Mercado das Pastas de Dentes em 2020: Uma análise detalhada dos desafios, oportunidades e previsão para 2024

No contexto global de 2020, marcado por uma pandemia que impactou profundamente todos os setores económicos, o mercado das pastas de dentes não foi exceção. Este setor, essencial na higiene oral quotidiana, enfrentou desafios inéditos, desde alterações nos padrões de consumo até dificuldades na distribuição. Este artigo analisa de forma aprofundada o mercado das pastas de dentes em Portugal e no mundo, identificando os principais fatores que influenciaram o seu desempenho em 2020, assim como as oportunidades emergentes e as previsões para 2024. Utilizando dados de mercado, relatórios de entidades especializadas e uma análise do comportamento do consumidor, procuramos oferecer uma visão clara do presente e do futuro deste setor vital na higiene pessoal.

Mercado Pasta de Dentes 2020 Por Motoristas Desafios Oportunidades e Previsao Para 2024 — mercados
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Contexto global e impacto da pandemia no setor das pastas de dentes

A partir de início de 2020, a chegada do novo coronavírus (COVID-19) provocou uma crise sanitária de proporções globais, que teve efeitos profundos na economia e nos hábitos de consumo. O mercado das pastas de dentes, embora considerado um bem de primeira necessidade, enfrentou múltiplos obstáculos decorrentes da pandemia. Entre os principais fatores destacam-se:

  • Interrupções na cadeia de abastecimento: As restrições de mobilidade e a redução de atividades industriais dificultaram o fornecimento de matérias-primas essenciais, como fluor, glicerina e outros ingredientes chave.
  • Redução das vendas em canais tradicionais: O encerramento temporário de lojas físicas, farmácias e supermercados durante os períodos de confinamento impactou diretamente a distribuição e vendas.
  • Alteração dos hábitos de consumo: A maior preocupação com a saúde e higiene levou a um aumento na procura por produtos de higiene oral, embora com uma preferência por formatos económicos e de fácil utilização.
  • Concorrência com outros produtos de higiene: A atenção reforçada na higiene pessoal elevou também o consumo de outros produtos, criando uma concorrência interna no setor de higiene oral.

Estes fatores contribuíram para uma redução global das vendas em muitos mercados, incluindo Portugal, onde o consumo de produtos de higiene oral sofreu uma ligeira retração no primeiro semestre de 2020, seguido de uma recuperação parcial no segundo semestre.

Dinâmica de consumo e comportamento do consumidor em 2020

O comportamento do consumidor durante 2020 revelou mudanças significativas, influenciadas pelo contexto pandémico. A análise destes padrões é fundamental para compreender as oportunidades e desafios que o setor das pastas de dentes enfrentou e continuará a enfrentar.

Entre as principais tendências, destacam-se:

  1. Maior preocupação com a higiene pessoal: A pandemia reforçou a importância da higiene oral, levando a um aumento no interesse por produtos com propriedades antibacterianas ou de proteção adicional.
  2. Preferência por produtos de uso doméstico: O confinamento levou a uma maior procura por produtos que possam ser utilizados em casa, incluindo pastas de dentes de maior durabilidade e em embalagens económicas.
  3. Compra online em expansão: A restrição de deslocações impulsionou o comércio eletrónico, que registou um crescimento significativo na venda de produtos de higiene oral.
  4. Busca por produtos sustentáveis: Os consumidores demonstraram uma maior preocupação com a sustentabilidade, preferindo pastas de dentes com ingredientes naturais, embalagens recicláveis e fórmulas ecológicas.

Estes fatores indicam uma mudança de paradigma na forma como os consumidores percebem e escolhem os produtos de higiene oral, influenciando as estratégias das marcas e distribuidores.

Principais players do mercado das pastas de dentes em 2020

O setor das pastas de dentes é dominado por um conjunto de marcas internacionais e locais que competem por quota de mercado. Em 2020, os principais players, utilizando estratégias de inovação, marketing e preço, procuraram adaptar-se às condições desfavoráveis do mercado. Entre os mais relevantes, encontram-se:

  • Colgate-Palmolive: Líder de mercado global, destacou-se pela diversificação de linhas, incluindo pastas específicas para crianças, branqueadoras e com ingredientes naturais.
  • Procter & Gamble: Com marcas como Crest, apostou na inovação tecnológica e no reforço da presença digital para manter a competitividade.
  • Unilever: Com marcas como Close-up e Signal, focou-se na sustentabilidade e na comunicação de valor ecológico.
  • Marcas locais e marcas brancas: No contexto português, as marcas de distribuição e marcas brancas ganharam quota, oferecendo produtos a preços competitivos e com formulações adaptadas às preferências locais.

Estes players investiram significativamente em campanhas de marketing digital, inovação de produtos e estratégias de fidelização para responder às mudanças do mercado e às novas exigências dos consumidores.

Oportunidades emergentes no mercado de pastas de dentes em 2020

Apesar dos desafios, 2020 também revelou várias oportunidades que poderão ser exploradas até 2024. A seguir, detalham-se as principais áreas de potencial crescimento:

  1. Produtos ecológicos e sustentáveis: A crescente preocupação ambiental dos consumidores impulsionou a procura por pastas de dentes com ingredientes naturais, embalagens recicláveis e fórmulas biodegradáveis.
  2. Inovação em fórmulas e ingredientes: A introdução de ingredientes com propriedades adicionais, como carvão ativado, óleos essenciais ou tecnologia de branqueamento avançada, atrai consumidores que procuram soluções eficazes e diferenciadoras.
  3. Expansão do comércio eletrónico: A digitalização acelerada criou uma oportunidade de fidelização através de plataformas online, incluindo assinaturas e campanhas de marketing digital segmentado.
  4. Produtos para públicos específicos: Pastas de dentes para crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais continuam a representar segmentos de mercado com potencial de crescimento.
  5. Personalização e experiência de uso: A oferta de pastas personalizadas, com aromas ou propriedades específicas, pode captar consumidores mais exigentes e dispostos a pagar um prémio por inovação.

Estas oportunidades representam um caminho estratégico para marcas que pretendam diferenciar-se num mercado marcado por forte concorrência e por mudanças rápidas nos hábitos de consumo.

Previsões para o mercado das pastas de dentes até 2024

Com base na análise dos fatores atuais e nas tendências de mercado, as previsões para o setor das pastas de dentes até 2024 apontam para uma recuperação gradual e crescimento sustentado, impulsionado por inovação e sustentabilidade. Os principais aspetos a considerar incluem:

  • Crescimento moderado do mercado: Estima-se que o volume de vendas global aumente entre 3 a 5% ao ano até 2024, apoiado pela recuperação económica pós-pandemia e pela maior preocupação com saúde e higiene.
  • Domínio de produtos sustentáveis: Espera-se que pelo menos 60% das novas formulações lançadas até 2024 incluam ingredientes naturais ou processos ecológicos.
  • Fortalecimento do canal digital: As vendas online deverão representar cerca de 30 a 40% do total de mercado, com estratégias de marketing digital e e-commerce a serem fundamentais para o crescimento.
  • Inovação contínua: A introdução de produtos com tecnologia avançada, personalizáveis e com benefícios adicionais (como branqueamento ou proteção contra sensibilidade) será um fator de diferenciação.
  • Expansão geográfica: Mercados emergentes, especialmente na Ásia, América Latina e África, deverão contribuir de forma significativa para o crescimento global.

Assim, o setor das pastas de dentes mostra-se otimista para os próximos anos, desde que as empresas consigam antecipar as tendências de consumo e investir em inovação, sustentabilidade e canais digitais.

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Author
Rui Barbosa
Jornalista com 18 anos dedicados à cobertura do tecido empresarial português, com foco em PME, empreendedorismo e internacionalização. Formado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Rui acompanha de perto o ecossistema de startups nacional, o programa Portugal 2030 e os fundos europeus disponíveis para as empresas. É autor do podcast "Negócios de Portugal", onde entrevista empresários e decisores económicos.