Mercado de Rebanho e Adhesives: Análise da Produção, Oferta e Demanda em 2020 com Perspectivas até 2023

Em 2020, a indústria do rebanho e dos adhesives (adesivos) em Portugal enfrentou desafios e oportunidades sem precedentes, impulsionados por fatores económicos, ambientais e tecnológicos. Este artigo realiza uma análise detalhada do mercado, focando na produção, oferta, demanda, presença de empresas e regiões de maior impacto, bem como as previsões até 2023. Utilizando dados de mercado disponíveis e tendências observadas, procura-se oferecer uma visão clara e fundamentada do setor, fundamental para investidores, stakeholders e gestores do setor agrícola e industrial.

Mercado Rebanho Adhesives Producao Oferta Demanda Empresas Regioes Previsao Ate 2023 — industria
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Contexto e dinâmica do mercado de rebanho em Portugal em 2020

A produção de carne, leite e outros derivados do rebanho em Portugal representa uma parcela significativa da economia agrícola nacional. Em 2020, o setor enfrentou uma combinação de fatores externos e internos, incluindo a pandemia de COVID-19, que impactou a cadeia de fornecimento, a mão-de-obra e os mercados de exportação.

O mercado de rebanho português é caracterizado por uma forte presença de pequenos e médios produtores, concentrados principalmente nas regiões do Alentejo, Ribatejo, Trás-os-Montes e Centro. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal possuía aproximadamente 4,5 milhões de ovinos, 3 milhões de suínos e cerca de 1,2 milhões de bovinos em 2020, refletindo uma estrutura de produção predominantemente familiar.

Este contexto de base demonstra a importância do setor agrícola na manutenção do equilíbrio socioeconómico de diversas regiões e a sua vulnerabilidade perante fatores de mercado e ambientais.

Produção e oferta de adhesives no setor agroindustrial em 2020

Os adhesives, ou adesivos utilizados na indústria agropecuária, têm desempenhado um papel estratégico na manutenção e melhoria dos processos produtivos. Em 2020, o mercado de adhesives destinados ao setor do rebanho registou um crescimento modesto, impulsionado pela necessidade de otimizar processos de embalamento, montagem de equipamentos e conservação de produtos.

De acordo com relatórios de mercado, a produção de adhesives em Portugal atingiu cerca de 20 mil toneladas, com um valor de mercado estimado em 150 milhões de euros. Este segmento é dominado por algumas empresas multinacionais, como a 3M, Henkel e Sika, com presença também de fabricantes locais especializados em produtos ecológicos e de alta performance.

O aumento da oferta foi realizado através de investimentos em linhas de produção mais eficientes e na diversificação de produtos, atendendo às especificidades do mercado agrícola e industrial.

Dados concretos sobre produção e oferta de adhesives em 2020:

  • Capacidade instalada: aproximadamente 25 mil toneladas anuais
  • Taxa de utilização média da capacidade: 80%
  • Principais regiões de produção: Lisboa, Porto e Aveiro
  • Segmentos de mercado atendidos: embalagens, construção, automotivo, agrícola

Demanda do mercado de adhesives e tendências de consumo em 2020

A demanda por adhesives no setor agroindustrial português refletiu uma crescente aposta na inovação tecnológica, sustentabilidade e eficiência. Em 2020, observou-se uma ligeira retração devido às dificuldades logísticas causadas pela pandemia, mas também uma mudança de comportamento com a adoção de produtos mais ecológicos e com menor impacto ambiental.

As empresas do setor têm realizado investimentos em produtos biodegradáveis e de origem natural, alinhando-se às exigências de sustentabilidade do mercado europeu. Além disso, a digitalização dos processos de produção e a melhoria na qualidade dos adhesives têm contribuído para uma maior fidelização dos clientes.

De forma geral, a procura por adhesives especializados, como os bioadesivos e de alta resistência, tem crescido de forma sustentada, especialmente para aplicações em embalagens e na montagem de componentes de equipamentos agrícolas.

Dados de mercado indicam uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 3,5% até 2023, com a previsão de que o mercado atingirá cerca de 180 milhões de euros em valor total.

Empresas e regiões com maior impacto no mercado de adhesives e rebanho

A análise do mapa empresarial revela uma concentração de players multinacionais com operações de produção e distribuição em Portugal, especialmente na região Norte e área de Lisboa, onde se encontram infraestruturas logísticas e centros de investigação e desenvolvimento.

Entre as principais empresas destacam-se:

  1. 3M, com foco na inovação e produtos de alta tecnologia
  2. Henkel, com uma forte aposta na sustentabilidade e no desenvolvimento de adhesives ecológicos
  3. Sika, com soluções específicas para o setor agrícola e de construção
  4. Empresas locais como a Adhesivos Portugal, que se especializam em produtos personalizados e de baixa pegada ambiental

Regiões como o Alentejo, Trás-os-Montes e Ribatejo continuam a ser referências na produção de rebanho, sustentando uma cadeia de valor que depende também da disponibilidade de adhesives para manutenção, embalamento e processamento de produtos.

Previsões e tendências até 2023: desafios e oportunidades

O futuro do mercado de adhesives para o setor do rebanho em Portugal apresenta-se marcado por várias tendências estratégicas e desafios. As previsões indicam um crescimento contínuo, apoiado por fatores como a inovação tecnológica, a crescente preocupação ambiental e a digitalização da indústria.

Entre as principais oportunidades destacam-se:

  • Desenvolvimento de adhesives ecológicos e biodegradáveis, alinhados às políticas europeias de sustentabilidade
  • Investimento em centros de investigação para inovação de produtos específicos para o setor agropecuário
  • Expansão de mercados de exportação, sobretudo para países com forte produção agrícola e necessidade de soluções avançadas em adhesives
  • Implementação de tecnologias de automação e inteligência artificial na produção e aplicação de adhesives

Por outro lado, enfrentam-se desafios como a necessidade de adaptação às normativas ambientais cada vez mais restritivas, a volatilidade dos preços das matérias-primas e a concorrência internacional crescente.

Com uma previsão de crescimento anual de cerca de 3% a 4% até 2023, o mercado de adhesives deverá consolidar-se como elemento fundamental na cadeia de valor do setor do rebanho, contribuindo para uma produção mais eficiente, sustentável e competitiva.

Impacto da pandemia de COVID-19 no setor de rebanho e adhesives

O impacto da pandemia de COVID-19 foi sentido de forma diferenciada ao longo de 2020. A cadeia de produção agrícola sofreu atrasos logísticos, escassez de mão-de-obra e dificuldades na exportação, levando a uma redução de cerca de 10% na produção de certos produtos do setor.

Em relação ao mercado de adhesives, verificou-se uma redução temporária na procura, especialmente de adhesives utilizados em projetos de grande escala ou exportação. Contudo, a crise também acelerou a adoção de soluções tecnológicas inovadoras e de produtos mais sustentáveis, consideradas essenciais para a recuperação e sustentabilidade do setor.

As empresas tiveram que adaptar-se rapidamente às novas condições, investindo em plataformas digitais, reforçando a sua presença online e ajustando as suas ofertas às necessidades emergentes.

Conclusão: Perspectivas de crescimento e inovação até 2023

Com base na análise do mercado de rebanho e adhesives em Portugal em 2020, é possível concluir que o setor apresenta um potencial de crescimento sustentado até 2023, impulsionado por fatores de inovação, sustentabilidade e digitalização. A adaptação às novas exigências ambientais e às tendências globais será fundamental para que as empresas mantenham a sua competitividade e expandam as suas operações.

Para os investidores e gestores do setor, a aposta em produtos ecológicos, a inovação tecnológica e a expansão internacional representam oportunidades estratégicas que podem consolidar a posição de Portugal na cadeia global de produção de adhesives e na economia do rebanho.

Assim, o setor encontra-se numa fase de transformação, onde a capacidade de adaptar-se às mudanças de mercado determinará o sucesso das empresas e a sustentabilidade do setor em um contexto de crescente competitividade e exigências ambientais.

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Author
Mariana Costa
Especialista em mercados de capitais e investimento. Licenciada em Finanças pela Católica Lisbon School of Business and Economics, com CFA (Chartered Financial Analyst) e experiência em gestão de ativos. Mariana analisa o PSI-20, obrigações do Tesouro, fundos de investimento e a evolução da Euronext Lisbon. Contribui regularmente para publicações da área financeira e é comentadora de economia nos principais órgãos de comunicação social.