A Federação Nacional das Associações de Consumidores (Federation) alertou para os riscos à saúde associados ao consumo de álcool ilegal em Portugal. O aviso foi feito após um aumento nos casos de intoxicação por bebidas não regulamentadas, especialmente em zonas urbanas e regiões rurais. A Federação destacou que o álcool ilegal pode conter substâncias tóxicas que colocam em risco a vida dos consumidores.

Consumo de álcool ilegal cresce em Portugal

O fenómeno do álcool ilegal tem crescido nos últimos anos, especialmente em áreas com pouca fiscalização. A Federação apontou que as bebidas são frequentemente vendidas em mercados informais, sem qualquer controle de qualidade. A falta de regulamentação aumenta o risco de contaminação por substâncias perigosas, como metanol, que pode causar cegueira ou até morte.

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Segundo dados da Federação, em 2023, foram registados mais de 300 casos de intoxicação por álcool ilegal, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. A maioria dos casos ocorreu em regiões com baixa densidade populacional, onde a fiscalização é mais difícil.

Por que o álcool ilegal é um problema grave?

O álcool ilegal é uma ameaça grave à saúde pública, pois não passa por testes de qualidade e segurança. A Federação explica que, em muitos casos, os produtos são fabricados em ambientes insalubres e podem conter ingredientes nocivos. Além disso, a venda de álcool ilegal muitas vezes está ligada a atividades criminosas, como tráfico de drogas e contrabando.

As autoridades portuguesas têm tentado combater o problema, mas a dificuldade em identificar e interceptar as fontes de álcool ilegal persiste. A Federação pede maior cooperação entre os diferentes órgãos de fiscalização para conter o aumento desse tipo de bebida no mercado.

Quem está mais exposto ao risco?

As pessoas mais vulneráveis ao consumo de álcool ilegal são os jovens e os grupos com menor poder económico. Segundo a Federação, muitos jovens optam por bebidas ilegais por serem mais baratas ou por terem acesso limitado a bebidas regulamentadas. Além disso, a falta de informação sobre os riscos associados ao consumo de álcool ilegal contribui para o aumento dos casos.

A Federação recomenda que os consumidores evitem comprar bebidas em locais não regulamentados e que procurem informações confiáveis sobre os riscos à saúde. A entidade também pede que as autoridades intensifiquem campanhas de sensibilização sobre o tema.

O que pode ser feito para reduzir o problema?

A Federação defende a criação de políticas públicas mais rigorosas para combater a venda de álcool ilegal. Isso inclui maior fiscalização em mercados informais, reforço das leis contra o tráfico de bebidas não autorizadas e campanhas educativas nas escolas e comunidades. A entidade também apela para que os cidadãos reportem suspeitas de venda de álcool ilegal às autoridades.

Para além das medidas governamentais, a Federação acredita que a responsabilidade de prevenir o consumo de álcool ilegal também recai sobre os pais e educadores, que devem orientar os jovens sobre os perigos associados a esse tipo de bebida.

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Autor
Jornalista com 18 anos dedicados à cobertura do tecido empresarial português, com foco em PME, empreendedorismo e internacionalização. Formado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Rui acompanha de perto o ecossistema de startups nacional, o programa Portugal 2030 e os fundos europeus disponíveis para as empresas. É autor do podcast "Negócios de Portugal", onde entrevista empresários e decisores económicos.