Mercado Fibra de Ervilha 2022: Uma Análise Profunda das Tendências, Visão Geral do Estudo e Previsão para 2028

Em 2022, o mercado global de fibra de ervilha emergiu como uma das áreas mais promissoras na indústria de ingredientes alimentares e fibras sustentáveis, impulsionado pelo aumento da procura por alternativas vegetais às fibras tradicionais e ao crescimento de produtos orientados para a saúde e sustentabilidade. Este artigo realiza uma análise detalhada do mercado de fibra de ervilha em 2022, explorando as principais tendências, fatores de crescimento, desafios e as perspectivas até 2028, utilizando dados de estudos recentes e previsões de mercado realizadas por entidades especializadas no setor.

Mercado Fibra de Ervilha 2022 Tendencias Visao Geral do Estudo e Previsao Para 2028 — mercados
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Contexto e Motivação do Estudo do Mercado de Fibra de Ervilha

A crescente preocupação com a sustentabilidade, a procura por fontes de proteína vegetal e o aumento da consciência do consumidor acerca dos benefícios nutricionais têm impulsionado a inovação no setor alimentar. A fibra de ervilha, obtida a partir de subprodutos da indústria de processamento de ervilhas, surge como uma solução inovadora e sustentável, capaz de responder às necessidades de mercado. Além disso, a sua versatilidade na formulação de alimentos funcionais, snacks e ingredientes para produtos de panificação tem contribuído para a sua rápida adoção.

Este estudo baseia-se em análises de mercado realizadas em 2022, utilizando dados de relatórios de consultorias de mercado, associações industriais e entidades reguladoras, para compreender as principais forças motrizes, oportunidades e ameaças no setor de fibra de ervilha, com foco na previsão de evolução até 2028.

Principais Tendências no Mercado de Fibra de Ervilha em 2022

Crescimento de Produtos à Base de Proteína Vegetal

Uma das tendências mais evidentes em 2022 foi o aumento da procura por produtos à base de proteína vegetal, impulsionada por consumidores conscientes da saúde, veganos e vegetarianos, e por aqueles que procuram reduzir a ingestão de produtos de origem animal. A fibra de ervilha destaca-se como um componente chave nesta transição, devido às suas propriedades funcionais, como a capacidade de melhorar a textura, o teor de fibra e a saciedade dos alimentos.

Enfoque na Sustentabilidade e Economia Circular

As empresas do setor alimentício estão cada vez mais a adoptar práticas de produção sustentáveis, utilizando subprodutos de outros processos industriais, como a fibra de ervilha, que se obtém a partir de resíduos de processamento de ervilhas. Este movimento reforça a economia circular, reduz o desperdício e melhora a pegada ecológica dos produtos finais.

Inovação Tecnológica na Produção de Fibra de Ervilha

O desenvolvimento de novas tecnologias de extração e processamento tem permitido obter fibras de maior pureza, com propriedades funcionais aprimoradas, como maior solubilidade, maior capacidade de retenção de água e melhor integração em formulações alimentares. Estes avanços têm contribuído para a expansão do mercado e a diversificação de aplicações.

Crescimento no Segmento de Alimentos Funcionais e Naturais

Com o aumento do interesse dos consumidores em alimentos funcionais, a fibra de ervilha tem sido cada vez mais incorporada em produtos como barras energéticas, smoothies, bebidas vegetais, e produtos de panificação, que promovem benefícios de saúde, como melhoria da digestão e manutenção do peso.

Dados de Mercado em 2022 e Perfil de Consumo

De acordo com o estudo realizado por uma consultora líder no setor de ingredientes alimentares, o mercado global de fibra de ervilha atingiu um valor estimado de 150 milhões de euros em 2022, registando um crescimento anual composto (CAGR) de aproximadamente 7% desde 2018. Este crescimento é sustentado por fatores como:

  • Expansão na produção de ingredientes à base de ervilha na Ásia e na América do Norte;
  • Maior investimento em inovação e P&D por parte de empresas alimentares;
  • Adaptação às tendências de alimentação saudável e sustentável;
  • Entrada de grandes players do setor de ingredientes naturais no mercado.

Os principais mercados consumidores incluem Estados Unidos, União Europeia, China e Índia, sendo que a Europa lidera o consumo de fibras funcionais devido às suas regulamentações favoráveis e ao perfil de consumidores mais consciente.

Desafios e Barreiras no Mercado de Fibra de Ervilha

Apesar do crescimento promissor, o setor enfrenta vários desafios que podem influenciar a sua evolução até 2028:

  1. Custos de produção elevados: A obtenção de fibras de alta qualidade requer processos de extração complexos e dispendiosos, o que impacta o preço final dos produtos.
  2. Limitações na escala de produção: A produção de fibras de ervilha ainda é relativamente limitada, dificultando a satisfação de uma procura crescente e a competitividade face a outras fibras vegetais.
  3. Regulamentação e padronização: A ausência de regulamentações específicas e de padrões de qualidade para a fibra de ervilha pode dificultar a sua aceitação no mercado global.
  4. Concorrência com outras fibras vegetais: Como a soja, a beterraba, a celulose e outras fibras, que também apresentam forte presença no setor de ingredientes naturais.

Previsões de Mercado até 2028: Oportunidades e Perspectivas

De acordo com as projeções realizadas por entidades especializadas, o mercado de fibra de ervilha deverá continuar a expandir-se a uma taxa de crescimento anual composta de aproximadamente 8% até 2028. Este crescimento será sustentado por várias forças, incluindo:

  • O aumento global da procura por alimentos funcionais e naturais;
  • A inovação tecnológica que reduzirá custos e melhorará a qualidade das fibras;
  • A maior adoção de fibras de ervilha por grandes indústrias alimentares e de ingredientes;
  • O fortalecimento das regulamentações de ingredientes funcionais na União Europeia e nos mercados asiáticos.

Espera-se que, até 2028, o mercado atinja um valor superior a 300 milhões de euros, consolidando-se como uma das principais alternativas sustentáveis às fibras tradicionais, com múltiplas aplicações na indústria alimentar, farmacêutica e de cosméticos.

Principais Áreas de Aplicação e Inovação Tecnológica

A versatilidade da fibra de ervilha permite a sua incorporação em diversos segmentos do setor alimentar, incluindo:

  • Produtos de panificação: pães, bolos e crackers enriquecidos com fibra para melhorar o teor de fibra e a textura.
  • Bebidas vegetais e smoothies: aumento do conteúdo de fibra e melhoria da viscosidade.
  • Snacks saudáveis: barras energéticas, chips e outros snacks enriquecidos com fibra de ervilha.
  • Produtos de carne vegetal: utilização como agente de ligação e de aumento do teor de fibra em alternativas à carne.

Na área da inovação, destaca-se o desenvolvimento de fibras de maior solubilidade, com propriedades funcionais específicas, como maior capacidade de retenção de água, que melhoram a textura e a sensação de saciedade em produtos finais.

Conclusão: O Futuro do Mercado de Fibra de Ervilha

O mercado de fibra de ervilha, em 2022, revela-se como uma das áreas mais dinâmicas e promissoras na indústria de ingredientes naturais e sustentáveis. Os fatores de crescimento, impulsionados pela procura crescente por alimentos saudáveis, sustentáveis e funcionais, aliados aos avanços tecnológicos e à maior adoção por grandes empresas, indicam um potencial de expansão significativo até 2028.

Contudo, é fundamental que os atores do setor enfrentem os desafios relacionados com custos de produção, regulamentação e escala de produção para consolidar e acelerar a sua presença no mercado global. Com a continuidade da inovação e o aumento da sensibilização do consumidor, a fibra de ervilha poderá tornar-se um elemento central na formulação de produtos alimentares mais saudáveis, sustentáveis e acessíveis.

Assim, o cenário para o futuro próximo revela-se otimista, com expectativas de crescimento sustentável, inovação contínua e maior integração desta fibra na cadeia de valor alimentar até ao final da presente década.

R
Autor
Rui Barbosa
Jornalista com 18 anos dedicados à cobertura do tecido empresarial português, com foco em PME, empreendedorismo e internacionalização. Formado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Rui acompanha de perto o ecossistema de startups nacional, o programa Portugal 2030 e os fundos europeus disponíveis para as empresas. É autor do podcast "Negócios de Portugal", onde entrevista empresários e decisores económicos.