019, estima-se que o seu valor global rondasse os 45 mil milhões de euros, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de aproximadamente 8%. Este crescimento foi impulsionado por fatores como a digitalização de serviços de saúde, o aumento de plataformas de telemedicina, e a expansão de recursos educativos e informativos voltados para profissionais e consumidores finais.

Dados específicos indicam que, em 2019, o segmento de edição de conteúdos de saúde digital representou cerca de 35% do mercado total, enquanto os aplicativos móveis de saúde cresceram a uma taxa de 12% ao ano, atingindo aproximadamente 16 mil milhões de euros em valor de mercado. Além disso, a crescente adoção de dispositivos wearables e tecnologias de monitorização remota de pacientes contribuiu para a diversificação e expansão do mercado.

O impacto da pandemia de COVID-19, iniciada em 2020, acelerou ainda mais estas tendências, obrigando entidades públicas e privadas a repensar estratégias de comunicação, formação e prestação de cuidados de saúde, facto que será detalhado nas secções seguintes.

Escopo de Produtos e Segmentação do Mercado

O mercado de saúde e edição de conteúdo é altamente diversificado, abrangendo vários segmentos de produtos e serviços. Utilizando uma classificação comum do setor, podemos identificar as seguintes categorias principais:

  • Conteúdo digital de saúde: incluindo plataformas de informação médica, aplicações móveis de monitorização, e portais de telemedicina.
  • Publicações e livros eletrónicos: artigos científicos, manuais de formação, guias clínicos, e revistas especializadas disponíveis em formato digital.
  • Ferramentas de apoio à decisão clínica: softwares de suporte à decisão, inteligência artificial aplicada à saúde, e sistemas de gestão de dados clínicos.
  • Conteúdo educativo e de formação: cursos online, webinars, e-learning para profissionais e cidadãos.
  • Dados e análises de mercado: relatórios, estudos de tendências, e bases de dados especializadas.

De acordo com dados de 2020, a maioria destes produtos é direcionada tanto a profissionais de saúde quanto aos consumidores finais, com uma crescente ênfase na personalização e acessibilidade. A digitalização dos conteúdos tem permitido uma maior democratização da informação, embora também tenha criado desafios relacionados com a privacidade, regulamentação, e qualidade do conteúdo.

Tendências Tecnológicas e Inovação no Setor

O período de 2019 a 2023 tem sido marcado por uma rápida adoção de novas tecnologias que vêm impulsionar a inovação no mercado de saúde e edição de conteúdos. Entre as principais tendências, destacam-se:

  1. Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning: utilizadas para personalizar recomendações de conteúdos, suportar diagnósticos, e analisar grandes volumes de dados clínicos.
  2. Telemedicina e plataformas de consulta virtual: crescimento exponencial devido à pandemia, com plataformas que oferecem consultas, acompanhamento de doentes, e gestão remota de tratamentos.
  3. Dispositivos wearables e monitorização remota: dispositivos que permitem a recolha contínua de dados de saúde, integrados com plataformas de edição de conteúdo para acompanhamento de condições crónicas.
  4. Realidade Virtual e Realidade Aumentada: aplicações na formação de profissionais de saúde e educação de pacientes, oferecendo experiências imersivas e educativas.
  5. Big Data e Análise de Dados: essenciais para a criação de conteúdos adaptados às necessidades específicas de cada paciente ou comunidade, além de apoiar estratégias de saúde pública.

Estas inovações têm vindo a transformar o cenário de mercado, tornando-o mais dinâmico, acessível e eficiente. Além disso, a implementação de regulamentos mais rigorosos, nomeadamente no que diz respeito à proteção de dados pessoais e à validação científica dos conteúdos, tem impulsionado a necessidade de maior rigor na produção e distribuição de conteúdos de saúde.

Previsões de Mercado até 2023 e Perspectivas Futuras

Com base nos dados disponíveis até 2020, projeta-se que o mercado de saúde e edição de conteúdos continue a crescer a uma CAGR de aproximadamente 7-9% até 2023, atingindo valores entre os 60 a 65 mil milhões de euros. Este crescimento será sustentado por fatores como:

  • Expansão da telemedicina e serviços remotos de saúde.
  • Incremento na utilização de inteligência artificial e análise de dados.
  • Maior investimento em conteúdos educativos e de formação digital.
  • Regulamentações mais rigorosas a garantirem maior qualidade e segurança dos conteúdos.
  • Surgimento de novas plataformas integradas, oferecendo soluções completas de gestão de saúde digital.

Espera-se ainda que a integração de tecnologias emergentes, como a 5G, venha a potenciar novas aplicações, sobretudo em áreas de monitorização em tempo real e tele-reabilitação. A adoção de modelos de negócio baseados em subscrição e a crescente internacionalização de produtos e serviços são fatores que também deverão influenciar positivamente o crescimento do mercado.

No entanto, desafios relacionados com a privacidade, a luta contra a desinformação, e a necessidade de rigor científico na produção de conteúdos permanecem como obstáculos a superar. O setor deverá adaptar-se a estas exigências, promovendo uma maior credibilidade e confiança por parte dos utilizadores.

Impacto da Pandemia de COVID-19 no Mercado de Saúde Digital e Edição de Conteúdo

A crise pandémica que começou em 2020 acelerou de forma significativa o crescimento do mercado de saúde digital e edição de conteúdo. Entre os efeitos mais notáveis, destacam-se:

  • Aumento da procura por plataformas de telemedicina: consultas virtuais passaram a ser uma necessidade, com um crescimento estimado de 250% em alguns países europeus.
  • Adaptação de conteúdos educativos: escolas, universidades, e entidades de saúde passaram a utilizar plataformas digitais para formação contínua.
  • Ampliação de recursos de informação pública: governos e organizações de saúde investiram na produção de conteúdos acessíveis, de qualidade e fiáveis para combater a desinformação.
  • Innovação na gestão de crises: o uso de dados em tempo real, análises preditivas, e comunicação digital permitiram uma resposta mais rápida e eficiente às necessidades emergentes.

Este contexto de crise revelou a importância de uma infraestrutura digital robusta, capaz de suportar uma maior demanda por conteúdos de saúde de qualidade, bem como a necessidade de regulamentos claros que garantam a segurança e eficácia das soluções digitais adotadas.

Conclusão: Desafios e Oportunidades no Mercado de Saúde e Edição de Conteúdo até 2023

O mercado de saúde e edição de conteúdo em Portugal e na Europa vive um momento de transformação acelerada, impulsionado por inovações tecnológicas, mudanças de paradigmas na prestação de cuidados e uma crescente procura por informação acessível e confiável. Apesar dos desafios relacionados com a privacidade, regulamentação, e desinformação, as oportunidades de crescimento permanecem significativas, especialmente na expansão de plataformas digitais integradas, na personalização de conteúdos e na utilização de inteligência artificial.

Para os agentes económicos e entidades reguladoras, o período até 2023 representará uma fase de adaptação e inovação, com o objetivo de consolidar uma oferta de conteúdos de saúde de alta qualidade, segura e acessível, contribuindo para uma sociedade mais informada, saudável e resiliente.

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Autor
Rui Barbosa
Jornalista com 18 anos dedicados à cobertura do tecido empresarial português, com foco em PME, empreendedorismo e internacionalização. Formado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Rui acompanha de perto o ecossistema de startups nacional, o programa Portugal 2030 e os fundos europeus disponíveis para as empresas. É autor do podcast "Negócios de Portugal", onde entrevista empresários e decisores económicos.