Vitor Dourado, chief investment officer da Havas Media Network Portugal, confirmou que o investimento publicitário em rádio deve recuperar este ano os valores registados antes da pandemia. A declaração foi feita à margem da segunda edição do evento (re)THINK MEDIA, que centrou a sua discussão no papel do áudio no mercado atual.

Recuperação do Mercado de Rádio em Portugal

O anúncio de Vitor Dourado situa-se no contexto da segunda edição do (re)THINK MEDIA, um evento que procurou redefinir a perceção dos meios de comunicação. O tema central desta edição foi "Áudio: de meio ‘de fundo’ a meio de intimidade", sugerindo uma mudança qualitativa na forma como o público interage com o rádio. A primeira edição do evento tinha focado especificamente na televisão, estabelecendo uma comparação direta entre os dois setores mediáticos principais.

Havas Media Network Portugal Antecipa Recuperação do Investimento Publicitário em Rádio — Financa
Finança · Havas Media Network Portugal Antecipa Recuperação do Investimento Publicitário em Rádio

A Havas Media Network Portugal atua como uma entidade chave na mediação entre anunciantes e plataformas de comunicação. A previsão de Vitor Dourado indica que o setor de rádio está a superar as perdas acumuladas durante o período pandêmico. Este retorno aos valores anteriores sugere uma normalização das receitas publicitárias, um indicador de saúde económica para as emissoras que dependem fortemente deste fluxo de caixa.

A análise de Vitor Dourado destaca a evolução do rádio de um suporte secundário para uma ferramenta de conexão mais direta com o consumidor. A expressão "meio de intimidade" sugere que os anunciantes estão a valorizar a proximidade emocional que o áudio consegue criar. Esta mudança de perceção pode justificar o aumento dos orçamentos publicitários alocados especificamente para este formato.

O evento (re)THINK MEDIA serviu como plataforma para discutir estas tendências emergentes. A presença de Vitor Dourado, uma figura central na Havas Media Network Portugal, reforça a importância estratégica do áudio no planeamento de comunicação das grandes empresas. A sua posição como chief investment officer confere peso à previsão de recuperação financeira do setor.

A recuperação dos valores pré-pandemia não significa necessariamente um crescimento acima dos níveis históricos. Significa, antes, o fim de um período de incerteza e contração. Para as empresas de rádio, este é um sinal de estabilidade. Para os anunciantes, representa a confirma de que o investimento em rádio continua a ser relevante no mix de marketing.

A distinção entre "meio de fundo" e "meio de intimidade" é crucial para entender o valor atribuído ao áudio. Enquanto o primeiro termo sugere uma presença constante mas pouco atenta, o segundo implica uma relação mais pessoal e direcionada. Esta perceção pode influenciar as taxas de publicidade e a forma como os espaços são vendidos.

O foco no áudio nesta edição do (re)THINK MEDIA contrasta com o foco anterior na televisão. Esta alternância de temas permite uma análise comparativa entre os dois grandes pilares da comunicação massiva. A recuperação do rádio pode ser vista como uma resposta à saturação ou às mudanças de hábitos de consumo da televisão.

A Havas Media Network Portugal continua a monitorizar estas tendências para orientar os seus clientes. A previsão de Vitor Dourado serve como um guia para o planeamento de orçamentos para o restante do ano. A confiança no setor de áudio parece estar a ser restaurada, pelo menos ao nível das expectativas de investimento.

O próximo passo será observar os dados reais de investimento ao longo dos próximos meses. A confirmação desta recuperação dependerá da execução das campanhas e da resposta do mercado publicitário. O (re)THINK MEDIA continuará a ser um ponto de referência para estas discussões setoriais.

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Ana Silva
Autor
Ana Silva é jornalista financeira a cobrir os mercados de capitais portugueses, política monetária europeia e o sector bancário nacional. Baseada no Porto, acompanha as decisões do BCE, os resultados das instituições financeiras portuguesas e as tendências dos mercados bolsistas com rigor analítico.

Ana contribui regularmente para plataformas de informação financeira e tem experiência na cobertura de cimeiras europeias de política económica. Licenciou-se em Gestão pelo ISCTE e concluiu um mestrado em Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa.