O Congresso Nacional de Tecnologia e Inovação em Lisboa abriu as portas para um debate sobre o futuro do design aditivo e o impacto do projeto "Going Deep" em Portugal. O evento, que reuniu especialistas, desenvolvedores e representantes do setor, teve como foco principal discutir como as tecnologias de inteligência artificial estão a transformar a forma como os utilizadores interagem com os dispositivos digitais.
O que é o Addictive Design e por que importa?
O conceito de Addictive Design refere-se à criação de interfaces digitais que são projetadas para manter os utilizadores envolvidos, muitas vezes com o objetivo de aumentar o tempo de utilização ou o engajamento. Este tipo de design é frequentemente criticado por promover hábitos viciantes e por potencialmente prejudicar a saúde mental dos utilizadores. O debate no Congresso destacou a necessidade de regulamentar esta prática, especialmente com o avanço das tecnologias de inteligência artificial.
Segundo o especialista em tecnologia e ética digital, João Silva, "o Addictive Design está presente em quase todos os aplicativos e sites que usamos diariamente. O problema é que muitas vezes não percebemos como estamos a ser manipulados para passar mais tempo em determinadas plataformas".
O que é o Going Deep e como afeta Portugal?
O projeto "Going Deep", desenvolvido pela DeepMind, é uma iniciativa que visa explorar o potencial da inteligência artificial para resolver problemas complexos em áreas como saúde, energia e ambiente. O evento em Lisboa contou com a presença de um representante da DeepMind que explicou como o projeto está a ser implementado em diferentes contextos.
"O Going Deep é uma forma de usar a inteligência artificial não apenas para otimizar processos, mas também para criar soluções sustentáveis e inovadoras", afirmou o representante da DeepMind, Pedro Almeida. "No caso de Portugal, estamos a explorar como podemos usar estas tecnologias para melhorar a gestão da água e a eficiência energética".
Como o Going Deep está a ser analisado em Portugal?
O impacto do Going Deep em Portugal tem sido tema de debate entre especialistas e decisores. Muitos acreditam que a tecnologia pode trazer benefícios significativos, mas também levantam preocupações sobre a privacidade dos dados e a dependência de tecnologias externas. O Congresso discutiu como o país pode aproveitar os avanços da inteligência artificial sem perder o controlo sobre o seu próprio desenvolvimento tecnológico.
"É essencial que Portugal desenvolva sua própria estratégia de inteligência artificial, baseada nas necessidades locais e no respeito pelos direitos dos cidadãos", afirmou a especialista em políticas digitais, Ana Ferreira.
Consequências e o que está por vir
O debate no Congresso destacou que o futuro do Addictive Design e do Going Deep pode ter implicações profundas para a sociedade portuguesa. Enquanto o primeiro levanta questões éticas sobre o engajamento dos utilizadores, o segundo oferece oportunidades de inovação e desenvolvimento. O desafio é encontrar um equilíbrio entre inovação e proteção dos direitos dos cidadãos.
Os especialistas recomendam que o governo e o setor privado trabalhem juntos para estabelecer diretrizes claras para o uso responsável da inteligência artificial. "É hora de pensarmos não apenas no que a tecnologia pode fazer, mas também no que deve fazer", concluiu o moderador do evento, Carlos Mendes.


