Dezassete cidadãos portugueses que se encontram na Venezuela vão ser repatriados durante o dia de hoje, confirmou o Ministério da Defesa às 14h. As aeronaves utilizadas na operação têm chegada prevista ao aeródromo de Beja ainda durante a tarde, segundo fontes governamentais contactadas pela agência noticiosa.
A operação surge numa altura em que as autoridades venezuelanas impuseram restrições crescentes à permanência de cidadãos estrangeiros no território. Portugal mobilizou meios aéreos militares para concretizar o regresso dos nacionais, num esforço coordenado entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa.
Operação de Repatriamento em Curso
Os dois aviones militares designados para a missão descolaram de território português na manhã de hoje com destino à capital venezuelana. A Rota de Caracas até Beja representa uma viagem de várias horas, obrigando a escalas técnicas para reabastecimento.
As autoridades portuguesas informaram que os dezassete cidadãos foram identificados através do registo consular durante a semana passada. A embaixada portuguesa em Caracas manteve contacto permanente com os nacionais afetados, facilitando a logística de transporte até ao aeroporto de Maiquetía, que serve a capital venezuelana.
Condições no Aeroporto de Beja
O aeródromo de Beja, situado no interior do Alentejo, tem sido utilizado regularmente para operações de repatriamento e missões humanitárias. As instalações dispõe de capacidade para acolher grupos de returning citizens sem sobrecarregar os principais aeroportos internacionais do país.
Equipas da Proteção Civil aguardam a chegada das aeronaves para proceder aos protocolos de segurança sanitária. Os repatriados deberán cumprir um período de isolamento profilático, seguindo as diretrizes definidas pela Direção-Geral da Saúde.
Contexto das Restrições na Venezuela
A decisão de repatriar cidadãos portugueses surge num período de crescente instabilidade política e económica na Venezuela. O governo de Nicolás Maduro tem implementado medidas que afetam diretamente a comunidade internacional presente no país, incluindo expulsões sumárias e limitações aos movimentos de diplomatas.
Nos últimos meses, várias centenas de pessoas de diversas nacionalidades deixaram a Venezuela ao abrigo de programas de evacuação coordenados pelos respetivos governos. Portugal decidiu agora acelerar o processo para os seus nacionais, após relatos de dificuldades crescentes no terreno.
Coordenação Entre Ministérios
O Ministro da Defesa supervisiona pessoalmente a operação, em estreita articulação com o colega dos Negócios Estrangeiros. Ambos os departamentos emitiram comunicados a confirmar a mobilização de recursos para garantir o regresso em segurança dos cidadãos.
Fonte oficial do Ministério da Defesa indicou que a prioridade é trazer todos os portugueses ainda presentes na Venezuela. O número de dezassete representa apenas a primeira fase de um plano mais amplo de evacuação, caso as condições no terreno se agravem.
Procedimentos de Receção em Portugal
Os cidadãos repatriados serão recebidos no aeródromo de Beja por técnicos da Cruz Vermelha Portuguesa. A organização humanitária foi chamada a intervir no apoio logístico e psicológico aos retornados, muitos dos quais terão enfrentado situações de tensão extrema durante a permanência na Venezuela.
Após a triagem inicial, os repatriados serão encaminhados para centros de acolhimento onde permanecerá durante o período de vigilância sanitária. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coordena este dispositivo de receção em território nacional.
Reações Políticas ao Repatriamento
A operação de repatriamento mereceu reações de várias forças políticas em Lisboa. Parlamentares da comissão de Negócios Estrangeiros pediram informações detalhadas ao governo sobre a situação dos portugueses na Venezuela e os custos associados à operação de hoje.
O partido CHEGA entregou um requerimento a solicitar um debate de urgência sobre a presença consular portuguesa na Venezuela. A mesa da Assembleia da República deverá pronunciar-se sobre o pedido durante a próxima sessão plenária.
O Que Acontece de Seguinte
As autoridades portuguesas monitorizam a situação em Caracas e avaliam se será necessário organizar voos adicionais. A embaixada em Caracas mantém-se aberta, embora com capacidade reduzida após a expulsão de parte do pessoal diplomático no mês passado.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselhou todos os cidadãos portugueses que ainda permaneçam na Venezuela a contactar imediatamente a representação consular. Os serviços consulares permanecem acessíveis por telefone e correio eletrónico para coordenação de eventuais necessidades de assistência.
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