O Instituto Meteorológico da Índia (IMD) emitiu um alerta severo para regiões como Delhi, Uttar Pradesh (UP) e Rajastão, com temperaturas que superaram os 40°C, colocando em risco a saúde da população. Em Panagarh, no estado de Rajastão, a temperatura chegou a 43,8°C, marcando um recorde para o mês de maio. O calor extremo tem gerado preocupação por causa do impacto na agricultura, na saúde pública e no fornecimento de energia.

Temperaturas recordes e alertas governamentais

Na região de Rajastão, o calor atingiu níveis extremos, com Panagarh registrando 43,8°C, a temperatura mais alta desde que o IMD começou a medir a região. O governo local já iniciou campanhas de conscientização, incentivando a população a evitar sair ao sol entre 10h e 16h. A Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA) também alertou sobre os riscos de desidratação, insolação e doenças respiratórias.

Índia alerta calor extremo em Delhi, UP e Rajastão — Panagarh bate recorde com 43,8°C — Empresas
empresas · Índia alerta calor extremo em Delhi, UP e Rajastão — Panagarh bate recorde com 43,8°C

Em Delhi, as temperaturas já superaram os 42°C, com previsões de que o calor continue nos próximos dias. O Ministério da Saúde da Índia destacou que hospitais em áreas afetadas estão preparados para atender possíveis casos de emergência. A NDMA também recomendou que as cidades aumentem o fornecimento de água potável e criem abrigos temporários para os mais vulneráveis.

Impacto na agricultura e na economia

O calor extremo está afetando a agricultura, especialmente em regiões que dependem de cultivos de grãos e legumes. No Rajastão, onde a agricultura é uma das principais fontes de renda, a seca está ameaçando a produção de cereais e de frutas. O ministro do Desenvolvimento Rural, Narendra Singh Tomar, afirmou que o governo está analisando políticas de apoio aos agricultores.

Além disso, a demanda por energia elétrica está subindo drasticamente, com o uso de ar-condicionado e refrigeração de alimentos. A empresa de energia elétrica de Rajastão, Rajasthan State Power Corporation Limited (RSPCL), já reportou picos de consumo que estão colocando pressão sobre a rede elétrica. A falta de energia pode afetar indústrias e serviços, gerando impactos econômicos em larga escala.

Condições climáticas e histórico de ondas de calor

O Rajastão tem histórico de ondas de calor intensas, especialmente nos meses de maio e junho. No entanto, os dados do IMD indicam que os anos recentes têm mostrado um aumento na frequência e intensidade desses eventos. Segundo o relatório do IMD de 2023, o Rajastão foi um dos estados mais afetados por ondas de calor no último década, com médias de temperatura acima da média histórica.

Esse padrão de aumento de temperaturas está alinhado com os dados climáticos globais, que apontam para o aquecimento global como um fator contribuinte. O impacto desse fenômeno pode ser sentido não apenas na Índia, mas também em outras regiões, incluindo Portugal, devido ao aumento de eventos climáticos extremos em escala global.

Como o calor na Índia afeta Portugal?

Embora a Índia e Portugal estejam geograficamente distantes, os impactos do aquecimento global e de ondas de calor estão interligados. O aumento de temperaturas na Índia pode contribuir para mudanças climáticas globais, afetando padrões de vento, chuva e temperaturas em outras partes do mundo. Especialistas em climatologia em Portugal estão monitorando essas mudanças para entender melhor os efeitos no clima local.

Além disso, a economia global está conectada por meio de cadeias de suprimento e comércio. Se o calor afetar a produção agrícola e a energia na Índia, isso pode ter efeitos em mercados internacionais, incluindo Portugal. O impacto pode ser sentido em setores como exportação de produtos agrícolas, energia e até em turismo.

Monitoramento e ações futuras

O IMD está continuamente monitorando as temperaturas e emitindo alertas para as regiões mais afetadas. A previsão indica que o calor deve persistir até o final da semana, com possíveis reduções apenas com a chegada das chuvas de monção. A NDMA está também coordenando com governos locais para garantir a distribuição de água e abrigos temporários.

Para os leitores em Portugal, o foco deve estar em acompanhar os relatórios climáticos internacionais e as políticas de mitigação do aquecimento global. A colaboração internacional é essencial para enfrentar os desafios climáticos que afetam todos os países, independentemente de sua localização.

O calor extremo na Índia serve como um alerta sobre a necessidade de ações mais fortes para combater as mudanças climáticas. Com a previsão de mais ondas de calor nos próximos anos, o foco deve ser em políticas públicas, investimentos em energia limpa e ações de proteção ambiental. Portugal, assim como outros países, precisa se preparar para os desafios que virão com o aquecimento global.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.