Mercado Global de Saúde Edi: Análise de Preços, Vendas, Receita e Participação de Mercado em 2020 com Previsões para 2023

No panorama económico global de 2020, o mercado de saúde digital emergiu como uma das áreas de maior dinamismo e inovação, impulsionada por avanços tecnológicos, mudanças na procura de serviços de saúde e a necessidade de soluções mais acessíveis e eficientes. A crescente adoção de plataformas de telemedicina, dispositivos wearables e sistemas de gestão de informação clínica refletiu uma transformação profunda no setor, que se prevê intensificar até 2023. Este artigo analisa detalhadamente os fatores que moldaram o mercado em 2020, utilizando dados de vendas, preços e participação de mercado, e apresenta previsões fundamentadas para o próximo triénio.

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Análise do Crescimento do Mercado de Saúde Digital em 2020

O ano de 2020 foi marcado por uma crise sanitária global sem precedentes, que acelerou a adoção de tecnologias de saúde digital a nível mundial. Segundo dados do relatório da MarketsandMarkets, o mercado global de saúde digital atingiu uma receita de aproximadamente 144 mil milhões de dólares em 2020, registando um crescimento de cerca de 27% em relação a 2019. Este crescimento foi impulsionado por fatores como a necessidade de monitorização remota de pacientes, a redução de custos hospitalares e a crescente procura por soluções de teleconsulta.

Além disso, as melhorias na infraestrutura de telecomunicações e a maior disponibilidade de dispositivos inteligentes contribuíram para a expansão do mercado. A participação de empresas tecnológicas no setor de saúde, como a Apple, Google e Amazon, também foi um fator determinante, elevando o valor de mercado e diversificando a oferta de produtos e serviços.

Estrutura de Preços e Variações de Custos em 2020

O preço médio dos dispositivos wearables de saúde, como pulseiras e relógios inteligentes, variou entre 150 a 400 euros, dependendo das funcionalidades e da marca. Dispositivos de monitorização de sinais vitais, utilizados por hospitais e clínicas, apresentaram uma tendência de redução de custos em 2020, graças à massificação da produção e à inovação tecnológica. Por exemplo, sensores de frequência cardíaca e oxigenação sanguínea tiveram uma redução de aproximadamente 15% nos seus preços unitários, tornando-se mais acessíveis a um público mais vasto.

Por outro lado, plataformas de telemedicina apresentaram preços de assinatura que variaram entre 10 a 50 euros mensais, com modelos freemium a ganhar destaque devido à sua acessibilidade. Este cenário refletiu uma estratégia de mercado orientada à democratização do acesso aos serviços de saúde digital, especialmente em regiões onde a infraestrutura de saúde tradicional se mostrou insuficiente ou sobrecarregada.

Dados de Vendas e Receita em 2020

As vendas globais de soluções de saúde digital atingiram cerca de 144 mil milhões de dólares em 2020, representando um aumento de 27% face ao ano anterior. Os dispositivos wearables lideraram as vendas, com uma quota de mercado de aproximadamente 45%, seguidos pelas plataformas de telemedicina com 30%, e os sistemas de gestão de informação clínica com 25%. A nível de receita, as empresas líderes, como a Philips, GE Healthcare, Siemens Healthineers e startups inovadoras, registaram crescimentos expressivos, consolidando-se como atores principais do setor.

  • Dispositivos wearables: 65 mil milhões de dólares em vendas;
  • Plataformas de teleconsulta: 43 mil milhões de dólares;
  • Sistemas de gestão hospitalar e clínico: 36 mil milhões de dólares.

Este crescimento foi sustentado por uma maior procura de soluções de monitorização remota, especialmente para doenças crónicas e cuidados de idosos, bem como pelo aumento de consultas médicas virtuais devido às restrições de deslocamento e distanciamento social impostos pela pandemia.

Participação de Mercado e Competição em 2020

O mercado de saúde digital apresentou uma elevada concentração, com as cinco maiores empresas a responderem por aproximadamente 60% da participação global. A Apple e a Google destacaram-se na oferta de dispositivos wearables e plataformas de gestão de saúde, enquanto a Philips e a GE Healthcare lideraram a instalação de sistemas de monitorização hospitalar e de diagnóstico.

As startups inovadoras, como a Teladoc Health e a Amwell, também ganharam quota de mercado, sobretudo na área de telemedicina, onde introduziram soluções disruptivas de consultas virtuais, inteligência artificial e análise de dados clínicos.

O mercado exhibitou uma forte concorrência baseada na inovação tecnológica, na qualidade do serviço e na estratégia de preços, com muitas empresas a adotarem modelos de assinatura ou freemium para atrair e reter clientes.

Previsões para o Mercado de Saúde Digital até 2023

Com base nos dados de 2020 e nas tendências observadas durante o ano, prevê-se que o mercado global de saúde digital continue a crescer a uma taxa composta anual de cerca de 20% até 2023, atingindo uma receita próxima dos 200 mil milhões de dólares. Este crescimento será sustentado por diversos fatores:

  1. Expansão da telemedicina e monitorização remota: Espera-se que as plataformas de teleconsulta aumentem a sua quota de mercado, com uma maior integração de inteligência artificial e análise de big data para diagnóstico precoce e gestão de doenças crónicas.
  2. Avanços tecnológicos: A evolução dos dispositivos wearables, com maior precisão e funcionalidades avançadas, permitirá uma monitorização contínua e personalizada, fomentando a adesão dos utilizadores.
  3. Iniciativas de digitalização hospitalar: A implementação de sistemas de gestão eletrónica de saúde e de interoperabilidade entre plataformas facilitará uma maior eficiência e redução de custos na administração hospitalar.
  4. Regulamentação e políticas de saúde: O fortalecimento de regulamentações específicas para saúde digital, bem como incentivos governamentais, facilitarão a entrada de novos players e a consolidação do mercado.

De acordo com previsões de analistas, a participação de mercado das principais empresas continuará a evoluir, com novas startups a emergir como protagonistas, impulsionadas por inovação e pela crescente procura de soluções acessíveis e eficientes.

Desafios e Perspectivas Futuras do Mercado de Saúde Digital

Apesar do potencial de crescimento, o mercado de saúde digital enfrenta diversos desafios. Entre eles, destacam-se questões relacionadas com a privacidade e segurança de dados, a interoperabilidade dos sistemas e a resistência à mudança por parte de alguns profissionais de saúde e instituições.

Para superar estes obstáculos, é fundamental que os reguladores implementem normas rigorosas de proteção de dados, promovam a padronização de protocolos e incentivem a formação contínua dos profissionais de saúde na utilização de tecnologias digitais.

Por outro lado, a crescente consciencialização dos consumidores sobre a importância da saúde digital, aliada à evolução tecnológica, reforça as perspetivas de futuro do setor, que deverá consolidar-se como uma peça central na prestação de cuidados de saúde global.

Em suma, o mercado de saúde digital em 2020 demonstrou um forte crescimento e uma rápida adaptação às circunstâncias globais, com uma previsão de expansão contínua até 2023. Empresas inovadoras, regulamentação adequada e uma estratégia centrada no utilizador serão os fatores-chave para que este setor continue a evoluir de forma sustentável e eficiente.

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Author
Rui Barbosa
Jornalista com 18 anos dedicados à cobertura do tecido empresarial português, com foco em PME, empreendedorismo e internacionalização. Formado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Rui acompanha de perto o ecossistema de startups nacional, o programa Portugal 2030 e os fundos europeus disponíveis para as empresas. É autor do podcast "Negócios de Portugal", onde entrevista empresários e decisores económicos.