Com 500 veículos disponíveis, a empresa SG anunciou a retomada do serviço Flexar, uma plataforma de partilha de carros, a partir de 15 de abril. O novo modelo inclui veículos híbridos e elétricos, mas não é totalmente elétrico, como o anterior. A iniciativa busca expandir o acesso ao transporte em áreas urbanas, especialmente em Lisboa e no Porto.
Flexar volta com nova abordagem
O Flexar, que tinha operado anteriormente entre 2019 e 2021, retorna com uma frota de 500 veículos, incluindo modelos híbridos e elétricos. Segundo a SG, o novo serviço é uma resposta à crescente procura por soluções de mobilidade sustentável. A empresa afirma que os veículos serão distribuídos principalmente em Lisboa e no Porto, áreas com maior densidade populacional e maior necessidade de transporte alternativo.
O serviço permite que os utilizadores reservem veículos por horas ou dias, com opções de pagamento flexíveis. A SG destaca que a nova versão do Flexar foi desenvolvida com base no feedback dos utilizadores anteriores, incluindo melhorias na experiência digital e na cobertura geográfica. "O objetivo é oferecer uma alternativa acessível e ecológica para quem precisa de mobilidade urbana", afirmou o director de operações da SG, João Ferreira.
Contexto e desafios do setor de mobilidade
A retomada do Flexar acontece em um momento em que o setor de mobilidade partilhada enfrenta desafios. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de veículos elétricos em Portugal cresceu 25% no último ano, mas a infraestrutura de carregamento ainda não acompanha o ritmo. A SG reconhece que o novo serviço não é totalmente elétrico, mas considera que a inclusão de veículos híbridos é uma transição necessária para a adoção gradual de soluções mais sustentáveis.
Além disso, a concorrência no setor de mobilidade partilhada tem crescido. Empresas como Bolt e Uber também oferecem serviços de carona e partilha de veículos, o que exige que a SG se diferencie com uma experiência única. "O Flexar é uma aposta na inovação e na adaptação às necessidades dos utilizadores", afirmou Ferreira.
Impacto no mercado e nas cidades
Analistas do setor acreditam que o retorno do Flexar pode trazer benefícios para as cidades, especialmente no que diz respeito à redução do tráfego e da poluição. Segundo um estudo da Universidade de Lisboa, a utilização de veículos partilhados pode reduzir em até 30% o número de automóveis em áreas urbanas. A SG espera que o novo serviço contribua para esse cenário, especialmente em Lisboa e no Porto.
Apesar disso, há críticas sobre a falta de veículos totalmente elétricos. O grupo ambientalista Greenpeace Portugal destacou que, embora a inclusão de veículos híbridos seja um passo positivo, o sector de mobilidade partilhada deveria avançar mais rapidamente para soluções 100% elétricas. "A transição para veículos limpos não pode esperar", afirmou a porta-voz do grupo, Maria Santos.
Novos desafios e expectativas
Um dos principais desafios para o Flexar será a adaptação do público ao novo modelo. A SG planeja lançar campanhas de divulgação e oferecer descontos iniciais para atrair utilizadores. Além disso, a empresa está a trabalhar com o Ministério da Transição Energética para melhorar a integração entre os veículos Flexar e a rede de carregamento elétrico existente.
Os primeiros meses de operação serão cruciais para avaliar o sucesso do serviço. A SG espera que o Flexar se torne uma referência no setor de mobilidade partilhada em Portugal, especialmente com a crescente procura por alternativas ao uso do automóvel particular.
O que vem a seguir
Com o lançamento oficial em 15 de abril, a SG espera que o Flexar se estabeleça como uma opção confiável e sustentável de mobilidade urbana. A empresa planeja expandir o serviço para outras cidades, como Coimbra e Braga, a partir do segundo trimestre do ano. Além disso, o Ministério da Transição Energética está a estudar incentivos para empresas que promovam veículos elétricos e híbridos.
Para os utilizadores, o novo Flexar oferece uma oportunidade de experimentar uma forma alternativa de transporte. Com a crescente preocupação ambiental e a necessidade de reduzir a dependência do automóvel particular, o serviço pode se tornar uma ferramenta importante para a mobilidade urbana em Portugal.


