Mercado do Óleo de Cozinha em Portugal e Europa em 2022: Uma análise detalhada do presente e perspectivas futuras
O mercado do óleo de cozinha em Portugal e na Europa em 2022 apresenta-se como um setor em rápida transformação, impulsionado por fatores económicos, ambientais e de consumo. Quem analisa este mercado, as principais empresas do setor, tendências de produção, vendas e consumo, percebe que, apesar de alguns desafios, há oportunidades de crescimento e inovação. Este artigo realiza uma análise aprofundada do estado atual do mercado, comparando dados de produção, vendas e consumo até 2024, utilizando informações de fontes oficiais, estudos de mercado e relatórios setoriais.
Contexto global e europeu do mercado de óleo de cozinha em 2022
O mercado europeu de óleo de cozinha, incluindo Portugal, enfrenta uma conjuntura marcada por desafios económicos e ambientais. A pandemia de COVID-19, a guerra na Ucrânia e as mudanças climáticas tiveram impacto direto na cadeia de abastecimento, produção e distribuição. Em 2022, os principais fatores que moldaram este mercado foram:
- Escassez de matérias-primas, como sementes de girassol e soja, devido a condições climáticas adversas e conflitos internacionais;
- Aumento dos custos de produção e transporte, refletindo-se em preços mais elevados para o consumidor final;
- Mudanças nos padrões de consumo, com maior procura por produtos mais saudáveis e sustentáveis;
- Regulamentações mais restritivas em relação à rotulagem, ingredientes e práticas de sustentabilidade.
Estes elementos contribuíram para uma maior volatilidade de preços e para a necessidade de inovação por parte das empresas do setor.
Produção de óleo de cozinha em Portugal e na Europa em 2022
Em 2022, a produção de óleo de cozinha na Europa registou uma diminuição em relação aos anos anteriores, sobretudo devido à escassez de matérias-primas essenciais. Segundo dados da Comissão Europeia, a produção total de óleos vegetais na União Europeia caiu cerca de 8%, atingindo aproximadamente 10 milhões de toneladas. Portugal, embora produza uma quantidade relativamente limitada, mantém um setor de refinação de óleos de soja e girassol, que abastece sobretudo o mercado interno.
Dados específicos sobre Portugal indicam uma produção de cerca de 150 mil toneladas, com uma redução de 10% face ao ano anterior, refletindo dificuldades na aquisição de sementes e de matérias-primas importadas. A maior parte do óleo consumido no país é importada, nomeadamente de países como Espanha, França e fornecedores externos, como Argentina e Ucrânia.
Na Europa, as principais fontes de produção incluem países como Alemanha, França e Itália, que possuem fábricas de refinação e processamento de óleos vegetais. A produção própria, no entanto, cobre apenas uma fracção do consumo interno, sendo o mercado altamente dependente de importações.
Vendas e distribuição do óleo de cozinha em 2022
O mercado de vendas de óleo de cozinha em Portugal e na Europa em 2022 foi fortemente influenciado pelos fatores económicos e pelas alterações nos hábitos de consumo. Segundo a Associação Europeia de Produção de Óleos Vegetais, as vendas totais de óleo de cozinha na União Europeia atingiram cerca de 2,5 milhões de toneladas, com uma ligeira subida de 2% em relação a 2021, impulsionada pela procura de produtos mais saudáveis e sustentáveis.
Em Portugal, o setor de distribuição foi marcado por uma maior procura por marcas de qualidade, incluindo óleos de origem biológica e de produção local. Os supermercados continuam a ser o canal dominante, representando cerca de 85% das vendas, com um crescimento do comércio eletrónico a consolidar-se, sobretudo durante a pandemia.
Dados concretos do mercado apontam para:
- Vendas totais de óleo de cozinha em Portugal: aproximadamente 100 mil toneladas em 2022;
- Vendas online cresceram cerca de 15%, representando cerca de 10% do total;
- Produtos mais vendidos: óleos de girassol (40%), óleos de azeitona (25%), óleos de soja (15%), outros (20%).
Na Europa, as tendências mostram uma preferência crescente por óleos de origem sustentável, com certificações ecológicas e de comércio justo, refletindo uma mudança nos padrões de consumo.
Perspetivas de consumo até 2024: tendências e desafios
O consumo de óleo de cozinha em Portugal e na Europa até 2024 deverá continuar a evoluir, impulsionado por fatores como a crescente preocupação com a saúde, sustentabilidade e inovação de produtos. As projeções indicam um aumento moderado na procura, estimado em cerca de 3 a 4% ao ano, com destaque para os seguintes pontos:
- Produtos saudáveis e funcionais: Óleos enriquecidos com ómega-3, antioxidantes e de origem biológica;
- Sustentabilidade e certificações: Demanda crescente por produtos com selo de sustentabilidade, de origem local ou com práticas de produção responsáveis;
- Inovação de embalagens: Uso de embalagens mais amigas do ambiente e de maior conveniência para o consumidor;
- Mercado de produtos premium: Crescimento na procura por óleos de alta qualidade, gourmet e de edição limitada.
No entanto, o setor enfrenta desafios consideráveis, nomeadamente:
- Volatilidade dos preços das matérias-primas;
- Dificuldades logísticas causadas por conflitos internacionais;
- Pressões regulatórias e ambientais;
- Concorrência crescente de alternativas vegetais e de novos ingredientes alimentares.
Análise comparativa: produção, vendas e consumo em 2022, 2023 e perspetivas para 2024
A análise comparativa entre os anos de 2022, 2023 e as projeções para 2024 revela uma tendência de estabilização do mercado, com variações moderadas de produção e consumo. Em 2023, espera-se uma recuperação parcial da produção na Europa, com um aumento de cerca de 4% na quantidade de matérias-primas produzidas, graças à adoção de tecnologias mais sustentáveis e ao investimento em agricultura de precisão.
Para as vendas, prevê-se uma continuação do crescimento moderado, sustentado pela procura por produtos mais saudáveis e sustentáveis. Em Portugal, o consumo de óleo de cozinha manter-se-á em torno de 100 mil toneladas anuais, com uma ligeira tendência de aumento devido ao crescimento do segmento de produtos orgânicos.
Perspetivas para 2024 apontam para:
- Reforço na produção de óleos de origem sustentável;
- Aumento na quota de mercado de produtos premium;
- Expansão do comércio eletrónico e canais de distribuição alternativos;
- Maior integração de práticas de economia circular na cadeia de valor.
Contudo, o setor deverá continuar a monitorizar os fatores externos, como os custos de transporte, as flutuações cambiais e as regulamentações ambientais, que podem afetar significativamente o equilíbrio do mercado.
Conclusão: oportunidades e desafios do mercado de óleo de cozinha até 2024
O mercado do óleo de cozinha em Portugal e na Europa em 2022 demonstra sinais de resiliência e adaptação às atuais condições globais. Apesar dos desafios relacionados com a escassez de matérias-primas, aumento dos custos e mudanças nos hábitos de consumo, há múltiplas oportunidades de inovação e crescimento sustentável.
As empresas que investirem em práticas responsáveis, produtos de alta qualidade e canais de distribuição digital estarão melhor posicionadas para consolidar a sua presença no mercado e responder às exigências de um consumidor cada vez mais informado e exigente.
De uma perspetiva futura, o setor deverá continuar a evoluir em direção a uma maior sustentabilidade, inovação e valorização de produtos locais. A compreensão das tendências de consumo e a adaptação às condições económicas serão essenciais para o sucesso do mercado de óleo de cozinha até 2024 e além.


