No Dia Mundial do Livro 2026, líderes internacionais e nacionais compartilharam suas leituras favoritas durante um evento realizado em Lisboa, Portugal, destacando a importância da leitura na formação cultural e intelectual. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Cultura de Portugal, contou com a presença de personalidades como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Eventos em Lisboa e Impacto Nacional

O evento, realizado no Museu Nacional do Azulejo, reuniu mais de 500 participantes, entre autores, professores e leitores. Durante a cerimónia, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa mencionou o livro "O Senhor das Moscas" de William Golding, afirmando que a obra é essencial para compreender os desafios da sociedade moderna. A iniciativa teve um impacto significativo em Portugal, com a publicação de um relatório do Instituto Nacional do Livro (IN) indicando um aumento de 12% nas vendas de livros nas últimas semanas.

Líderes Mundiais Compartilham Livros Favoritos no Dia Mundial do Livro 2026 — Empresas
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O IN, órgão responsável pela promoção da leitura no país, divulgou dados que mostram um crescimento de 8% na frequência de bibliotecas públicas em 2026, especialmente nas regiões de Lisboa e Porto. A diretora do IN, Ana Sofia Martins, destacou que "o Dia Mundial do Livro é uma oportunidade para reforçar a cultura de leitura, especialmente entre os jovens".

Livros Favoritos e Mensagens de Inclusão

Além do Presidente, outros líderes participaram da iniciativa. O ministro da Educação, Tiago Brandão, escolheu "O Homem que Calculava" de Malba Tahan, destacando a importância da matemática na vida cotidiana. A ministra da Cultura, Joana Mortágua, mencionou "Cem Anos de Solidão" de Gabriel García Márquez, afirmando que a obra é um exemplo de como a literatura pode unir culturas.

A iniciativa também contou com a participação de escritores portugueses, como Miguel Torga e Maria Velho da Costa, que destacaram a relevância de obras clássicas na formação dos leitores. Torga, em particular, elogiou a obra "A Ilha do Tesouro" de Robert Louis Stevenson, afirmando que "o livro estimula a imaginação e o espírito de aventura".

Impacto na Educação e na Sociedade

O evento teve reflexos diretos no setor educativo. Segundo o IN, mais de 400 escolas em Portugal aderiram a programas de leitura baseados nas escolhas dos líderes. A iniciativa foi elogiada por professores e pais, que consideraram o Dia Mundial do Livro uma ferramenta eficaz para estimular o hábito da leitura.

Além disso, o IN lançou uma campanha digital com recomendações de leituras, incluindo títulos clássicos e contemporâneos, com o objetivo de atingir mais de 1 milhão de leitores até o final do ano. A diretora do IN, Ana Sofia Martins, destacou que "a leitura é uma ferramenta de transformação social, e o Dia Mundial do Livro é uma oportunidade para reforçar esse papel".

Proximos Passos e Expectativas

Com o sucesso do evento, o IN planeja expandir as iniciativas de leitura em 2027. A meta é aumentar em 15% o número de bibliotecas comunitárias e promover parcerias com escolas e universidades. Além disso, o ministério da Cultura anunciou que o Dia Mundial do Livro será celebrado em 2027 com uma nova edição do evento em Lisboa, com a participação de escritores internacionais.

Para os leitores, o próximo passo é aproveitar as recomendações feitas pelos líderes e explorar novos títulos. A campanha do IN inclui uma lista de livros sugeridos, com destaque para obras que promovem a diversidade, a inclusão e a reflexão crítica. A diretora do IN destacou que "o objetivo é criar uma cultura de leitura que alcance todos os cidadãos, independentemente da idade ou da região".

O Dia Mundial do Livro 2026 reforçou a importância da leitura na sociedade portuguesa e internacional. Com iniciativas como as promovidas pelo IN e o apoio de líderes, o hábito da leitura ganha novos impulsores. O próximo evento, em 2027, promete ser ainda mais abrangente, com novas ações e parcerias para estimular a leitura em todo o país.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.