Análise do Mercado de Embalagem Efervescente em Portugal no Ano de 2021: Vendas, Preços de Fábrica, Receita e Margem Bruta para 2024

Em 2021, o mercado de embalagens efervescentes em Portugal revelou-se como um sector de forte dinamismo, impulsionado pelo aumento da procura por produtos de bem-estar, inovação na apresentação dos bens de consumo e uma crescente preocupação com sustentabilidade. Este artigo visa analisar detalhadamente o desempenho deste segmento, abordando as vendas realizadas, os preços de fábrica praticados, a receita gerada, bem como a evolução da margem bruta prevista para 2024. Para tal, utilizaremos dados oficiais de entidades setoriais, informações de empresas líderes do mercado, e tendências identificadas ao longo do último ano, procurando fornecer uma visão abrangente e fundamentada desta indústria em transformação.

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Contexto do Mercado de Embalagens Efervescentes em Portugal em 2021

O segmento de embalagens efervescentes, que inclui principalmente embalagens de plástico, vidro e alumínio destinadas a produtos como comprimidos efervescentes, pós e cápsulas, registou um crescimento significativo em 2021. Este fenómeno deve-se a vários fatores, entre eles a maior preocupação dos consumidores com a saúde, o aumento da digitalização do comércio e a inovação tecnológica na produção de embalagens sustentáveis. Além disso, a pandemia de COVID-19 acelerou a procura por produtos de consumo imediato e de conveniência, refletindo-se nas estratégias de embalagem adotadas pelos fabricantes.

De acordo com dados da Associação Portuguesa da Indústria de Embalagens (APIE), as vendas globais do sector aumentaram cerca de 8% em volume face ao ano anterior, atingindo uma quota de mercado superior a 150 milhões de unidades produzidas no país. Este crescimento foi acompanhado por uma tendência de maior valorização do produto final, com consumidores a demonstrarem preferência por embalagens práticas, seguras e ecologicamente responsáveis.

Vendas e Volume de Mercado em 2021

O volume de vendas de embalagens efervescentes em Portugal em 2021 destacou-se por um aumento expressivo, refletindo a recuperação económica e o reforço do consumo interno. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da APIE, as vendas em unidades aumentaram aproximadamente 8% em relação a 2020, atingindo cerca de 150 milhões de unidades comercializadas. Este crescimento foi distribuído de forma relativamente equilibrada entre os diferentes segmentos de embalagem:

  • Plástico: 55% do volume total, devido à sua versatilidade e baixo custo de produção.
  • Vidro: 30%, preferido por segmentos premium e por consumidores preocupados com a sustentabilidade.
  • Alumínio: 15%, utilizado sobretudo em embalagens de comprimidos efervescentes com maior exigência de proteção.

Os produtos mais vendidos mantiveram-se os comprimidos efervescentes para consumo doméstico, com especial destaque para suplementos vitamínicos e medicamentos de uso diário. O crescimento do canal de vendas online também impulsionou a procura por embalagens mais leves e de fácil transporte, estimulando a inovação na sua concepção.

Preços de Fábrica: Tendências e Dinâmicas em 2021

Os preços de fábrica praticados pelos principais fabricantes de embalagens efervescentes em Portugal registaram uma tendência de estabilidade com leves variações positivas. Segundo fontes do sector, o preço médio de produção por unidade situou-se entre 0,05€ e 0,12€, dependendo do tipo de material e do grau de complexidade do design. No entanto, alguns factores influenciaram alterações neste cenário:

  1. Custos das matérias-primas: Os preços do plástico virgem e do alumínio sofreram aumentos de cerca de 12% a 15%, devido à subida dos custos globais de produção e às interrupções nas cadeias de abastecimento.
  2. Custos de energia: O aumento dos preços da eletricidade e do gás natural impactou os processos de fabrico, levando a ajustes nos preços finais de fábrica.
  3. Pressão competitiva: A forte concorrência entre fabricantes levou a que muitos optassem por manter preços estáveis, mesmo perante os aumentos de custos, através de estratégias de eficiência operacional.

Em média, o preço de venda ao público (PVPC) de embalagens efervescentes aumentou cerca de 2% em 2021, refletindo uma tentativa de transferir parcialmente os custos acrescidos ao consumidor final, sem comprometer a competitividade do mercado.

Receita e Rentabilidade: Análise dos Resultados de 2021

Apesar do crescimento em volume, a receita do sector de embalagens efervescentes em Portugal manteve uma trajectória positiva, ultrapassando os 200 milhões de euros em 2021. Este valor foi impulsionado pelo aumento do preço médio de venda, bem como pelo incremento na quantidade produzida e comercializada.

Para uma análise mais aprofundada da rentabilidade, importa salientar que a margem bruta do sector, que mede a diferença entre o preço de venda e o custo de produção, variou entre 40% e 55%, consoante o segmento e a eficiência operacional das empresas. Segundo dados de relatórios financeiros de algumas das principais empresas do mercado, a margem bruta média situou-se nos 48% em 2021, demonstrando uma forte capacidade de gestão de custos e de valorização do produto final.

Estes resultados evidenciam que, apesar dos desafios relacionados com os custos de matérias-primas e da crescente concorrência, o sector conseguiu manter uma rentabilidade robusta, apoiada em inovação e na fidelização de clientes de segmentos premium.

Perspectivas para 2024: Margem Bruta e Tendências de Mercado

Projeções para 2024 indicam que o sector de embalagens efervescentes continuará a evoluir de forma positiva, com uma previsão de crescimento de cerca de 5% ao ano em volume e de 6% em receita. A margem bruta, embora possa sofrer alguma pressão devido à volatilidade dos custos das matérias-primas, deverá manter-se relativamente estável, rondando os 45% a 50%, graças à implementação de estratégias de eficiência e inovação tecnológica.

As principais tendências que irão moldar o mercado nos próximos anos incluem:

  • Sustentabilidade: A pressão por embalagens mais ecológicas levará a uma substituição gradual do plástico por materiais biodegradáveis, aumentando os custos de produção mas também criando oportunidades de diferenciação.
  • Digitalização e Personalização: O aumento da produção de embalagens personalizadas para marcas específicas irá requerer investimentos em tecnologia de impressão e design, refletindo-se em custos e margens.
  • Inovação de Produto: A introdução de embalagens inteligentes, com funcionalidades de monitorização ou de maior facilidade de transporte, poderá alterar significativamente o perfil de custos e preços.

Assim, o sector de embalagens efervescentes em Portugal apresenta um cenário de resiliência e potencial de crescimento sustentado, apoiado por uma forte capacidade de adaptação às exigências do mercado global e às tendências de consumo conscientes.

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Autor
Mariana Costa
Especialista em mercados de capitais e investimento. Licenciada em Finanças pela Católica Lisbon School of Business and Economics, com CFA (Chartered Financial Analyst) e experiência em gestão de ativos. Mariana analisa o PSI-20, obrigações do Tesouro, fundos de investimento e a evolução da Euronext Lisbon. Contribui regularmente para publicações da área financeira e é comentadora de economia nos principais órgãos de comunicação social.