Mercado Mundial de Serviços de HVAC em 2024: Análise do Sector, Produção, Fornecedores e Perspectivas Regionais

Em 2024, o mercado global de serviços de HVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) continua a evoluir de forma dinâmica, impulsionado por fatores como o crescimento urbano, a transição para energias mais sustentáveis e as exigências de eficiência energética. Quem analisa este sector, realiza previsões fundamentadas na crescente procura por soluções inteligentes e sustentáveis, destacando as principais regiões e empresas que moldam o panorama atual. Este artigo apresenta uma análise detalhada do mercado mundial de serviços de HVAC, com ênfase na produção, fornecedores, receitas, empresas-chave e tendências regionais, utilizando dados de 2020 como base de referência para compreender as evoluções até ao presente ano.

Contexto e Evolução do Mercado de HVAC desde 2020

Antes de avançar para o estado atual do mercado em 2024, importa analisar o contexto de 2020, ano marcado pelo início da pandemia de COVID-19. Este evento teve impacto significativo na produção, na procura e na inovação no sector de HVAC. A interrupção de cadeias de abastecimento, a redução de obras de construção e a mudança nos padrões de consumo foram fatores que provocaram uma desaceleração temporária, mas também estimularam uma maior atenção à qualidade do ar interior e à eficiência energética. Desde então, o mercado tem vindo a recuperar e a adaptar-se às novas exigências, com um foco crescente na sustentabilidade e na digitalização dos serviços.

Dados de 2020 indicam que a produção global de sistemas HVAC atingiu aproximadamente 150 mil milhões de euros, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de cerca de 4%, até então. As empresas do sector enfrentaram desafios logísticos e de mercado, mas também aproveitaram oportunidades para inovar, sobretudo na integração de tecnologias inteligentes e na utilização de energias renováveis.

Produção Global de Serviços de HVAC em 2024: Quantidade e Valor

Em 2024, estima-se que a produção global de serviços de HVAC tenha atingido valores próximos dos 210 mil milhões de euros, representando um crescimento de aproximadamente 40% relativamente a 2020. Este aumento é sustentado pelo crescimento da construção civil, pela renovação de infraestruturas existentes e pela expansão de soluções sustentáveis, como sistemas de energia solar e bombas de calor.

O volume de projetos realizados também aumentou, com uma estimativa de cerca de 2,5 milhões de instalações novas em todo o mundo. A crescente adoção de soluções de HVAC inteligentes e a integração de tecnologias IoT (Internet das Coisas) têm impulsionado a eficiência operacional e a personalização dos serviços.

Dados concretos sobre a produção por regiões indicam:

  • Ásia-Pacífico: aproximadamente 45% do total global, liderando o mercado com projetos de grande escala na China, Índia e Sudeste Asiático.
  • América do Norte: cerca de 25%, com forte ênfase na renovação de edifícios e na implementação de sistemas sustentáveis.
  • Europa: aproximadamente 20%, concentrada em esforços de eficiência energética e na conformidade com regulamentos ambientais.
  • Outras regiões: o restante, incluindo América Latina, Médio Oriente e África, com crescimento mais moderado.

Principais Fornecedores e Empresas do Sector

O mercado de serviços de HVAC em 2024 é dominado por um conjunto de empresas multinacionais que lideram em inovação, produção e implementação de soluções tecnológicas. Entre os principais fornecedores destacam-se:

  1. Johnson Controls: líder mundial em sistemas de climatização inteligentes, com uma forte presença na América do Norte, Europa e Ásia.
  2. Daikin Industries: reconhecida pela inovação em bombas de calor e soluções de eficiência energética, com expansão contínua na Ásia e América do Norte.
  3. Carrier Global Corporation: referência em sistemas de ar condicionado e soluções sustentáveis, com forte aposta na digitalização dos serviços.
  4. Trane Technologies: foco na integração de soluções de HVAC com sistemas de automação predial e energias renováveis.
  5. LG Electronics e Samsung: também relevantes na oferta de soluções residenciais e comerciais, especialmente na Ásia.

Estas empresas realizam investimentos elevados em inovação, com uma forte aposta na adoção de inteligência artificial, análise de dados e manutenção preditiva, procurando oferecer serviços mais eficientes e de maior valor acrescentado aos clientes.

O mercado também conta com centenas de fornecedores locais e regionais que complementam a oferta global, especialmente em mercados emergentes, onde o crescimento de novas infraestruturas é mais acelerado.

Receitas e Modelos de Negócio no Sector de HVAC

As receitas geradas pelos serviços de HVAC continuam a aumentar, refletindo a forte procura por soluções sustentáveis e tecnologicamente avançadas. Em 2024, a receita global do sector de serviços de HVAC é avaliada em cerca de 210 mil milhões de euros, com uma margem de crescimento prevista de 5% ao ano. Este crescimento é impulsionado por vários fatores:

  • Manutenção e reparação: representam aproximadamente 50% das receitas, assegurando a continuidade do funcionamento eficiente dos sistemas existentes.
  • Instalação de novos sistemas: cerca de 30%, impulsionada por novos empreendimentos e modernizações.
  • Serviços de consultoria e digitalização: incluindo análise de eficiência, otimização de consumo energético e implementação de soluções IoT, que correspondem a cerca de 20% do total.

Modelos de negócio baseados em contratos de manutenção periódica, sistemas de assinatura e plataformas de gestão remota estão a ganhar terreno, promovendo uma relação mais próxima entre fornecedores e clientes finais.

Tendências Regionais e Desafios do Mercado de HVAC em 2024

As dinâmicas regionais refletem diferentes prioridades e oportunidades. Na Ásia-Pacífico, o crescimento é impulsionado por urbanizações rápidas e políticas governamentais de incentivo à eficiência energética. Na América do Norte, o foco está na renovação de edifícios comerciais e na implementação de sistemas inteligentes de gestão de energia. Na Europa, a conformidade com regulamentos ambientais e o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica são fatores determinantes para o desenvolvimento do sector.

Contudo, o mercado enfrenta desafios consideráveis:

  • Escassez de materiais e componentes: problemas nas cadeias de abastecimento podem atrasar projetos e aumentar custos.
  • Regulamentações cada vez mais rigorosas: obrigam a investimentos adicionais em inovação e adaptação tecnológica.
  • Necessidade de formação especializada: para lidar com sistemas cada vez mais complexos e integrados.

Para ultrapassar estes obstáculos, as empresas do sector apostam na digitalização dos serviços, na formação contínua dos seus quadros e na colaboração com entidades reguladoras e académicas.

Perspectivas de Futuro e Inovação no Mercado de HVAC

O futuro do mercado de serviços de HVAC em 2024 aponta para uma forte aposta na sustentabilidade, digitalização e integração de energias renováveis. A utilização de bombas de calor eficientes, sistemas solares térmicos e soluções de automação inteligente deve continuar a crescer de forma exponencial.

Estima-se que até 2030, o mercado de HVAC possa alcançar valores superiores a 400 mil milhões de euros, com uma CAGR de cerca de 6%, refletindo a crescente importância da sustentabilidade ambiental e da eficiência energética.

Inovações como a inteligência artificial, análise de big data e plataformas de gestão remota vão transformar a forma como os serviços são realizados, promovendo uma maior eficiência operacional e uma redução significativa na pegada carbónica do sector.

Além disso, a evolução regulatória e a sensibilização dos consumidores para questões ambientais deverão impulsionar a procura por soluções de HVAC cada vez mais sustentáveis e inteligentes, consolidando o sector como um elemento-chave na transição energética global.

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Author
Mariana Costa
Especialista em mercados de capitais e investimento. Licenciada em Finanças pela Católica Lisbon School of Business and Economics, com CFA (Chartered Financial Analyst) e experiência em gestão de ativos. Mariana analisa o PSI-20, obrigações do Tesouro, fundos de investimento e a evolução da Euronext Lisbon. Contribui regularmente para publicações da área financeira e é comentadora de economia nos principais órgãos de comunicação social.