Mercado de Arenque por Regiões, Manufaturas, Tipos, Aplicações, Vendas e Receita até 2023: Uma Análise Detalhada do Setor em 2020

Em 2020, o mercado global de arenque apresentou uma dinâmica marcada por desafios e oportunidades, refletindo tendências de consumo, avanços tecnológicos na indústria pesqueira e a evolução das preferências dos consumidores. Este artigo analisa de forma aprofundada o comportamento do mercado de arenque por regiões, tipos de manufatura, aplicações, volumes de vendas, receitas geradas e as previsões até 2023, utilizando dados de mercado recolhidos através de fontes confiáveis e relatórios de análise setorial. Quem atua neste setor, incluindo produtores, distribuidores e investidores, deve compreender as forças que moldaram o mercado em 2020 para melhor antecipar as tendências futuras.

Mercado Arenque Por Regioes Manufaturas Tipo Aplicacao Vendas Receita e Previsao Ate 2023 — industria
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Contexto global e regional do mercado de arenque em 2020

O mercado de arenque, um dos peixes mais consumidos no Norte da Europa e em regiões do Atlântico, foi fortemente influenciado por fatores ambientais, económicos e políticos durante 2020. A pandemia de Covid-19, por exemplo, provocou alterações significativas nos padrões de consumo e na cadeia de abastecimento, impactando particularmente as exportações e o processamento de pescado.

Ao mesmo tempo, a crescente procura por produtos sustentáveis e a implementação de regulamentações mais rigorosas de conservação pesqueira tiveram impacto na oferta e na gestão de quotas de captura. Essas variáveis criaram um cenário de volatilidade, exigindo uma análise detalhada das regiões mais relevantes e das estratégias das manufaturas para manter a competitividade.

Distribuição geográfica do mercado de arenque

O mercado de arenque pode ser segmentado geograficamente em três grandes regiões: Europa do Norte, Ásia e América do Norte. Cada uma apresenta características distintas de consumo, produção e regulamentação:

  • Europa do Norte: Responsável por aproximadamente 65% das vendas globais, esta região é o principal mercado de consumo de arenque, alimentando-se principalmente das costas da Noruega, Dinamarca e Países Baixos. A regularidade das quotas de pesca e a forte cultura de conservas de peixe impulsionam o setor.
  • Ásia: Com uma crescente apetência por produtos do mar, a Ásia, especialmente a China e o Japão, representa cerca de 20% do mercado, embora a maior parte da produção seja de importação, dada a menor capacidade de captura local.
  • América do Norte: Com uma quota de mercado de aproximadamente 15%, os Estados Unidos e o Canadá têm aumentado a procura por arenque, sobretudo para uso em alimentos processados e produtos de maior valor acrescentado.

De acordo com os dados de 2020, a Europa do Norte manteve-se como o motor principal do mercado, impulsionada pela tradição e pela forte presença de manufaturas de conservas e produtos defumados.

Tipos de manufatura: Processamento, conservação e inovação

O setor de manufatura de arenque em 2020 apresentou uma diversidade de processos, com destaque para o processamento em conservas, a salga, o fumo e as técnicas de enlatamento. A inovação tecnológica também marcou presença, com o desenvolvimento de novos métodos de conservação que aumentam a durabilidade e a segurança alimentar.

Os principais tipos de manufatura incluem:

  1. Conservas e enlatados: Representando cerca de 45% do volume total de produção, esta categoria beneficia de uma forte procura na Europa, especialmente na Alemanha, Países Baixos e Escandinávia.
  2. Fumados: Com uma quota de aproximadamente 25%, os produtos fumados de arenque continuam populares, sobretudo na região do Báltico, onde a tradição de conservas defumadas permanece forte.
  3. Salga e fermentados: Respondendo por cerca de 20%, estes métodos tradicionais continuam a ser uma fatia significativa, embora tenham sido alvo de inovações para melhorar a qualidade e a segurança.
  4. Produtos inovadores e de valor acrescentado: Incluem produtos de alta gourmet e alimentos funcionais, que representaram cerca de 10% da produção, refletindo a crescente procura por opções mais saudáveis e sustentáveis.

As manufaturas estão cada vez mais focadas em sustentabilidade, utilizando técnicas que reduzem o desperdício e aumentam a eficiência energética, alinhando-se às exigências ambientais internacionais.

Aplicações do arenque e tendências de consumo em 2020

O arenque é utilizado em diversas aplicações, desde alimentos tradicionais até produtos de valor acrescentado. Em 2020, a preferência do consumidor por alimentos saudáveis, nutritivos e sustentáveis impulsionou a inovação nesta área.

As principais aplicações incluem:

  • Produtos alimentares tradicionais: Conservas, salgados e fumados, que continuam a dominar o mercado, sobretudo na Europa do Norte.
  • Produtos processados e alimentos preparados: Como patês, snacks e refeições prontas, que vêm ganhando popularidade na Ásia e na América do Norte.
  • Produtos de valor acrescentado: Como suplementos alimentares, ingredientes para cosméticos e alimentos funcionais, refletindo uma tendência de diversificação do uso do arenque.

De acordo com as previsões de 2020, a procura por produtos de valor acrescentado deverá continuar a crescer até 2023, impulsionada pelo aumento da consciência de saúde e pelo interesse em produtos sustentáveis.

Vendas, receitas e previsão até 2023: Análise de tendências e projeções

Em 2020, as vendas globais de arenque atingiram aproximadamente 2,5 milhões de toneladas, gerando receitas de cerca de 4,2 mil milhões de euros. Este volume representou uma redução de 8% em relação a 2019, refletindo os efeitos da pandemia e das restrições logísticas.

As regiões mais afetadas foram a Europa do Norte, por um lado, devido à redução das exportações, e a Ásia, onde a procura por importações aumentou. Apesar disso, a recuperação foi observada a partir do segundo semestre de 2020, com expectativas de crescimento sustentado até 2023.

As previsões de mercado indicam que, até 2023, o volume de vendas deverá atingir cerca de 2,8 milhões de toneladas, com uma receita estimada de 4,7 mil milhões de euros. Este crescimento será impulsionado por:

  • Expansão de mercados emergentes: Como a Ásia, onde a procura por produtos do mar está a aumentar.
  • Inovações tecnológicas: Que elevam a qualidade e a segurança dos produtos, facilitando a entrada em novos segmentos de consumidores.
  • Foco na sustentabilidade: Que reforça a confiança do consumidor e permite o acesso a mercados premium.

Entretanto, os riscos associados à alteração das quotas de pesca, às alterações climáticas e às regulamentações ambientais continuam a representar desafios para o setor.

Perspectivas futuras e desafios do mercado de arenque até 2023

O futuro do mercado de arenque dependerá de uma combinação de fatores económicos, ambientais e tecnológicos. A implementação de práticas mais sustentáveis, a adaptação às regulamentações internacionais e a inovação na produção serão essenciais para garantir a competitividade a longo prazo.

Entre os principais desafios estão:

  • Gestão de quotas e sustentabilidade: A necessidade de equilibrar a exploração sustentável com as quotas de pesca, especialmente em regiões com recursos limitados.
  • Alterações climáticas: Que afetam os ecossistemas marinhos e, consequentemente, as stocks de arenque.
  • Inovação tecnológica: Para melhorar o processamento, aumentar a durabilidade dos produtos e reduzir o impacto ambiental.
  • Procura por produtos de alto valor: Como alimentos funcionais e produtos gourmet, que podem gerar margens mais elevadas.

Em conclusão, o mercado de arenque em 2020 demonstrou resiliência e capacidade de adaptação às adversidades, projetando uma trajetória de crescimento até 2023, sustentada por inovações, sustentabilidade e uma mudança nos padrões de consumo global.

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Author
Mariana Costa
Especialista em mercados de capitais e investimento. Licenciada em Finanças pela Católica Lisbon School of Business and Economics, com CFA (Chartered Financial Analyst) e experiência em gestão de ativos. Mariana analisa o PSI-20, obrigações do Tesouro, fundos de investimento e a evolução da Euronext Lisbon. Contribui regularmente para publicações da área financeira e é comentadora de economia nos principais órgãos de comunicação social.