O Ministério da Educação de Portugal lançou os cartões de entrada para os exames nacionais do Ensino Básico e Secundário, destinados aos alunos das classes 10.º e 12.º, que ocorrerão em abril e maio de 2026. A divulgação foi feita no dia 10 de dezembro, com acesso online para os estudantes. A medida atende mais de 350 mil alunos em todo o país, segundo dados oficiais.

Disponibilidade e acesso aos cartões de entrada

Os cartões de entrada, também conhecidos como cartões de inscrição, estão disponíveis no site oficial do Ministério da Educação. Os alunos devem acessar o sistema com seus dados de login e imprimir o documento. A plataforma teve 80% de sucesso no primeiro dia de acesso, segundo a Secretaria de Educação. A medida visa evitar atrasos no dia dos exames.

Ministério da Educação lança cartões de entrada para exames de 2026 — Empresas
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Para garantir a eficiência do processo, o Ministério recomendou que os estudantes verifiquem os dados cadastrais antes de imprimir. "O acesso foi otimizado para evitar congestionamentos", afirmou Ana Maria Fernandes, diretora do Departamento de Avaliação Escolar. A iniciativa evita a necessidade de comparecimento presencial para obtenção do documento.

Impacto nos alunos e escolas

Os exames de 2026 são considerados fundamentais para a conclusão do Ensino Secundário. Segundo dados da Direção-Geral de Estatística da Educação, cerca de 90% dos alunos do 12.º ano dependem dos resultados para ingressar no ensino superior. O acesso antecipado aos cartões de entrada reduz a ansiedade e permite planejamento adequado.

Escolas em regiões remotas, como o Alentejo e o Algarve, tiveram reforço no suporte técnico para garantir o acesso dos alunos. "A inclusão digital é prioritária", destacou o diretor da Escola Secundária de Évora, João Ferreira. A medida também atende a 15 mil alunos com dificuldades de acesso à internet.

Preparativos para os exames de 2026

Além dos cartões de entrada, o Ministério também divulgou o calendário das provas, com datas de 10 de abril a 25 de maio. A programação inclui 12 disciplinas obrigatórias, como Matemática, Português e Ciências Naturais. A mudança no formato de avaliação, que inclui mais questões práticas, foi uma das principais mudanças.

As provas serão aplicadas em 1.200 locais, com mais de 5.000 salas de aula adaptadas para a realização das provas. A coordenação está sob responsabilidade da Direção-Geral de Inovação e Ensino Tecnológico. A iniciativa visa garantir a equidade no acesso a todos os alunos.

Requisitos e normas para o dia do exame

Os alunos devem apresentar o cartão de entrada e um documento de identificação oficial. A proibição de uso de telemóveis e outros aparelhos eletrônicos foi reforçada. "A transparência é essencial", afirmou o coordenador do Exame Nacional, Carlos Silva. O horário de início das provas varia conforme a disciplina, com início às 9h ou 14h.

As regras de segurança foram atualizadas, com a inclusão de detecção de sinal de rádio e supervisão por câmeras em todas as salas. A medida foi introduzida após relatos de irregularidades em 2025. A Direção-Geral da Educação reforçou a necessidade de disciplina e respeito ao regimento escolar.

O que os alunos devem fazer agora

Além de imprimir o cartão de entrada, os alunos devem revisar os conteúdos das disciplinas e seguir as orientações das escolas. A maioria das escolas já iniciou aulas de revisão e simulados. A data limite para solicitação de isenção de taxas é 20 de dezembro, segundo o Ministério.

Para os alunos que não conseguiram acesso ao cartão, o Ministério estabeleceu um canal de atendimento para resolver problemas técnicos. A linha de apoio está disponível de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. A iniciativa busca garantir que todos os estudantes estejam preparados para o exame.

O próximo passo é a divulgação das listas de salas de aula, que serão publicadas no dia 15 de janeiro. Os alunos devem verificar os locais de realização das provas com antecedência para evitar atrasos. A medida é parte de uma estratégia maior para garantir a organização e a transparência do processo de avaliação.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.