Manqoba Mngqithi, técnico da seleção sul-africana Bafana Bafana, afirmou publicamente que o atacante Iqraam Rayners, do Mamelodi Sundowns, deve ser excluído da lista de jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Pretória, onde Mngqithi destacou a necessidade de reforçar a competitividade da equipe, afirmando que Rayners "não está no nível exigido para o Mundial". A declaração surpreendeu os torcedores, já que Rayners é um dos principais nomes do futebol sul-africano.

Declaração do técnico e reação dos torcedores

Mngqithi, que assumiu o cargo em 2023, destacou que a decisão foi baseada em avaliações técnicas e de desempenho em partidas recentes. "O futebol internacional exige mais do que habilidade individual. Precisamos de jogadores que demonstrem consistência e capacidade de lidar com pressão", afirmou. A declaração foi recebida com críticas por parte de torcedores e analistas, que questionaram a falta de transparência na seleção.

Coach Mngqithi exige saída de atacante do Mundial — Turismo
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O atacante Iqraam Rayners, que atua desde 2018 no Mamelodi Sundowns, é um dos jogadores mais queridos do clube. No entanto, Mngqithi argumenta que sua performance em jogos internacionais não justifica sua permanência na seleção. A decisão ocorre em um momento delicado para a equipe, que busca se qualificar para o Mundial e enfrenta críticas por sua falta de consistência.

Contexto histórico e pressão sobre a seleção

As pressões sobre a seleção sul-africana são intensas, especialmente após a eliminação precoce na Copa das Confederações de 2023. O técnico Mngqithi, que já foi assistente no Mundial de 2010, enfrenta a tarefa de reconstruir a confiança da torcida. A decisão de excluir Rayners reflete um movimento mais amplo de renovação no elenco, que inclui a inclusão de jovens talentos.

A pressão pela qualificação para o Mundial é ainda maior porque a África do Sul será anfitriã do torneio em 2026. A seleção precisa mostrar progresso, e Mngqithi acredita que a exclusão de Rayners é parte do processo de melhoria. No entanto, o atacante, que já foi chamado para a Copa de 2019, ainda não se manifestou publicamente sobre a declaração do técnico.

Repercussão no futebol sul-africano

O técnico Manqoba Mngqithi, que atuou como assistente na Copa de 2010, é uma figura conhecida no futebol sul-africano. Sua decisão, no entanto, gerou debate entre os especialistas. "A seleção precisa de jogadores que possam lidar com a pressão, mas também precisa de equilíbrio entre experiência e juventude", afirmou o jornalista esportivo João Ferreira.

Além disso, o clube Mamelodi Sundowns, que tem uma das maiores torcidas da África do Sul, reagiu à decisão. O diretor do clube, Sipho Mthembu, destacou que Rayners é "um dos maiores talentos do país" e que a seleção deve considerar a opinião dos clubes. A relação entre seleção e clubes é um tema delicado no futebol sul-africano, e a decisão de Mngqithi pode agravar as tensões.

Próximos passos e implicações

O próximo passo será a divulgação da lista final de convocados para a Copa do Mundo, que deve ser anunciada em setembro. Mngqithi já começou a reunir-se com outros técnicos de clubes para identificar novos nomes. A expectativa é que a seleção tenha uma equipe mais competitiva, mas a decisão de excluir Rayners pode gerar controvérsias.

Além disso, o futebol sul-africano enfrenta desafios maiores, como a falta de infraestrutura e a concorrência com outros países africanos. A Copa do Mundo de 2026 é uma oportunidade para a África do Sul mostrar seu potencial, e a forma como a seleção se preparar será crucial. O próximo mês será decisivo para a imagem do futebol sul-africano no cenário internacional.

I
Autor
Correspondente de negócios internacionais com foco na relação entre Portugal e os mercados emergentes, nomeadamente Brasil, Angola e Moçambique. Licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e mestre em Economia Internacional. Inês acompanha os fluxos de investimento luso-africanos, o papel das empresas portuguesas no PALOP e as oportunidades de exportação para mercados da CPLP. Fala português, inglês e espanhol fluentemente.