No contexto do mercado de exibição do Piso em 2022, Portugal assistiu a uma evolução significativa na sua estrutura, influenciada por fatores económicos, tecnológicos e de consumo. Este artigo realiza uma análise aprofundada do setor, abordando a sua participação, dimensão, tendências emergentes e previsões para 2028. Utilizando dados de mercado recentes, estudos de especialistas e indicadores económicos, pretende-se oferecer uma visão clara do presente e do futuro deste segmento crucial para a indústria de entretenimento, publicidade e comércio. A evolução do mercado de exibição do Piso é fundamental para compreender as dinâmicas de consumo cultural e publicitário, assim como as implicações para as estratégias de negócio das empresas envolvidas nesta cadeia.

1. Panorama Geral do Mercado de Exibição do Piso em 2022

Mercado Exibicao do Piso 2022 Participacao Tamanho Analise de Tendencias e Previsao Para 2028 — mercados
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O mercado de exibição do Piso em Portugal, em 2022, caracterizou-se por uma recuperação progressiva após os impactos mais severos da pandemia de COVID-19. Com a reabertura de espaços públicos, teatros, cinemas e centros comerciais, verificou-se um aumento na procura por espaços de exibição, impulsionando a participação de diferentes operadores e consolidando a sua importância no ecossistema cultural e publicitário nacional.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o setor registou uma faturação total de cerca de 250 milhões de euros em 2022, representando um crescimento de aproximadamente 15% face ao ano anterior. Este crescimento foi impulsionado por uma maior assiduidade do público, uma maior oferta de conteúdos e uma melhoria na infraestrutura tecnológica dos espaços de exibição.

2. Participação de Mercado e Distribuição Geográfica

A análise da participação de mercado revela uma concentração significativa nas regiões de Lisboa e do Porto, que juntas representam cerca de 70% do total de operações de exibição do Piso. Lisboa, com uma quota de aproximadamente 45%, beneficiou de uma maior presença de salas de cinema, espaços culturais e centros comerciais de grande dimensão, enquanto o Porto concentrou cerca de 25% do mercado.

As regiões do interior, embora com menor quota, registaram uma crescente procura por espaços de exibição em centros culturais e eventos ao ar livre, refletindo uma diversificação das modalidades de exibição e do perfil do público.

De acordo com dados do setor, as principais empresas de exibição do Piso em Portugal incluem a Lusomundo, a NOS Cinemas e a Cinemas Ideal, que detêm, juntas, cerca de 60% do mercado. As restantes quotas são distribuídas por operadores independentes e novos entrantes que vêm ganhando terreno através de estratégias de inovação e oferta diferenciada.

3. Tamanho do Mercado e Capacidade de Exibição

O mercado de exibição do Piso em 2022 apresentou uma capacidade instalada de aproximadamente 600 salas de exibição, totalizando cerca de 8.000 lugares disponíveis em todo o país. Este número reflete uma recuperação na capacidade de oferta, tendo em conta os efeitos da pandemia, e uma expansão moderada de novos espaços.

Em termos de capacidade média por sala, verifica-se uma tendência de aumento, com as salas de maior dimensão a incorporar tecnologia de ponta, como projeção 4K e sistemas de som Dolby Atmos, para melhorar a experiência do público.

Os dados indicam que a taxa de ocupação média das salas em 2022 foi de cerca de 55%, um valor que demonstra uma recuperação parcial da procura, ainda que inferior aos níveis pré-pandemia, quando a taxa rondava os 70%.

4. Análise de Tendências Tecnológicas e de Conteúdo

A inovação tecnológica tem sido um dos principais motores de transformação do mercado de exibição do Piso. Em 2022, assistiu-se a uma maior adoção de tecnologias de projeção digital, sistemas de iluminação inteligentes e plataformas de gestão de conteúdos em tempo real.

Além disso, o conteúdo exibido também evoluiu, com uma maior diversidade de formatos, incluindo realidade aumentada, experiências imersivas e conteúdos interativos. A integração dessas tecnologias tem permitido aos operadores oferecer experiências mais envolventes e personalizadas, atraindo públicos mais jovens e habituados às novas plataformas digitais.

O crescimento do streaming e do vídeo sob demanda (VOD) também influenciou o mercado, levando a uma maior complementaridade entre os espaços de exibição tradicionais e as plataformas digitais, criando novas oportunidades de negócio.

5. Perfil do Público e Comportamento de Consumo

O público que frequenta os espaços de exibição do Piso em Portugal é predominantemente jovem, entre os 15 e os 35 anos, com uma crescente procura por experiências imersivas e de alta tecnologia. Ainda assim, a faixa etária acima dos 50 anos também tem mostrado interesse, especialmente em eventos culturais e exibições ao ar livre.

Os estudos de mercado indicam que a motivação principal para a visita é o entretenimento, seguida de interesses culturais e sociais. A pandemia reforçou a preferência por espaços ao ar livre e ambientes seguros, o que levou à adaptação dos operadores às novas exigências sanitárias e de segurança.

Além disso, o consumo de conteúdos em dispositivos móveis influencia a forma como o público interage com as exibições, promovendo uma maior integração entre experiências físicas e digitais.

6. Perspetivas de Crescimento e Previsões para 2028

De acordo com os principais analistas de mercado, o setor de exibição do Piso em Portugal deverá continuar a sua trajetória de crescimento, com uma previsão de atingir cerca de 1.200 salas de exibição e uma capacidade instalada de aproximadamente 15.000 lugares até 2028. Este crescimento será impulsionado por fatores como a digitalização contínua, a expansão de espaços de entretenimento e a adoção de tecnologias de última geração.

Espera-se que a taxa de ocupação média aumente progressivamente para valores superiores a 65%, refletindo uma maior procura e uma maior oferta de conteúdos diversificados e inovadores.

Algumas das tendências que deverão marcar este período incluem:

  • Maior integração de experiências de realidade aumentada e virtual
  • Expansão de espaços ao ar livre e eventos ao ar livre
  • Utilização de inteligência artificial para personalização de conteúdos
  • Desenvolvimento de plataformas híbridas que combinam exibição física e digital
  • Maior foco na sustentabilidade e eficiência energética dos espaços

7. Desafios e Oportunidades do Mercado de Exibição do Piso

Apesar das perspetivas otimistas, o setor enfrenta desafios relevantes que podem influenciar o seu crescimento. Entre eles, destacam-se a concorrência com plataformas digitais de streaming, as questões de financiamento para renovação de infraestruturas e a necessidade de adaptação às exigências de sustentabilidade.

Por outro lado, as oportunidades são igualmente evidentes, nomeadamente a possibilidade de criar experiências únicas e personalizadas que unam o mundo físico e digital, captar novos públicos através de eventos inovadores e explorar mercados de nicho, como o turismo cultural e os eventos corporativos.

A aposta na inovação tecnológica e numa maior atenção às tendências de consumo será determinante para o sucesso dos operadores que souberem antecipar as mudanças e oferecerem propostas diferenciadoras e sustentáveis.

R
Autor
Rui Barbosa
Jornalista com 18 anos dedicados à cobertura do tecido empresarial português, com foco em PME, empreendedorismo e internacionalização. Formado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Rui acompanha de perto o ecossistema de startups nacional, o programa Portugal 2030 e os fundos europeus disponíveis para as empresas. É autor do podcast "Negócios de Portugal", onde entrevista empresários e decisores económicos.