Moscovo Lança Ataque Mortífero em Kiev — 13 Mortos e 100 Feridos
Um ataque massivo lançado por Moscovo contra Kiev esta terça-feira matou pelo menos 13 pessoas e feriu mais de uma centena, informaram as autoridades украінські. As forças russas atingiram a capital ukrainiana com uma vaga de misseis e drones durante a manhã, destruindo edifícios residenciais e infrastructure críticas na cidade.
O Serviço de Emergência do Estado da Ukraine confirmou que entre os mortos estão crianças, embora o número exacto ainda não tenha sido totalmente apurado. Mais de 100 pessoas foram levadas para hospitais da região, algumas em estado crítico. As equipas de resgate continuavam a trabalhar entre os escombros durante a tarde, à procura de sobreviventes sob os escombros de um prédio devastado no bairro de Dnipro.
Escala do Ataque e Método Utilizado
As forças armadas russas recorreram a uma combinação de mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados Shahed de fabrico iraniano para concretizar o ataque, indicaram fontes militares ukrainianas. A defesa antiaérea da Ukraine conseguiu abater alguns dos projécteis, mas vários conseguiram atravessar as defesas e atingir alvos na capital.
O Ministério da Defesa russo confirmou em comunicado que visou "instalações militares e centros de comando" na capital, mas imagens divulgadas nas redes sociais mostravam danos em zonas residenciais do bairro de Obolon, no norte de Kiev. A cidade não enfrentava um ataque desta dimensão há vários meses, o que gerou alarme imediato nas autoridades.
Reacção Internacional e Condenações
O Presidente ucroniano Volodymyr Zelensky reagiu ao ataque através da rede social X, escrevendo: "Outro dia de terror russo contra os nossos civis." Zelensky voltou a pedir aos aliados ocidentais mais sistemas de defesa antiaérea e autorização para utilizar armas de longo alcance contra alvos no território russo.
A União Europeia condenou "nos termos mais fortes" o ataque e anunciou uma reunião de emergência dos chanceleres dos Estados-membros para discutir novas medidas de apoio à Ukraine. O Alto Representante para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, indicou que o bloco está "determinado a aumentar a pressão sobre Moscovo".
Contexto da Guerra e Importância Estratégica
O ataque desta terça-feira ocorre numa fase em que as forças russas têm intensificado as operações ao longo de toda a linha da frente, particularmente na região de Donetsk, no leste da Ukraine. Moscovo tem aproveitado a vantagem numérica em pessoal e material para pressionar as posições ukrainianas, numa estratégia de avanço lento mas constante.
Nos últimos meses, a Russia também tem visado infraestructura energética ukrainiana, causando apagões generalizados em várias regiões do país. Kiev teme que o ataque a alvos civis faça parte de uma estratégia deliberada para quebrar a moral da população e pressionar o governo a aceitar negociações de paz em termos desfavoráveis.
A Situação Humanitária Após o Ataque
As autoridades de Kiev abriram centros de acolhimento temporário para as famílias deslocadas pelos ataques. Mais de 40 edifícios residenciais terão sido afectados na capital, deixando centenas de pessoas sem abrigo no meio do Inverno. Organizações não-governamentais locais indicaram que estão a coordenar esforços com a administração municipal para garantir alimentos, roupas quentes e apoio psicológico aos afectados.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância alertou que as crianças representam uma fatia significativa das vítimas de ataques recentes no país, sublinhando que a guerra continua a ter um impacto desproporcionado nos mais jovens. Os serviços de emergência sublinharam que o trabalho de resgate poderá prolongar-se por vários dias nas zonas mais afectadas.
O Que Diz Moscovo
O Ministério da Defesa russo justificou o ataque como resposta a "provocações das forças ukrainianas" e disse ter atingido "todos os objectivos previstos". Em Moscovo, a agência noticiosa TASS noticiou que o Kremlin considera as operações militares na Ukraine como necessárias para "garantir a segurança nacional".
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, recusou comentar as mortes de civis reportadas, reiterando que a Russia não ataca alvos civis deliberadamente. A posição de Moscovo tem sido consistentemente rejeitada pelas autoridades ukrainianas e por organismos internacionais de direitos humanos, que documentaram violações sistemáticas durante os quase três anos de conflito.
Perspectivas e Próximos Passos
A NATO condenou o ataque e voltou a reforçar o seu compromisso com o apoio militar à Ukraine. O Secretário-Geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, afirmou que os países membros continuam a fornecer sistemas de defesa antiaérea e munições, embora os fornecimentos tenham enfrentado atrasos significativos nos últimos meses.
Os próximos dias serão decisivos para avaliar a extensão total dos danos e o número exacto de vítimas. Zelensky convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional e Defesa para a próxima quinta-feira, onde deverão ser definidas novas medidas de resposta ao ataque.
O Que Está em Jogo Para Portugal e a Europa
Portugal mantém-se comprometido com o apoio à Ukraine, tendo já enviado mais de 200 milhões de euros em apoio militar e humanitário desde o início da invasão. O país acolheu milhares de refugiados ukrainianos, alguns dos quais já regressaram ao país de origem apesar da continuação do conflito.
O ataque a Kiev lembra que a guerra na Ukraine continua a representar uma ameaça directa à estabilidade europeia. Portugal votejou nas últimas cimeiras europeias a favor de novas sanções à Russia e do financiamento comum para a compra de armas para Kiev, posições que serão novamente testadas no próximo Conselho Europeu de Dezembro.
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