Artista Ayazuddin Patel recebe Prémio Roshnii 2026 em Lisboa
O artista indiano Ayazuddin Patel foi distinguido com o Prémio Roshnii 2026, concedido anualmente pela Fundação Roshnii, durante uma cerimónia realizada no Museu Nacional de Arte Contemporânea de Lisboa. O evento, que contou com a presença de representantes do Ministério da Cultura de Portugal, destacou o impacto criativo e social do trabalho de Patel em contextos transnacionais.
O Prémio Roshnii e o seu significado
O Prémio Roshnii foi criado em 2010 com o objetivo de reconhecer artistas que utilizam a arte como ferramenta de diálogo intercultural e transformação social. Este ano, o prémio, que inclui uma bolsa de 150.000 euros, foi entregue a Patel por sua contribuição em projetos que unem comunidades de diferentes origens.
Patel, que nasceu em Mumbai e trabalha em Lisboa desde 2018, é conhecido por instalações que exploram a identidade cultural e o impacto da globalização. Um dos seus projetos mais recentes, "Raízes e Fronteiras", foi exibido em 2025 no centro cultural CCB, em Lisboa, e atraiu mais de 20.000 visitantes.
Impacto no cenário artístico português
O reconhecimento de Patel por parte do Prémio Roshnii reforçou a sua presença no cenário artístico português. O Ministério da Cultura destacou que o artista tem sido um facilitador de diálogos entre artistas locais e internacionais, contribuindo para a diversificação do discurso artístico em Portugal.
“O trabalho de Patel é uma ponte entre culturas. Ele traz uma visão que enriquece a nossa cena artística”, afirmou Maria João Cunha, diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea. A instituição planeia incluir uma exposição dedicada ao artista no próximo ano.
Críticas e debates
Apesar do reconhecimento, alguns críticos questionaram a escolha de Patel, alegando que a sua influência em Portugal ainda é limitada. “O Prémio Roshnii deveria valorizar mais artistas locais antes de se voltar para o exterior”, escreveu o jornalista cultural António Ferreira no seu blog.
Outros, no entanto, defenderam a decisão. “Patel representa uma nova geração de artistas que não se limitam a um único contexto. Isso é importante para a evolução da arte em Portugal”, destacou a curadora Sofia Costa.
Projetos futuros e expectativas
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