O fenómeno conhecido como "Everyone, Stay Safe" voltou a gerar polémica em Portugal após um novo boato circular na internet, causando preocupação entre usuários e autoridades. O conteúdo, que inicialmente parecia ser uma mensagem de alerta da Meta, acabou por ser revelado como um hoax, mas o impacto já foi sentido em várias regiões do país.

Quem está envolvido e o que aconteceu

O caso envolve a empresa Meta, que emitiu um comunicado oficial a esclarecer o mal-entendido. O texto, que circulou em grupos de mensagens e redes sociais, afirmava que a empresa havia lançado uma nova funcionalidade de segurança, mas o conteúdo era falso. A mensagem, com a frase "Everyone, Stay Safe", foi compartilhada por milhares de utilizadores, causando pânico em alguns casos.

Meta Explica Confusão de 'Everyone, Stay Safe' em Portugal — Empresas
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Segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS), em Lisboa e Porto, houve um aumento de 15% nas consultas médicas relacionadas a ansiedade após o vazamento da informação. A DGS também afirmou que não há qualquer relação entre a mensagem e a atividade da Meta em Portugal. "Nossa empresa não está envolvida em nenhum tipo de atividade que possa causar preocupação ao público", afirmou a porta-voz da Meta, Maria Oliveira.

O que está por trás do hoax

Analistas apontam que o hoax surgiu de uma combinação de desinformação e medo. O conteúdo original, que parecia ser uma mensagem de segurança, foi criado por um grupo anónimo que se aproveitou da confiança que os utilizadores têm na Meta. "Esse tipo de mensagem é muito eficaz porque usa o nome de uma empresa conhecida para ganhar credibilidade", explica o especialista em cibersegurança, João Ferreira.

A mensagem foi inicialmente compartilhada em grupos de WhatsApp e fóruns online, onde muitos acreditaram que era uma notificação oficial. O conteúdo incluía um link para um site falso, que tentava coletar dados de usuários. A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) já iniciou uma investigação para identificar os responsáveis.

Como o hoax afeta o público

O impacto no público foi sentido em vários níveis. Muitos utilizadores relataram que, após verem a mensagem, não conseguiram acessar suas contas por medo de serem hackeados. Em Lisboa, uma escola teve que suspender as aulas temporariamente devido ao aumento de chamadas de pais preocupados.

Além disso, a campanha de desinformação causou uma onda de perguntas sobre a segurança digital. Segundo a DGS, cerca de 10% dos utilizadores que entraram em contato mencionaram que não sabiam como verificar a autenticidade de uma mensagem. "É essencial que as pessoas aprendam a verificar as fontes antes de compartilhar qualquer informação", diz a coordenadora do Departamento de Comunicação da DGS, Ana Ferreira.

O que a Meta está fazendo para resolver o problema

A Meta já lançou uma campanha de esclarecimento, com o objetivo de informar os usuários sobre como identificar mensagens falsas. A empresa também está trabalhando com a Anacom para bloquear os links falsos que foram compartilhados. "Estamos a agir rapidamente para proteger os nossos utilizadores", afirmou a porta-voz da Meta, Maria Oliveira.

Além disso, a Meta está a colaborar com o Ministério da Saúde para divulgar informações sobre segurança digital. A iniciativa inclui workshops em escolas e centros comunitários, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o uso seguro das redes sociais.

O que os portugueses devem fazer agora

Para evitar cair em novos golpes, especialistas recomendam que os utilizadores verifiquem a origem de qualquer mensagem antes de compartilhá-la. "Se a mensagem parecer suspeita, é melhor não compartilhá-la e reportá-la", diz João Ferreira, especialista em cibersegurança.

O Ministério da Saúde também lançou um guia online com dicas sobre como identificar notificações falsas. A página inclui um checklist com perguntas que os utilizadores devem fazer antes de acreditar em qualquer conteúdo. Além disso, foi criado um número de telefone para reportar casos de desinformação.

Com a divulgação do caso, muitos utilizadores estão mais atentos às notificações que recebem. A DGS espera que a campanha de esclarecimento reduza o impacto de futuros hoaxs. "A educação digital é essencial para proteger o público", conclui Ana Ferreira.

O próximo passo é a divulgação das orientações oficiais, que devem ser lançadas até o final da semana. As autoridades também planejam monitorar as redes sociais para detectar novos casos de desinformação. Os portugueses devem estar atentos às atualizações oficiais e seguir as recomendações das autoridades para garantir sua segurança online.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.