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Agricultura

Apple sobe preços do MacBook e iPad em Portugal até 400 euros

— Carlos Pereira 5 min read

A Apple anunciou esta semana aumentos de preços de até 400 euros nos seus computadores MacBook e nos tablets iPad disponíveis em Portugal. A tecnológica norte-americana justifica a atualização dos valores com o ajustamento das taxas de câmbio e o aumento dos custos de produção a nível global. Os novos preços entram em vigor imediatamente nas lojas físicas e na loja online da marca, afectando modelos de entrada e versões mais avançadas.

Quanto aumentaram os preços

Os modelos MacBook Air sofrem um incremento de aproximadamente 200 euros, com o preço de partida a ultrapassar os 1.400 euros para a versão base. Os modelos MacBook Pro, mais direccionados para profissionais, registam aumentos ainda mais acentuados. Um dos modelos de topo do MacBook Pro de 16 polegadas viu o seu preço subir exactamente 400 euros, passando a custar perto de 3.500 euros.

Nos tablets, o iPad Pro de 12,9 polegadas é o mais afectado pelo ajustamento. Este modelo, que custa cerca de 1.300 euros na versão base, enfrenta agora um aumento de 150 euros. O iPad Air também não escapou àsActualizações, com um incremento de 100 euros em praticamente todas as configurações disponíveis no mercado português.

Os modelos mais afectados pelo aumento

A Apple alterou os preços de forma diferenciada conforme a capacidade de armazenamento e as especificações técnicas de cada dispositivo. O MacBook Pro com chip M3 Max de 1TB regista o maior aumento em termos absolutos: exactamente 400 euros a mais do que o preço anterior. Já o MacBook Air com chip M3 e 256GB de armazenamento viu o seu valor subir 180 euros. No segmento dos tablets, o iPad Pro com ligação celular e 1TB de armazenamento ultrapassou os 2.000 euros após o ajustamento.

Por que razão a Apple está a subir preços em Portugal

A tecnológica de Cupertino aponta dois factores principais para explicar o aumento. Em primeiro lugar, a flutuação do câmbio entre o dólar e o euro nos últimos meses deteriorou as margens de lucro na zona euro. Quando a Apple define preços em euros, qualquer desvalorização da moeda europeia face ao dólar pode erodir significativamente os seus ganhos. O euro esteve a oscilar perto da paridade com o dólar durante parte do último ano, o que terá forçado a empresa a actuar.

O segundo factor prende-se com o aumento dos custos de componentes e logística. A crise global de semicondutores, embora parcialmente resolvida, continua a fazer subir os preços das peças electrónicas. Simultaneously, os custos de transporte marítimo e aéreo mantêm-se elevados, o que eleva o preço final dos produtos importados para Portugal.

Impacto para os consumidores portugueses

Portugal regista uma das taxas de penetração de dispositivos Apple mais elevadas da Europa, o que significa que estes aumentos afectam um número significativo de consumidores. Familias que planearam investir num computador para o ano lectivo enfrentam agora orçamentos mais elevados. Estudantes universitários que dependem do MacBook Air como ferramenta principal de trabalho académico também sentem o impacto directo.

O mercado de usado e recondicionado poderá beneficiar desta situação. Lojas especializadas em Lisboa e no Porto reportam já um aumento da procura por dispositivos Apple de segunda mão nas últimas 48 horas. A plataforma Wish, que comercializa equipamentos recondicionados, confirmou um pico de pesquisas por MacBook e iPad imediatamente após o anúncio da Apple.

Como se posiciona Portugal face a outros mercados europeus

Os aumentos anunciados para Portugal situam-se em linha com os aplicados noutros países da zona euro. A Alemanha, a França e a Espanha enfrentam ajustamentos semelhantes, embora os valores absolutos variem ligeiramente devido às diferentes configurações locais. A Apple aplica uma política de preços escalonados por região, o que significa que países com maior poder de compra tendem a suportar aumentos mais frequentes.

Importadores paralelos, que compram dispositivos em mercados com preços mais baixos, poderão ver reduzidas as suas margens de lucro. Esta dinâmica afecta particularmente a zona raiana, onde consumidores espanhóis e portugueses atravessam a fronteira para adquirir produtos tecnológicos a preços mais competitivos.

Reacções do mercado e da distribuição

A Worten, principal distribuidor de produtos Apple em Portugal, confirmou que está a alinhar os seus preços pela tabela oficial da fabricante. A FNAC e a Media Markt adoptaram a mesma postura. Ambas as cadeias garantem stock disponível, mas alertam para possíveis ruturas em modelos mais procurados nas próximas semanas.

Operadores de telecomunicações que comercializam dispositivos Apple em regime de compra animada, como a MEO e a Vodafone, ainda não divulgaram se vão ajustar os valores das prestações mensais. As empresas indicaram que estão a avaliar o impacto e que uma comunicação formal deverá surgir nos próximos dias.

O que resta saber

A Apple não comentou publicamente os ajustamentos de preços para Portugal. A empresa mantém-se em silêncio sobre eventuais aumentos futuros para outros produtos, como o iPhone ou o Apple Watch. O próximo lançamento relevante para o mercado português está previsto para o outono, quando a Apple costuma revelar a nova linha de iPhones.

Os consumidores que pretendam adquirir um MacBook ou iPad ao preço anterior têm uma janela de tempo muito reduzida. As lojas online da Apple já reflectem os novos valores, e as lojas físicas começaram a aplicar os preços actualizados a partir desta quinta-feira. Analistas do sector apontam que novos ajustamentos poderão surgir até ao final do ano, dependendo da evolução do câmbio euro-dólar.

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