No recente congresso nacional da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, Gabriel Bernardino enfatizou a necessidade de um enfoque proativo na preparação do país para tragédias, em vez de apenas responder a elas. Este apelo surge num contexto onde as catástrofes naturais e crises financeiras têm se tornado cada vez mais frequentes, afetando a economia e os setores de seguros em Portugal.

Aumento da Vulnerabilidade às Catástrofes

As declarações de Bernardino refletem uma preocupação crescente com a capacidade de Portugal de lidar com eventos inesperados, como incêndios florestais, inundações e crises de saúde pública. Com o aquecimento global a intensificar a frequência e a gravidade destas tragédias, a Autoridade de Supervisão está a considerar medidas que vão além da simples mitigação.

Gabriel Bernardino Defende Preparação Proativa Contra Tragédias em Portugal — Empresas
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O Impacto no Setor de Seguros

A indústria de seguros em Portugal está sob pressão para se adaptar a estas novas realidades. Segundo dados recentes, as apólices de seguros de propriedade têm visto um aumento no custo devido à crescente incerteza climática. As empresas de seguros estão a rever suas estratégias de avaliação de riscos para se protegerem contra perdas significativas. Bernardino destacou que as seguradoras devem evoluir rapidamente para incluir modelos de risco que considerem a frequência de desastres naturais.

Reações do Mercado e Implicações para os Investidores

O mercado reagiu de forma cautelosa às declarações de Bernardino, com ações de empresas de seguros a registarem uma leve queda nas bolsas de Lisboa. Investidores estão a monitorizar de perto as políticas que poderão ser implementadas a partir deste congresso, especialmente considerando o impacto que novas regulamentações e exigências podem ter na lucratividade das seguradoras. Uma maior transparência e resiliência no setor pode, entretanto, ser vista como um investimento a longo prazo.

A Necessidade de uma Abordagem Nacional

A abordagem proposta por Bernardino sublinha a importância de uma resposta coordenada entre o governo e o setor privado. A criação de um fundo de emergência e a implementação de políticas de prevenção podem não apenas proteger os cidadãos, mas também estabilizar o mercado de seguros. Com os custos de sinistros a aumentar, há uma pressão crescente sobre as seguradoras para que adaptem suas práticas e ofereçam produtos que atendam a estas novas exigências.

O Que Esperar a Seguir?

Os próximos meses serão cruciais para determinar como a Autoridade de Supervisão irá avançar com as recomendações feitas por Bernardino. Os stakeholders do setor, incluindo investidores e empresas de seguros, devem estar atentos às discussões e decisões que serão tomadas no Congresso Nacional. A forma como estas mudanças serão implementadas poderá ter um impacto duradouro na economia e no mercado de seguros em Portugal.

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Autor
Ana Luísa Ferreira
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.