Mercado da Embalagem de Cerveja em 2020: Uma Análise do Setor, Tamanhos, Tipos, Aplicações e Perspectivas até 2025

No contexto da indústria de bebidas, o mercado de embalagem de cerveja em 2020 revelou-se uma componente fundamental para responder às exigências de sustentabilidade, conveniência e inovação. Este setor, que abrange desde as embalagens tradicionais de vidro até às opções mais modernas de plástico e metal, desempenha um papel crucial na preservação da qualidade do produto, na logística e na experiência do consumidor. A análise deste mercado, centrada no ano de referência de 2020, permite compreender as principais tendências, desafios e oportunidades que irão moldar o seu desenvolvimento até 2025, num panorama global marcado por mudanças rápidas nas preferências de consumo e avanços tecnológicos.

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Contexto Global e Nacional do Mercado de Embalagens de Cerveja em 2020

Em 2020, o mercado global de embalagens de cerveja enfrentou uma conjuntura marcada pela pandemia de COVID-19, que acelerou a procura por soluções de embalamento mais seguras, eficientes e sustentáveis. Segundo dados da Associação Internacional de Embalagem (AIE), houve uma redução temporária na produção devido às restrições logísticas, mas simultaneamente, registou-se uma forte procura por embalagens que garantissem segurança e higiene. A nível nacional, Portugal acompanhou esta tendência, com um aumento na preferência por embalagens reutilizáveis e recicláveis, impulsionado por uma maior consciência ambiental entre os consumidores.

O setor de embalagens de cerveja é altamente competitivo e caracterizado por uma forte presença de fabricantes globais e locais. A predominância de embalagens de vidro, que representam aproximadamente 65% do mercado, mantém-se, embora as alternativas de plástico e metal tenham vindo a ganhar quota devido à sua leveza e facilidade de transporte. A capacidade de adaptação às demandas de sustentabilidade e inovação tecnológica revelou-se essencial para a sobrevivência e crescimento dos players do mercado.

Distribuição do Mercado por Tamanho de Embalagem e Tipos de Embalamento

O mercado de embalagens de cerveja em 2020 apresenta uma diversidade considerável em termos de tamanhos e tipos de embalagens, refletindo as diferentes estratégias de mercado e preferências dos consumidores. A seguir, apresenta-se uma análise detalhada baseada nos dados disponíveis:

  • Embalegem de vidro: Representou cerca de 65% do mercado global, com tamanhos que variam entre 250 ml e 1 litro. A popularidade do vidro deve-se à sua resistência à oxidação, à sua capacidade de preservar o sabor original da cerveja e à sua imagem de qualidade premium.
  • Embalegem de plástico: Correspondeu a aproximadamente 20% do mercado, com tamanhos comuns de 330 ml, 500 ml e 1 litro. A leveza e o custo mais baixo favoreceram a sua adopção, especialmente em segmentos de consumo mais casual e de grande volume.
  • Embalegem de metal (latas): Com uma quota de mercado de cerca de 10%, as latas de 330 ml e 500 ml destacaram-se, sobretudo em eventos, festivais e distribuição em pontos de venda com elevado fluxo de consumidores jovens e urbanos.
  • Outras embalagens: Incluindo embalagens de papel/cartão para caixas e packs múltiplos, que representaram cerca de 5%, com uma crescente procura devido às preocupações ambientais.

A análise da distribuição por tamanhos revela uma preferência clara por embalagens de tamanho médio (330 ml a 500 ml), que equilibram conveniência, custo e experiência de consumo. Além disso, o crescimento do mercado de embalagens de maior volume, sobretudo para consumo em casa ou partilhado, aponta para uma diversificação crescente das opções.

Principais Tipos de Embalagem e Tecnologias Utilizadas

Na dimensão dos tipos de embalagem, o setor de cerveja evidenciou uma aposta contínua na inovação tecnológica, procurando responder às exigências de sustentabilidade, preservação e experiência do consumidor. Destacam-se as seguintes categorias:

  1. Embalegem de vidro: Tradicionalmente considerada a mais preservadora, utiliza processos de fabricação que garantem uma barreira eficaz contra oxigénio e luz. Nos últimos anos, têm sido desenvolvidas versões de vidro reciclado de alta pureza, reforçando a economia circular.
  2. Latas de metal: Fabricadas com alumínio, as latas beneficiam de processos de fabricação mais eficientes e de tecnologias de revestimento interno que evitam a transferência de sabores ou odores. A inovação nesta área inclui latas de maior resistência e com acabamentos decorativos avançados.
  3. Embalegem de plástico: Utiliza principalmente PET e outros polímeros, com inovações na redução do peso, na melhoria da barreira contra gases e na facilitação da reciclagem. Algumas empresas têm investido em embalagens com revestimentos internos biodegradáveis.
  4. Novas tecnologias e tendências: A automação na produção, o uso de materiais biodegradáveis e o desenvolvimento de embalagens inteligentes com QR codes ou sensores de frescura representam as principais tendências em inovação para 2020 e além.

Tanto a tecnologia de produção quanto o design das embalagens têm vindo a evoluir de forma a maximizar a sustentabilidade, a eficiência logística e a experiência do consumidor, fatores que serão determinantes no crescimento futuro do setor.

Aplicações e Segmentos de Mercado em 2020

O mercado de embalagens de cerveja é altamente segmentado, com diferentes aplicações que refletem as preferências de consumo e os canais de distribuição. As principais aplicações incluem:

  • Venda a retalho: Dominando a maior fatia do mercado, com embalagens de vidro e latas predominantes em supermercados, lojas de conveniência e pontos de venda tradicionais.
  • Eventos e festivais: Preferência por latas e embalagens de plástico, devido à facilidade de transporte e descarte, além de uma maior liberdade de design e personalização.
  • Consumo em casa e partilha: Crescimento de embalagens de maior volume, como garrafas de 1 litro ou packs múltiplos, promovendo conveniência e economia para o consumidor.
  • Exportação e logística internacional: A utilização de embalagens leves e resistentes, com particular ênfase na latas e em embalagens de cartão reforçado, para reduzir custos logísticos e garantir a preservação durante o transporte.

Além disso, a crescente preocupação ambiental leva a uma maior adoção de soluções de embalagem recicláveis e reutilizáveis, com empresas a investirem em sistemas de retorno de embalagens e em designs que favorecem a economia circular.

Previsões para o Mercado de Embalagens de Cerveja até 2025

Com base nas tendências observadas em 2020, projeta-se que o mercado de embalagens de cerveja continuará a evoluir até 2025, impulsionado por fatores como a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a crescente globalização. As principais previsões incluem:

  • Crescimento da quota de embalagens sustentáveis: Espera-se que até 2025, pelo menos 75% das embalagens de cerveja sejam recicláveis ou biodegradáveis, refletindo a pressão regulatória e a mudança de preferências dos consumidores.
  • Aumento na adoção de embalagens inteligentes: Tecnologias como QR codes, sensores de frescura e embalagens conectadas deverão ganhar maior expressão, oferecendo experiências de consumo mais personalizadas e informadas.
  • Expansão do mercado de embalagens de maior volume: Com a crescente preferência por consumo em casa, as embalagens de 1 litro ou mais deverão registar crescimento anual de 4% a 6%, consolidando-se como uma tendência de mercado.
  • Inovação em materiais e design: A introdução de materiais compostáveis e de embalagens que favoreçam a reutilização será uma prioridade, com a indústria a investir em novas soluções para reduzir o impacto ambiental.
  • Digitalização e automação na produção: A incorporação de tecnologias de automação e digitalização deverá acelerar a produção, melhorar a qualidade e reduzir custos, permitindo uma resposta mais rápida às tendências do mercado.

Estima-se que, até 2025, o mercado global de embalagens de cerveja possa atingir um valor de aproximadamente 35 mil milhões de euros, representando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de cerca de 4,5%. Portugal, enquanto mercado europeu de dimensão moderada, deverá acompanhar esta tendência, com uma maior ênfase na inovação e sustentabilidade.

Desafios e Oportunidades para o Setor de Embalagem de Cerveja

Apesar do otimismo em relação ao crescimento, o setor enfrenta múltiplos desafios que requerem estratégias de adaptação e inovação:

  1. Sustentabilidade: A necessidade de reduzir a pegada ambiental obriga os fabricantes a investirem em materiais recicláveis, processos de produção mais eficientes e sistemas de recolha e reutilização.
  2. Custos de produção: A implementação de tecnologias avançadas de embalagem implica custos elevados, que podem afetar a competitividade, sobretudo em segmentos de menor valor acrescentado.
  3. Regulamentações e legislações: As normas ambientais e de saúde pública estão a tornar-se mais rigorosas, exigindo uma adaptação rápida por parte das empresas.
  4. Inovação contínua: A evolução constante das preferências do consumidor e as novas tendências de mercado obrigam as empresas a investirem em investigação e desenvolvimento.

Por outro lado, existem oportunidades relevantes, nomeadamente:

  • Desenvolvimento de embalagens inteligentes e conectadas que oferecem valor agregado ao consumidor.
  • Expansão para mercados emergentes onde o crescimento do consumo de cerveja está a acelerar.
  • Parcerias estratégicas com empresas de tecnologia e sustentabilidade para acelerar a inovação.

O sucesso do setor dependerá, em grande medida, da capacidade de integrar inovação, sustentabilidade e eficiência na cadeia de valor, criando soluções que atendam às exigências de um mercado cada vez mais consciente e exigente.

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Author
Mariana Costa
Especialista em mercados de capitais e investimento. Licenciada em Finanças pela Católica Lisbon School of Business and Economics, com CFA (Chartered Financial Analyst) e experiência em gestão de ativos. Mariana analisa o PSI-20, obrigações do Tesouro, fundos de investimento e a evolução da Euronext Lisbon. Contribui regularmente para publicações da área financeira e é comentadora de economia nos principais órgãos de comunicação social.