O projeto dos irmãos Seven e John, que se dedica à criação de próteses inovadoras para africanos, está a atrair atenção global. Nascidos em Nigéria, os dois irmãos, juntamente com o médico Ubokobong Amanam, estão a desenvolver soluções acessíveis e adaptadas às necessidades locais. O objetivo é combater o deserto de próteses, que afeta milhões de pessoas na África, muitas das quais não têm acesso a cuidados médicos adequados.

Desafios no Acesso a Próteses na África

Na África, o acesso a próteses é limitado devido a custos elevados, falta de infraestrutura e desconhecimento das tecnologias disponíveis. Muitas pessoas que perdem membros em acidentes ou por causas médicas enfrentam dificuldades para obter soluções adequadas. Seven, que cresceu em uma região onde as próteses são raras, percebeu cedo que existia uma lacuna grave no setor de saúde. “As próteses não são feitas para pessoas como nós”, afirma John, seu irmão mais novo.

Dois Irmãos Criam Próteses Inovadoras para Africanos — e Mudam Vidas — Empresas
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O projeto, liderado por Ubokobong Amanam, um médico nigeriano com experiência em engenharia biomédica, visa desenvolver próteses mais acessíveis e adaptáveis. Utilizando materiais locais e técnicas inovadoras, o grupo está a criar dispositivos que podem ser fabricados em pequena escala e adaptados às necessidades específicas de cada paciente.

Impacto na Comunidade e na Saúde Pública

O impacto do projeto já é visível em várias comunidades. Em cidades como Lagos e Abuja, mais de 200 pessoas já receberam próteses personalizadas, muitas delas graças ao trabalho conjunto entre médicos, engenheiros e voluntários locais. “Isso não é só um avanço tecnológico, é uma mudança na forma como a sociedade vê o apoio à saúde”, diz Amanam.

O projeto também está a gerar discussões sobre a importância da inovação no setor de saúde em países em desenvolvimento. Muitos especialistas acreditam que soluções como as do grupo de Seven e John podem servir de modelo para outras regiões com necessidades semelhantes. “É um exemplo de como a tecnologia pode ser adaptada para atender às necessidades locais”, afirma um analista português especializado em saúde global.

Como o Projeto Está a Mudar o Jogo

Além de desenvolver próteses, o grupo também está a promover a educação e a capacitação de profissionais locais. Parcerias com universidades e organizações não governamentais estão ajudando a formar uma nova geração de profissionais que podem continuar o trabalho. “Queremos que este projeto seja sustentável e que as próteses sejam acessíveis por muito tempo”, diz John.

O sucesso do projeto tem chamado a atenção de organizações internacionais e até de investidores. No entanto, os irmãos e o médico acreditam que o verdadeiro impacto está nas vidas que estão mudando. “Cada prótese que entregamos é um passo em direção a uma vida mais digna”, afirma Seven.

O Que Esperar em Seguida

O grupo planeja expandir o projeto para outros países africanos, como Moçambique e Angola, onde a demanda por próteses é crescente. Além disso, estão trabalhando em novas tecnologias, como próteses com sensores que podem melhorar a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes. “Estamos apenas no começo”, diz Amanam. “Há muito mais a ser feito.”

O trabalho de Seven, John e Ubokobong Amanam é um exemplo de como a inovação pode transformar vidas, especialmente em regiões onde os recursos são escassos. Para os leitores em Portugal e no mundo, o projeto é um lembrete de que a ciência e a tecnologia, quando usadas de forma inclusiva, podem ter um impacto profundo e duradouro.

A
Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.