EUA atacam Qeshm após Irão atacar Kuwait e Bahrain — Médio Oriente em alerta máximo
Os Estados Unidos launchedaram strikes militares contra posições iranianas na ilha de Qeshm, no Golfo de Omã, horas depois de Teerão ter sido acusado de lançar ataques contra o Kuwait e o Bahrain. A escalada ocorre num momento de extrema tensão no Médio Oriente, com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a reunir-se de emergência com a sua equipa de segurança nacional. O Pentágono confirmou a operação através de um comunicado oficial emitido na madrugada de hoje, classificando a ação como «resposta proporcionada» às agressões iranianas na região.
Strikes americanos em Qeshm
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou esta manhã que forças americanas conduziram ataques aéreos contra infraestruturas militares iranianas na ilha de Qeshm. Segundo o comunicado do Pentágono, os alvos incluíam instalações de armazenamento de armas e centros de comando utilizados pela Guarda Revolucionária Iraniana. O porta-voz do departamento de defesa americano indicou que os strikes foram coordinados com «parceiros regionais» embora não tenha especificado quais.
A escolha de Qeshm não foi casual. A ilha alberga bases militares iranianas estrategicamente posicionadas no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do tráfego marítimo mundial de petróleo. Analistas militares apontam que a localização permite a Teerão projectar poder naval em toda a região do Golfo.
Ataques no Kuwait e Bahrain
Antes dos strikes americanos, o Kuwait e o Bahrain reportaram terem sido alvo de ataques com drones e mísseis provenientes do Irão. O Ministério do Interior kuwaitiano confirmou que pelo menos três instalações militares na zona norte do país foram atingidas, sem avançar números de vítimas. O Bahrain, sede da Quinta Frota americana, activou imediatamente o seu sistema de defesa aérea.
As autoridades kuwaitianas anunciaram o estado de emergência durante 24 horas, permitindo às forças de segurança prendre medidas extraordinárias. Fontes próximas do governo em Manama indicaram à imprensa que os sistemas Patriot do reino intercetaram a maioria dos projécteis, embora alguns tenham logrado atravessar as defesas.
Reacções imediatas dos países afectados
O governo kuwaitiano emitiu um comunicado a condenar «nos termos mais enérgicos» o que descreveu como «agressão iraniana flagrante». O Bahrain seguiu-se com uma declaração semelhante, solicitando uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano rejeitou as acusações, classificando-as como «fabricadas» e apontando o dedo aos Estados Unidos.
Contexto da escalada
Esta nova vaga de violência surge semanas depois de Teerão ter ameaçado retaliar contra alvos americanos e israelitas na sequência de operações atribuídas a Telavive no território iraniano. Netanyahu tem mantido contacto permanente com a administração Trump, que autorizou formalmente a operação em Qeshm após briefings de intelligence na noite de ontem.
O conselheiro de segurança nacional americano reuniu-se com representantes do Kuwait e Bahrain por videoconferência nas últimas horas, garantindo «apoio total» aos dois aliados do Golfo. O Secretary of Defense, por sua vez, declarou que os Estados Unidos «não hesitarão» em tomar medidas adicionais caso o Irão prossiga com o que classificou de «comportamento beligerante».
O papel de Israel na crise
Netanyahu convocou o seu gabinete de guerra em Jerusalem esta manhã, numa reunião que durou mais de três horas. O primeiro-ministro israelita emitiu depois um breve comunicado a affirming que Israel «está preparado para qualquer cenário» e a Warnar Teerão de que «qualquer tentativa de atacar o Estado de Israel encontrará uma resposta esmagadora».
Fontes próximas do governo israelita indicam que Telavive reforçarou as suas defesas antimíssil e colocou unidades adicionais em alerta máximo. O porta-voz militar israelita confirmou exercícios de rotina na fronteira norte, embora tenha recusado comentar operações específicas.
Resposta internacional
A Organização das Nações Unidas manifestou «profunda preocupação» com a escalada e pediu «contenção máxima» a todas as partes. O Secretário-Geral das Nações Unidas ofereceu os seus «bons ofícios» para mediar um cessar-fogo, emboraTeerão tenha até agora rejeitado qualquer negociação mediada por Washington.
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma sessão de emergência para esta tarde. A posição americana no conselho permanece delicada, com a Russia e a China a indicarem que se oporão a qualquer resolução que condene o Irão sem também reconhecer os ataques americanos.
Impacto nos mercados e na aviação
Os mercados financeiros reagiram com queda abrupta aos desenvolvimentos no Golfo. O preço do petróleo crude subiu mais de 12% nas primeiras horas de negociação asiática, ultrapassando os 95 dólares por barril pela primeira vez este ano. A Aramco saudita e outras grandes petrolíferasдали indicaram que monitorizam a situação com «atenção redobrada».
As companhias aéreas Lufthansa, Emirates e Qatar Airways desviaram imediatamente as suas rotas para evitar o espaço aéreo do Golfo. A Autoridade da Aviação Civil de vários países emitiu alertas recomendando que todas as aeronaves evitem a região até nova ordem.
O que acontece a seguir
A atenção está agora concentrada em Teerão. O Líder Supremo iraniano, Ayatollah Khamenei, reúne-se esta tarde com o Conselho de Segurança Nacional do país para deliberar sobre a resposta iraniana. Analistas em Washington acreditam que Khamenei enfrenta uma decisão difícil entre escalar ainda mais e procurar uma saída diplomáctica.
O Conselho de Segurança da ONU reúne-se às 18h00 de Lisboa. Os Estados Unidos pediram uma condenação formal do Irão, mas enfrentam resistência da Russia e da China. Nas próximas 48 horas, o mundo vai saber se a crise se mantém contida no Golfo ou se alastra a todo o Médio Oriente. Acompanhe as últimas atualizações.
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