A visibilidade feminina nos meios de comunicação em Portugal caiu para 24%, segundo um novo estudo divulgado na semana passada, levantando preocupações sobre a representação das mulheres na mídia e suas consequências para a sociedade e a economia.

A Queda da Visibilidade e Seus Significados

O recente relatório revela que, apesar de um crescimento inicial na representação feminina nos media, os números atuais mostram uma regressão significativa. Esta diminuição não só retrata a realidade da presença feminina nas plataformas de comunicação, como também desvela um padrão que pode afetar a percepção pública e, consequentemente, a economia.

Visibilidade Feminina nos Media em Portugal Cai para 24%: Implicações Econômicas — Empresas
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Implicações para Negócios e Investidores

A diminuição da visibilidade das mulheres na mídia pode ter profundas repercussões para as empresas. Com menos representação, as marcas que promovem a diversidade correm o risco de ver a sua imagem comprometida. Investidores estão cada vez mais atentos a questões de responsabilidade social e diversidade, e uma percepção negativa da marca pode resultar em uma desvalorização das ações e uma diminuição do interesse por parte do capital.

O Impacto no Mercado Publicitário

O mercado publicitário em Portugal também deverá sentir os efeitos desta redução. A falta de diversidade nas campanhas pode levar a uma diminuição da eficácia dos anúncios, uma vez que consumidores estão mais inclinados a apoiar marcas que refletem a sua própria diversidade. O investimento publicitário poderá, assim, sofrer um recuo, impactando as receitas de agências e meios de comunicação que dependem desse fluxo financeiro.

Reações do Setor Empresarial e da Sociedade

Várias organizações e grupos de defesa dos direitos das mulheres já expressaram preocupação com esses dados. A diretora de uma ONG focada na igualdade de género em Portugal afirmou que “a visibilidade é crucial para a mudança social; sem ela, as mulheres permanecem invisíveis, o que perpetua estereótipos e desigualdades.” Essa resposta da sociedade civil pode pressionar as empresas e os meios de comunicação a reavaliarem suas políticas de inclusão e representação.

O Que Observar a Seguir

O futuro da visibilidade feminina nos media em Portugal é incerto. É crucial que empresas, investidores e a sociedade civil se unam em esforços para promover uma representação mais equitativa. A pressão pública, juntamente com a evolução das normas de responsabilidade corporativa, pode ser uma força motriz para mudanças significativas. O que se observa é que, se não houver um esforço concertado, as consequências podem ser prejudiciais não apenas para a sociedade, mas também para a economia como um todo.

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Autor
Ana Luísa Ferreira
Jornalista económica com 14 anos de experiência na cobertura de mercados financeiros e política monetária europeia. Formada em Economia pela Universidade do Porto, com pós-graduação em Jornalismo de Negócios pelo ISCTE. Colaborou com o Jornal de Negócios e a RTP Informação antes de integrar a redação do Minho Diário. Especializada em análise do BCE, taxas de juro e impacto macroeconómico nas famílias e empresas portuguesas.