O Hospital de Évora assinou um protocolo de 13,3 milhões de euros para a modernização de infraestruturas e serviços, anunciado na quinta-feira (12). O acordo, liderado pela diretora do hospital, Ana Paula Martins, visa melhorar a qualidade de atendimento e reduzir a pressão sobre os serviços de emergência. O valor do investimento inclui a renovação de salas cirúrgicas, a aquisição de equipamentos e a expansão de unidades de cuidados intensivos.
Modernização do Hospital de Évora
O protocolo, firmado com o Governo Regional do Alentejo e entidades privadas, prevê a execução de obras em três anos. Segundo o hospital, a renovação das instalações é necessária desde 2018, quando o edifício principal foi declarado em "condições críticas". A diretora Ana Paula Martins destacou que o investimento permitirá "atender 20% mais pacientes anualmente e reduzir o tempo de espera em 40%". O projeto inclui ainda a criação de um centro de diagnóstico por imagem com tecnologia de última geração.
A iniciativa é vista como crucial para a região, onde o acesso a cuidados de saúde especializados é limitado. O hospital, que serve mais de 200 mil habitantes, enfrenta há anos problemas de sobrecarga, com 80% das camas ocupadas em dias de pico. O ministro da Saúde, que participou da cerimônia, elogiou o "esforço conjunto para transformar um dos hospitais mais antigos do país em um modelo de eficiência".
Papel de Ana Paula Martins
Ana Paula Martins, diretora do Hospital de Évora desde 2020, é considerada uma figura central na negociação do protocolo. Formada em gestão hospitalar, ela liderou campanhas para aumentar a transparência na alocação de recursos e foi responsável pela redução de 30% nas taxas de infecções hospitalares nos últimos dois anos. "Este acordo é o resultado de um trabalho de anos, com a colaboração de toda a equipa", afirmou em declarações à imprensa.
O impacto de Martins vai além do hospital. Como presidente da Associação de Hospitais do Alentejo, ela tem defendido políticas de investimento em saúde pública em todo o sul de Portugal. "O Hospital de Évora é um hub regional, e sua revitalização afeta diretamente a economia e a qualidade de vida da população", explicou. Seus esforços têm sido citados em relatórios do Ministério da Saúde como exemplo de gestão eficaz em instituições públicas.
Contexto e Repercussão
O anúncio ocorre em um momento de crise no setor da saúde em Portugal, com atrasos na construção de novos hospitais e agravamento da escassez de profissionais. O Hospital de Évora, construído em 1972, foi classificado em 2022 como "em risco de colapso" por um estudo da Ordem dos Médicos. A nova verba deve ser financiada por 60% pelo Estado e 40% por parcerias públicas-privadas.
Para os moradores da região, o investimento é uma esperança. "Já não aguentamos mais esperar", disse Maria Silva, mãe de três crianças que frequentam o hospital. "Esperamos que o dinheiro chegue rapidamente e que os serviços melhorem de verdade." A comunidade local também espera que o projeto gere empregos e estimule o desenvolvimento económico da cidade.
Desafios e Próximos Passos
Apesar do otimismo, especialistas alertam para os riscos de atrasos na execução do plano. O diretor do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, Rui Moreira, destacou que "investimentos de grande escala exigem monitoramento rigoroso para evitar desperdícios". O hospital comprometeu-se a divulgar relatórios trimestrais sobre o uso dos recursos.
Para o próximo ano, a prioridade será a contratação de 50 novos profissionais e a implementação de um sistema digital de gestão de pacientes. Ana Paula Martins destacou que "a tecnologia será um pilar do projeto, permitindo que os médicos acessem dados em tempo real e reduzam erros". O sucesso do protocolo pode servir como modelo para outros hospitais em situação semelhante no país.

