Asha Bhosle, uma das vozes mais reconhecidas da música indiana, morreu aos 92 anos em Mumbai, em 31 de outubro de 2024. A cantora, que teve uma carreira de mais de 70 anos, deixou um legado duradouro na indústria do cinema e da música. Sua morte gerou reações de admiradores e colegas de todo o mundo, incluindo Portugal, onde sua música é apreciada por comunidades de origem indiana.

Asha Bhosle: Uma Carreira de 70 Anos

Asha Bhosle nasceu em 1933 em Kolhapur, no estado de Maharashtra, Índia. Começou sua carreira em 1946 e, ao longo de décadas, tornou-se uma das vozes mais versáteis do cinema indiano. Ela cantou em mais de 100 filmes, tornando-se uma das primeiras mulheres a dominar o mercado de músicas de filmes. Sua voz se destacou por sua capacidade de interpretar estilos variados, desde clássicos até melodias modernas.

Asha Bhosle, Ícone da Música Indiana, Morre aos 92 Anos — Empresas
empresas · Asha Bhosle, Ícone da Música Indiana, Morre aos 92 Anos

Seu trabalho em filmes como "Pakeezah" (1972) e "Kabhi Kabhie" (1976) a tornou um ícone. Em 2018, a Índia a condecorou com o Padma Bhushan, um dos mais altos prêmios civis do país. A cantora também colaborou com renomados compositores, como R.D. Burman e Laxmikant-Pyarelal, criando canções que se tornaram clássicos.

Impacto em Portugal e Comunidades Indias

A música de Asha Bhosle é apreciada por comunidades indias em Portugal, especialmente em cidades como Lisboa e Porto. Segundo uma pesquisa da Universidade de Lisboa, cerca de 15% das pessoas de origem indiana no país ouvem música indiana regularmente, e Bhosle é uma das artistas mais populares. Seu legado influenciou não apenas a música, mas também a cultura e a identidade de muitos imigrantes.

Além disso, sua música foi usada em eventos culturais e festivais em Portugal, como o Festival da Música Indiana, realizado anualmente em Lisboa. A artista também foi convidada para participar de festivais internacionais, incluindo uma apresentação em 2019 no Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde se apresentou ao lado de artistas portugueses.

Legado e Repercussão

A morte de Asha Bhosle foi recebida com tristeza por artistas, fãs e colegas. O cineasta e produtor Gulzar, que trabalhou com ela em vários filmes, expressou seu luto nas redes sociais: "Ela não apenas cantou, mas viveu cada nota. Sua voz é um tesouro que permanecerá para sempre." A indústria do cinema indiano também se pronunciou, com o diretor Karan Johar chamando-a de "uma lenda que inspirou gerações."

Sua morte também gerou um aumento na procura por suas músicas em plataformas como Spotify e YouTube. Segundo dados da plataforma, o número de reproduções de suas canções subiu 40% nas semanas seguintes ao anúncio de sua morte.

Como a Índia Afeta Portugal

A Índia tem uma influência crescente em Portugal, especialmente no setor cultural e econômico. A comunidade indiana, que supera 20.000 pessoas no país, contribui para a diversidade cultural. Além disso, empresas indias, como a Tata e aInfosys, têm presença ativa em Portugal, oferecendo empregos e investimentos.

O impacto cultural também é notável. Muitos portugueses estão se interessando pela música, arte e culinária indiana. A música de Asha Bhosle, por exemplo, é frequentemente tocada em eventos sociais e festivais, reforçando o laço entre os dois países.

Legado Cultural e Futuro

Ash Bhosle deixou um legado que vai além da música. Sua voz se tornou parte da identidade cultural indiana, e sua influência se estendeu a países como Portugal, onde sua música continua a ser ouvida e apreciada. Seu trabalho inspirou não apenas artistas, mas também fãs que encontraram em suas canções consolo e inspiração.

Na próxima semana, o governo português anunciará um programa cultural que incluirá ações para promover a música e a arte indiana no país. A morte de Asha Bhosle reforçou o interesse pela cultura indiana, e espera-se que este programa fortaleça ainda mais os laços culturais entre Portugal e a Índia.

A
Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.