O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão informou que está em alerta máximo após um forte terremoto de magnitude 7,1 atingir a região de Kumamoto na ilha de Kyushu, levantando a possibilidade de um segundo tremor de grande magnitude. A comunidade científica alerta que a região está em estado de vigilância constante devido a uma sequência de abalos sísmicos registrados nas últimas semanas.

Terremoto de magnitude 7,1 atinge Kyushu

O terremoto de 7,1 graus na escala Richter foi registrado às 13h45 (hora local) de quinta-feira, causando danos em edifícios e interrompendo o fornecimento de energia em várias áreas. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) informou que o epicentro ficou a 110 km a leste de Kumamoto, com ondas sísmicas sentidas em regiões como Fukuoka e Osaka.

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As autoridades locais já evacuaram milhares de residentes das áreas mais afetadas, enquanto equipes de resgate trabalham para avaliar os danos. O governador da Prefeitura de Kumamoto, Shigetoshi Kamei, pediu que os cidadãos evitem sair de casa e estejam preparados para novas ondas de abalos.

Aviso de tsunamis foi levantado, mas risco persiste

Após o primeiro terremoto, o JMA emitiu um aviso de tsunamis para a costa sul da ilha de Kyushu, mas o alerta foi levantado 30 minutos após o início da onda. No entanto, especialistas alertam que a região está em uma zona sísmica altamente ativa, e um novo tremor pode ocorrer em qualquer momento.

O geólogo Hiroshi Sato, da Universidade de Tóquio, explica que os terremotos na região são frequentemente seguidos por réplicas, e a possibilidade de um terremoto maior é real. "Aqui, a atividade tectônica é intensa, e os dados mostram que a pressão acumulada pode resultar em novos eventos", afirma.

Impacto na infraestrutura e segurança

As estradas e ferrovias em Kumamoto foram interrompidas temporariamente, e a rede elétrica foi afetada em mais de 200 mil residências. O sistema de transporte público foi paralisado, causando atrasos em voos e trens regionais. A Agência de Segurança Nuclear do Japão confirmou que não houve danos significativos em usinas nucleares na região.

O prefeito de Kumamoto, Tetsuo Nishikawa, destacou que as prioridades são a segurança dos moradores e a recuperação rápida das áreas afetadas. "Estamos trabalhando em parceria com o governo federal e equipes de emergência para garantir que as pessoas tenham acesso a água, alimentos e abrigo", afirma.

Preparação para possíveis novos abalos

As equipes de resgate estão montando centros de acolhimento em escolas e instalações comunitárias. A prefeitura também está monitorando a atividade sísmica em tempo real, com apoio de sensores distribuídos pela região. A JMA mantém o nível de alerta em amarelo, indicando que novas atividades podem ocorrer nas próximas 24 horas.

Apesar do levantamento do aviso de tsunamis, os moradores são aconselhados a permanecerem atentos às notificações oficiais. A Agência de Proteção Civil alerta que a região pode experimentar novas réplicas, mesmo que de menor intensidade.

O que vem por aí?

Os especialistas recomendam que os residentes mantenham uma caixa de emergência com suprimentos básicos, incluindo água, alimentos não perecíveis e lanternas. As autoridades também estão preparando novas medidas de segurança para evitar impactos maiores em caso de novos terremotos.

O próximo ciclo de monitoramento sísmico será realizado na sexta-feira, e a JMA deve emitir novas atualizações sobre a situação. O governo japonês está em contato constante com os governos locais para garantir que a resposta à crise seja rápida e eficiente.

O Japão, um país altamente exposto a desastres naturais, continua a investir em tecnologias de alerta precoce e infraestrutura resistente. A população, já acostumada com os riscos, está em alerta constante, e as autoridades trabalham para minimizar os impactos de futuros eventos. O que se segue nos próximos dias será fundamental para a recuperação e a segurança da região.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.