Apple anunciou oficialmente que deixará de vender o Mac Pro, o modelo de desktop de alto desempenho, que há anos sofre com críticas por ser caro e pouco atualizado. A decisão foi divulgada no final de 2023, colocando fim a uma linha de produtos que, apesar de ter sido uma referência para profissionais de vídeo, gráficos e desenvolvimento, perdeu relevância ao longo dos anos.

O que aconteceu e por quê

Apple confirmou que o Mac Pro não será mais produzido, embora os modelos existentes possam ainda ser vendidos por um tempo. A empresa justificou a decisão com a necessidade de focar em produtos mais modernos, como o M1 e M2, que são integrados aos notebooks e aos novos iMacs. A linha Mac Pro, que foi introduzida em 2019 com o nome Ultra Mac Pro, foi vista como uma tentativa de modernizar o segmento de desktops, mas não conseguiu atrair o público-alvo de forma efetiva.

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De acordo com analistas, a decisão reflete uma mudança estratégica da Apple, que tem priorizado a portabilidade e a eficiência energética, em vez de investir em hardware tradicional. A empresa também enfrenta pressões de custos e de concorrência, com marcas como Dell e HP oferecendo soluções mais acessíveis para profissionais.

Impacto no mercado português

No mercado português, o Mac Pro era uma opção popular entre criadores de conteúdo, desenvolvedores e profissionais de design. Com a retirada do produto, muitos usuários estão buscando alternativas, como computadores com processadores Intel ou AMD, que oferecem desempenho semelhante a preços mais baixos.

O impacto da decisão da Apple em Portugal ainda não é claro, mas pode afetar negativamente pequenas empresas e freelancers que dependiam do Mac Pro para tarefas específicas. A falta de suporte técnico e atualizações futuras também pode ser um problema para os usuários que possuem o modelo atual.

Contexto histórico e desenvolvimento

O Mac Pro foi introduzido pela Apple em 2006 como uma alternativa de alto desempenho para usuários avançados. No entanto, ao longo dos anos, o produto sofreu críticas por ser caro, com poucas atualizações e um design que não evoluiu de forma significativa. Em 2019, a Apple lançou o Ultra Mac Pro, que foi considerado uma atualização importante, mas que ainda não conseguiu recuperar o espaço no mercado.

Este é o segundo anúncio recente da Apple sobre a linha de desktops. Em 2020, a empresa anunciou que deixaria de vender o Mac mini, outro modelo de desktop mais antigo, em favor de soluções mais modernas. A tendência de reduzir o foco em desktops tradicionais é comum no setor de tecnologia, com muitas empresas migrando para produtos mais compactos e portáteis.

O que vem a seguir

Com a saída do Mac Pro, os usuários portugueses estão buscando alternativas. Alguns optam por computadores com processadores Apple Silicon, que oferecem desempenho semelhante, mas com uma experiência mais integrada. Outros estão optando por marcas concorrentes, que oferecem soluções mais acessíveis e personalizáveis.

Para o futuro, é possível que a Apple continue a reduzir seu foco em produtos de desktop, priorizando notebooks e dispositivos móveis. Isso pode significar uma mudança na forma como os profissionais em Portugal usam a tecnologia, com maior dependência de soluções mais leves e conectadas.

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Autor
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.